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 Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"

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mendes
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MensagemAssunto: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Seg Ago 02, 2010 9:10 am

Oi...bem esta é a 1º vez que tento algo deste género...fiquei com o"bichinho" depois que li algumas fanfic(e devo dizer que estavam.......KKKKYYYYYYYAAAAAAAAAA , de tão fantásticas que estavam, desculpem ...mas a verdade é que eu tenho muita "mania" de quando estou a ler de quase ou praticamente estar a ver tudo a acontecer á minha frente).
Ainda não me decidi pelo nome oficial da fanfic...o meu primeira palpite, que é o nome com que eu acabei por deixar para mim foi "Mar de amor"...mas depois surgiu uma novela na tvi com um nome idêntico e depois acabei por deixar este projecto de lado.
Acabei por deixar este temporariamente(acho eu), até porque a personagem principal é uma rapariga tímida...bastante tímida...com as raparigas ela depois de "3palavras" acaba por se tornar em uma rapariga mais descontraída, mas
com os rapazes é outra coisa...para ela os rapazes são tipo E.Ts...que bateram com a cabeça quando se despenharam no planeta Terra...(fora demasiado azul para os seus pequenos cérebros) , mas com tudo isto , ela por vezes acaba por se tornar uma pessoa muito má e difícil de entender por todos aqueles que tentao entrar na sua vida á força... Ela abandona a família em busca de algo que desconhecia e também para ir encontrar com alguém ...

Ainda não tenho muito bem a historia definida...estou a pensar num romance/policial/humor/ mais qualquer coisa....
AAMMMM ..aceito sugestões, ajudas, historias que possa juntar, até personagem....eeee...á... musicas ....quero tentar fazer uma banda sonora ..para assim ajudar o leitor (acho que estou a ser muito formal.)a sentir os sentimentos....
Por enquanto neste capitulo ainda não tenho uma musica para sugerir...até porque tem muitos sentimentos....se tiverem uma ...eu agradeço que deixem aqui..hehehe


___________________***________________


Capitulo 1- A família M.





Dia:31 de Dezembro. Ano…bem, eu diria que foi em 2010, horas: 23:59:59. Local: sala de jantar na casa da tão conhecida família Montenegro.


A vida têm momentos felizes que marcam uma pessoa, mas, definitivamente aquele não era um deles, não era um momento feliz nem muito menos um momento que eu queria recordar para sempre. Tinha tido um dia em que me parecera ter pelo menos umas 200 horas. Quantas vezes dera por mim a olhar para o céu pedindo que aquele dia termina-se, ou que pelo menos aquelas pessoas me dessem um descanso das suas vozes histerias e ao mesmo tempo sem vida.

A mãe estivera todo o tempo tentando-me fazer desistir da ideia de viajar dizendo que aquela viagem era uma “péssima ideia”. Nunca lhe havia respondido pois sabia muito bem o que ela queria que eu fizesse da minha vida, “ter uma família e ficar em casa para cuidar do marido”. Mas eu sempre pensei pela minha cabeça, sabia que ainda era muito nova para aquele tipo de vida “Eu quero ter uma família, um marido e filhos mas, não agora, não por enquanto, o mundo espera-me…”, isto é o que eu lhe respondia na minha mente todas as vezes que ela chorava os seus planos para a sua filha mais nova. Era uma mulher que emanava glamor e requinte, muito diferente de mim que adoro um par de calças soltos e bem largos caindo-me pela cintura, uma t-shirt confortável e prática, assim como as sapatinhas.

Era uma mulher que sabia o que queria e mostrava que seria capaz de mover mundos para que assim se fizesse as suas vontades. Vestia sempre um fato de saia e casaco, tinha de praticamente todas as cores, mas havia cores que ela simplesmente maldizia e que segundo ela “deveriam ser extintas de tudo”, o cor-de-laranja e o castanho-creme, porque na verdade estas eram as cores nas quais ela não sentia a sua beleza realçada, todas suas tualetes pareciam competir entre si, querendo mostrar o quanto cada uma valia mais que a outra,”é lamentável” sinto-me sempre desconfortável ao pé dela, não que eu não a curta, afinal ela é a minha mãe, mas a sua imagem, a sua forma de estar, principalmente as suas feições, sempre mostrando uma cara de nojo e repulsa. Sei muito bem pois fazia muito tempo que me olhava dessa maneira.


Até o pai me havia imposto o estatuto de “futura líder da companhia Montenegro”, algo que eu nunca quis, ser advogada não é uma profissão para mim, o carisma, a coragem, as mentiras, a paciência, muitas vezes cara de pau de defender alguém que deveria estar atrás das grades, ou até mesmo a confiança em si mesma que era preciso ter para se ser uma advogada de gabarito neste mundo. Se bem que se me pedissem para me descrever apenas usaria uma única palavra destas na minha
descrição PACIÊNCIA, pois desta eu tenho às resmas de resmas. Obrigara-me a tirar um curso de advocacia, o qual apenas frequentei três longos, deprimentes e arrasadores anos, bem… até hoje, quando eu lhe disser que desisti e anulei a minha matrícula…, é que nem a mãe se havia imposto contra o meu pedido de ser eu a contar-lhe, a verdade é que todos eles já imaginavam a reacção do Excelentíssimo Doutor Montenegro, realmente vai ser negra vai, principalmente para ter que ouvir tudo isto, héhé, tenho a certeza que me vai deserdar, expulsar-me de casa e dizer que nunca mais serei sua filha.

Por outro lado talvez nem seja assim tão má quanto isso…afinal aquela figura era o meu pai, aquela forma que esta agora em frente a mim e que enverga um fato preto de linhas direitas e simples, com a sua gravata a fazer pandã com o fato da mulher, a sua camisa brancamente ridícula e vulgar mas mesmo assim cara, mas o que me chamou a atenção fora os novos botões de punho que a mãe lhe havia dado na festa fútil de natal que ela mesmo havia organizado numa tentativa de me fazer mudar de ideias e me prender aqui…se bem que uma delas ela conseguiu, pois tive que adiar a minha viagem por alguns dias pois queria que “pelo memos pudéssemos passar o ano novo juntos”, acabando por mudar os meus planos por completo, pois pretendia passar a passagem de ano com Mi-chan, ela sim é única e perfeita (mas esta parte é segredo, pelo menos por agora).

E a minha irmã, a primogénita do casal sensação das revistas cor-de-rosa, bem…sobre ela…, uuuiii…a maninha FORA em tempos uma snobe tal como a mãe, até tinha pena dela, bem…tinha…até que (e não é para me exibir) eu tinha o amigo perfeito, bem…para dizer a verdade…é mais uma daquelas patuscadas de um amigo de um amigo de um amigo que conhece fulano que tem um amigo, e que segundo esse seu amigo do conhecido do amigo do amigo do amigo do amigo ele é um tremendo de um gato e que ainda por cima esta de rastos porque a ex lhe pôs os patins (resumindo logo a história deste meu querido amigalhaço e compincha de horas de tortura
familiar), mas como eu ia dizendo…héhéhé, um dia eu levei a minha irmã a uma discoteca bem pacata e que raramente esta a abarrotar de gente, raramente como naquela noite por azar, pensei eu que estivera noites sem dormir, …bem…noiteSss não digo…porque são poucas, se não nenhumas as coisas que me tiram o sono, …voltando ao assunto, por azar, pensava eu, a discoteca estava a atulhada de pessoal até às costuras, mas como eu já era cliente habitual e (agora sim estou a exibir-me) decorada por mim, em uma decoração de forte, selvagem e colorida, (pronto pronto eu avanço…bolas) …bem resumindo eles vêem ter á nossa mesa a muito custo e quase a nado por aquele mar de gente, e á chegada ele derramou bem na camisola da maninha a sua bebida…tchhiii…cada vez que eu me lembro do olhar assassino dela para ele depois de o ter chamado de todo o tipo de nomes e mais alguns que existe no dicionário e fora dele, até algumas palavras que eu juraria que ela nem sabia que existiam e outras que nem sabia o significado delas…assim como eu, naquele noite ampliei a minha pequena lista de insultos possíveis e imagináveis…se bemmm que tive que perguntar ao colega do rapaz da bebida como se escrevia alguns deles, e digo-vos aquele momento e todos aqueles palavrões me fizeram corar e ter pena do rapaz, que tenho a certeza que estaria a rogar pragas ao amigo por o ter feito sair de casa, aquele lugar, aquela bebida e PRINCIPALMENTE aquela rapariga que lhe dizias todos aqueles palavrões enquanto tentava limpar a bebida de si…bem… (mas se acham que aquele havia sido o pior…mmmeen, como estão enganados), ela endireita-se depois de perceber que ali não haveria de obter resultados em tirar aquele liquido da sua carerrrrima camisola e lança-lhe o tal olhar assassino, ele dá um passo atrás, (como nos desenhos animados em que a personagem da assusta e faz aquelas figuras… se bem que o rapaz não exagerou assim tanto), foram um olhar tão assustador que até eu e o amigo do rapaz da bebida nos agarramos um ao outro de tão aterrorizante que aquele momento foi, juro que por momentos temi o pior por todos naquele lugar… mas a situação lá se resolveu, (não me perguntem como, só sei que duas horas e meia depois estávamos todos sentados á volta da mesa com um ambiente de cortar á faca de tão pesado que estava) no final da noite, umas 2 da manhã nós bazamos e fomos para casa, (e digo-vos que naquela noite e nos próximos dias não se tocou no assunto… até àquele dia).

O grande dia, e sim… futebol, o desporto rei de Portugal, (eu sei eu sei…é deprimente que aqui o futebol seja o único desporto que seja adorado pelo povo em massa…vá-se lá saber porquê…) bem … como eu lá me informei (e vou resumir muito bem isto que esta a ficar aborrecido e a perder o sentido) de que ambos são do mesmo clube…pois é, marcamos no ap. da maninha, os amigos vieram (quatro ao todo naquele apartamento) e acabamos por perceber que eles são almas gémeas (acreditem), se bem que quando é para insultar o arbitro ou a má prestação dos jogadores da sua equipa ela põe mesmo a boca no trombone, o que o faz chorar de tanto rir cada vez que ela chama de cegueta ao arbitro e coxo ao jogador que falha o penalti, (e aviso que apenas estou a usar as palavras mais brandas que ela usa) resumindo curta e grossamente, filmar um jogo de futebol com eles os dois a assistir o filme seria para maior de trinta e mesmo assim seria um filme cheio de “piiiisss” e “censurado”. Depois de isto tudo e de uma lista (da minha parte) de nomes a chamar a alguém bem extensa, algo acendeu por ali, bem realmente houve bastante faísca,..mas…cá para mim…nenhuma seria mais do que: # eu odeio-te # e # vai morrer longe #, mas parece que eu perdi alguma coisa no meio de tantos “piiiisss”, e ao fim de dois meses de encontros nas minhas costas, eles assumem o namoro…e aqui estão eles hoje a mostrar amor a quem queira ver. Mas tudo isto para quê…bem é que desde que ela começou a dar-se com o amigo do conhecido do amigo do amigo do amigo que ela passou a deixar de ser fútil, verdade… ela hoje é uma porreira e até bem mais festivaleira que ele…e sim…eu estou muito feliz pelo meu trabalho a part-time de cupidoooo…héhé.


-Oooh parva…quando é que vai dizer ao pai?

-Hummm…porquê o súbito interesse?! - Bem nem sei bem o porquê desta pergunta pois sabia muito bem o porquê, “aposto que se
vai pirar bem antes de eu largar a bomba”.


-Sim... é isso mesmo que estas a pensar, mantei-me fora desses teus ataques de loucura, eu estarei do lado do pai…por isso nem vale a pena tentares pois já sabes o que eu penso em relação às tuas façanhas para mostrar a tua rebeldia. –Terminara em jeito de desafio, pois lá no fundo eu sei que ele me apoiava, sabia que eu não fora feita para estar presa nas teias das gerações passadas dos Montenegro nem muito menos para carregar um fardo tão pesado que era manter aquele lugar a salvo dos abutres que pairam sobre a nossa família.

Bem… se a festa estava a correr bem agora iria virar o rumo, o meu avião ira partir dali a quatro horas e como tinha que estar duas horas antes…, bemmm…estava na hora de preparar o discurso para o grande momento, mas primeiro… pedir os doze desejos, passei grande parte do dia a pensar nisso, enquanto as pessoas falavam comigo sobre a vidinha fútil de algumas pessoas do cor-de-rosa destas bandas, mas entre escândalos sexuais, divórcios e o que disse fulana sobre sicrana eu lá escolhi o que pedir para este ano. E assim o estou a fazer, taannn…saúde, taannn…paz, taannn…amor, taannn…sucesso na minha partida para o desconhecido, taannn…saúde para a família chata a pegajosa, taannn… diversão, muita diversão, taannn…coragem para enfrentar a vida e todo o que ela trouxer, taannn…que a Mi-chan seja muito feliz com o seu mais que todo, taannn… manter-me sempre livre, taannn… pensar sempre pela minha cabeça, taannn…força para defender o que eu acredito até ao fim, taannn…héhéhé, que me apaixone por um coreanito fofinho…


E assim comecei eu o MEU ano, sim…o MEU ano, pois este ano vai ser o meu ano, onde apenas farei aquilo que eu quero, quando quero, com quem eu quero e porque
quero… sim eu sei que haverá momento em que não poderei aplicar o “eu quero”, mas...bem …que se lixe, desde que não sejam mais que uma ou duas vezes…hihihi…

-Eu sabia que não regulavas bemmm…mas ao ponto de te estares a rir sozinha, isso acho que é demais hóó parva…

-Mas tu importas-te o burro jerico de me parares de melgar…fogooo. Raios ta paniquem, mas tu não tens nada mais que fazer? Olha a mãe do Alexandre Ribeiro esta ali
sozinha querido, vai lááá, afinal ela até que engraça contigo…hhóóóó pupa…

-Pára de me chamar isso ou eu dou-te uns valentes cascudos nessa cabeça de vento…


-Pois pois…bem… é melhor pores-te a andar maninho, que a bomba vai cair não tarda. – disse isto num suspiro.

-Sempre vais em frente com isto? - ao dizer isto encostou-se á parede ao lado da janela pela qual eu via agora o fogo de artificio, na qual eu alternava o olha entre o
belo trabalho pirotécnico e o seu olhar de receio e apoio.

-Sabes que se não o fizer agora eu nunca mais o poderei fazer, se eu voltar a traz na minha decisão eu nunca me perdoarei… E eu sei que vais dar conta disto por mim, este não é o meu lugar, eu nunca senti que este fosse o meu lugar, eu sou…- pensei antes de falar, fora uma longa paragem, a palavra não queria sair… - muito diferente de vocês, eles dizem Mansão eu digo uma pequena casa á beira-rio, elas dizem spá eu digo tarde no parque, eles dizem golfe eu basebol.

-Sais-te uma do contra, sabes talvez seja melhor falar com a vó, talvez ela tenha algo melhor para te dizer do que eu, afinal… tu é que és a mulher com partes baixas cá da casa…héhéhé, ve-lá se quando chegares me dás uma apitadela… e não faças muitas loucuras…- dissera já isto de costas e a alguns passos de distância.

Ele sabe o que eu sinto neste momento, o maninho já fora um “selvagem” como eu, mas foi na época da faculdade, depois assumira uma imagem de snobe, mas lá no fundo ele ainda era um purreiraço…, quantas foram as noites em que eu não conseguia dormir e ele me contava as loucuras que ele e os amigos faziam pela calada da noite e até me ensinava como copiar nos exames sem ser apanhada… ainda me lembro quando ele e os amigos foram presos por desacato á autoridade… quem diria que aquele betinho fora capaz de entrar por uma esquadra a dentro em plena noite e meter-se com o guarda e fazer graça com o facto de ele ser barrigudo…cada vez que me lembro como a maninha chegou a casa depois de ter pago a fiança dele… e ele então! Completamente bêbado, até vomitara em cima da preciosa carpete da mamã (o que foi a melhor parte). Iria ser difícil afastar-me deles, eles sempre me haviam apoiado quando eu calava e consentia debaixo das ordens do senhor Montenegro.

-Bem querida família eu retiro-me, pois vou ter com a minha princesa para festejarmos a passagem de ano juntos e felizes…tenham o resto de uma boa noite e FELIZ ANO NOVO…- sempre as saídas triunfantes deste marado do maninho Marcus, o pupa…

Meia-noite e meia, e ali estava a matriarca da família, a falar com a Katrine, a mãe do Alex, pareciam muito animada no meio de tantos gesto e risadas sentadas confortavelmente nas poltronas antigas e cheias de histórias, aproximo-me devagar, ainda estou meia relutante em relação ao que lhe dizer mas se foce para falar ela é uma das primeiras com quem eu falaria…

-Aaahh…desculpem incomodar a vossa tão animada conversa, mas...- “hei não me olhe assim que não penso dar-te história para falar com as suas companhias de chá…”


-Não querida, podes falar não interrompes nada…- “pois claro que eu não interrompo, é o que diz a sua boca desilicone, mas a sua cara diz exactamente o contrario… querida”


- É que…bem … é uma convença particular com a minha avó…- “e toma lá sua cusca metediça” se pudessem ver a minha cara de satisfação quando ela se levanta logo após eu terminar ….uuuiii…. “como é bom vencer de vez em quando esta jararaca …”


Na minha mente alojara-se a imagem triunfante de um panda amoroso com uma saia lilás dançando há havaiana com um olhar de triunfo e fofura… mas a minha cara
deveria mostrar um sorriso amarelo e meio parvo com toda a certeza….talvez até com muita sorte com uma gota bem ao lado… (tshhhiiii, parece que venci mas a minha mente pregou-me uma rasteira…# suspiro #).

Dei-me por vencida, era demasiado para eu perceber a razão de tudo aquilo, e acabei por ocupar o lugar agora vazio que ela deixara a custo. Olhei a sala uma vez mais numa tentativa de encontrar as palavras certas para lhe dizer que estava indo pelo meu destino, ou talvez apenas fugindo dele.

-Nela…ei Nela…ei…esta tudo bem contigo? – abanara-me numa tentativa de me fazer voltar ao mundo humano já que suas palavras não haviam sortido efeito naquela
rapariga de olhar vago e ao mesmo tempo assustado e perdido olhando tudo esperando que o seu maior medo surgisse de algum lugar sem que se desse conta.

- Hummm, desculpe… eu… estava distraída…

-Haaa…agora chamam a isso distracção?


- Aaahh?!

-Não estará há procura das palavras para me dizer que vai viajar, que abandonou a universidade e isto tudo sem falares com o seu pai. Assenti baixando a cabeça sem que uma única palavra abandonasse meus lábios, pois minha língua ficara de súbito presa ao céu-da-boca de tanto receio das palavras que pudesse ajudar a formar.

-“Boa sorte”, “que lutes por aquilo que tu realmente acredites” e “que finalmente abras as tuas assas e saias voando triunfante desta gaiola que te prende”…estes foram os desejos que pedi por ti minha pequena princesa. Não tenhas medo, não agora…, o teu momento chegou e até agora estas a ir muito bem em enfrenta-lo de cabeça erguida. Muitos vão ser os momentos em que nada fará sentido e que desejarás que todo o mundo desapareça, em que sentiras que não poderás fazer mais nada de tão cansada que estas de lutar contra a maré e que quererá apenas seguir o ditado “ se não os podes vencer, junta-te a eles”… e quando assim for, quando estiveres para desistir procura algo que te mantenha há tona, e afaste-te de todos aqueles que te queiram ver lá no fundo…, mantém o teu pensamento livre e limpo, assim como aberto para tudo o que a vida te possa dar, porque até a memoria mais dolorosa pode ser o um farol em noites de tempestade.

As lágrimas que haviam ameaçado cair executaram as suas ameaças e rolavam agora pelo meu rosto lavando qualquer resto de maquilhagem que a mãe me havia aplicado contra milha vontade. Aquelas palavras foram o empurram final para me libertar de qualquer duvida que me estaria a prender impedindo de avançar.

- Vóóóó… obrigada… mesmo …obrigado por me libertares e me apoiar…

-Hummhumm. - Abanara a cabeça em sinal de contrário. - Enganas-te minha pequena, foste tu quem me fez lembrar como eu era antes de me casar com o teu avô… não desistas como eu…não que eu me arrependa, mas a verdade é que eu amava o teu avô, tanto que deixei grande parte dos meus sonhos para traz …e não quero que aconteça o mesmo contigo, afinal de contas…o mundo é para ser visto, e se os teus olhos o verem, então… os meus também o verão…

Levantei-me pois havia recebido uma quantidade de sabedoria que haveria de “digerir” quando estivesse no avião. Dei-lhe o mais forte, o mais carinhoso e o mais verdadeiro dos meus abraços e avancei para o ronde final...



________***_____________

ammm...e fica por aqui o 1º capitulo...demorei 2 dias (+ ou - ) para tentar postar isto...estava bem difícil fonixxx

Ammmm ...que acharão.??? no próximo e vou adiantar ...ela pode recuar na sua demanda com algumas palavras ditas por alguém que ela já não aceita como sendo da família....vai entrar uma nova personagem... a Mi-chan será apresentada e será revelada a razão da ligação entre elas...e mais não diga...(porque ainda não sei também....gomene)



# um aparte#....é possivel estarem aqui palavras que podem não estar num dicionário
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Lili
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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Seg Ago 02, 2010 2:42 pm

UAAHHHHHHHH!!! *a tentar dizer alguma coisa* scratch

Adoro este primeiro capitulo. Gosto da maneira como escreves...tem uma certa ironia que prende o leitor. Tudo muito bem escrito!!

Espero que continues a actualizar

p.s. tenho uma musica para sugerir...dizes que tem muitos sentimentos...que tal música BoA - Every Heart

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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Qua Set 08, 2010 4:42 pm

u.u xD voltei a ler a tua pk já ñ me lembrava bem e tá 5* tens k continuar fico á espera da continuação e claro minha excelente aluna se a puderes apimentar inda melhor xD haha
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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Sab Set 25, 2010 1:36 pm

Bem cá estou eu outra vez...héhéhé...
ANTES DE MAIS NADA... ...Lili-senpai...obrigado pelo comente... e pela musica.. . Apesar de eu ter agradecido pessoalmente...(em uma mensagem privada ) mas mesmo assim volto a agradecer...

Ardenas.... senpai ...hehehe...(já sabes como é....apesar de este capitulo não ter tanto pensamentos tontos...mas mesmo assim espero que me digas a tua opinião) obrigado pela opinião... e por teres postado a tua fanfic...deu-me umas ideias...mas é segredo... ......

Agradeço também a todas as pessoas que a leram...ARIGATO...( não sei como se escreve )
Agora vamos lá á historia...
Bem...decidi que ainda não vou revelar a relação entre ela e a Mi-chan, até porque ainda não acabei a parte em que ela esta com a nova personagem...ainda não tenho muita certeza ...bem...mas logo se vê.......

ammm...desde já agradeço a todos pelas futuras opiniões... ..

A musica que eu escolhi foi a dos Linkin Park -"In The End" e "what I've Done" ... a 1º eu escolhi para o principio da conversa com o seu pai...e a outra para o final por ela ser a razão de todo aquele sofrimento......se tiverem outra musica...eu agradeço...estava á procura de uma asiática...mas depois ouvi estas..e bem... acabou por ficar...

ammm... fico por aqui...jáné...


________________________________***____________________________________


“A verdade sempre vem á tona”

De um lado da sala ao outro eu diria que levei uns treze séculos, mas que na realidade deveriam ter sido uns treze segundos (mais coisa menos coisa), a verdade é que todo o meu corpo lutava contra aquela sensação de receio e medo que agora teimava em dominar o meu corpo, nunca havia pensado que me iria custar tanto fazer aquilo. Cheguei. Havia muitos homens de ar importante rodeando a figura more, Maximiliano Montenegro, meu corpo tremera que nem uma vara de bambo em dias de tempestade, percorrera um arrepio pela minha coluna, o que era sinal de mau agoiro. Pararam a conversa ao repararem em uma figura parada olhando o chão e contorcendo as mãos fazendo-as tocarem uma na outra em gestos de embaraço e receio.


- Yooouuu minha, que contas a estas cotas, por onde andas a passear esse bujão…que fazes á life … por que guetos andam a dar a melgar?


-Aaa????“Mas o que é que este marado quer?”


-Edgar !!!!?!? – Chamara a atenção um dos homens.



Fiquei de boca aberta com tamanha destreza que havia saído daquela boca, tão aberta a minha boca ficara que mais um pouco e o meu maxilar estaria roçando o chão,assim como corei, mas afinal o que foi este momento, que vergonha…”-Aaamm…aaa…eu…você…com tudo o…respeito…você faz a mínima ideia do que acabou de dizer?


-Pois... a verdade é que não…- e pusera uma mão na cabeça e sorrira gentilmente para mim, numa tentativa de fazer esquecer o momento embaraçoso que havia passado.


Aquela resposta fora como um empurram para o abismo gelado que faltava para me fazer dar meia volta e partir sem falar com o meu pai. Começava a dar a meia volta para sair á socapa quando as palavras que eu mais havia temido foram pronunciadas.


-Estou a ver que vocês se dão bem, sabias que o Edgar esta sempre a querer saber coisas sobre ti, acredito até que ele tem um fraco por ti, seria um excelente genro.


-Ora,senhor Montenegro, não diga isso assim que me deixa sem saber como me comportar diante de tal situação.



Meu olhar mostrava todo o que me ia na alma, disso eu tenho a certeza, pois meu coração parara assim como a minha respiração, qual delas havia-se tornado mais dolorosa, eu não sei, mas a partir de alguns segundos a falta de ar fora notada por todos daquele grupo mesmo eu estando virada de costas.


-Aaamm,será que… (limpei a garganta em um som forte mas sem vigor pois minha voz sumira dando lugar agora ao ar que teimou a entrar) podemos falar? – Não podia adiar mais. ”Quereria ele que eu me casara? “


-Agora não.


-…Por favor …


-Agora estou ocupado, falamos mais tarde ou talvez amanhã.


-É importante…- nos meus olhos voltavam as lágrimas que teimavam a aparecer quando eu menos precisava delas.


-Se é por nossa causa nós podemos continuar a convença mais logo. - Edgar reparara que eu estava entre as lágrimas, e que nem mesmo a tentativa que havia enganado todos os outros de que eu estava feliz com aquele estúpido e amarelo sorriso que não enganaria uma criança o havia enganado por um único segundo.


-Não seja tonto. Falarei depois com ela, afinal o que é que uma mulher poderá dizerem uma noite como esta?


“Fora a gota de água, aquele levaria troco, disso ele pode ter a certeza.”


-Tem que ser agora, já. - Estava mais decidida que um touro a enfrentar o inimigo que o teimava em defrontar.


Virara-se com autoridade e respeito mostrando cara de quem lhe haviam entrado em propriedade privada sem o seu consentimento e roubado o seu bem mais precioso.- Mas que educação é essa que a tua mãe te deu, não sabes respeitar os mais velhos, respeitar o teu pai?


-Sei sim, pois recebi a educação de uma mulher, mas o que eu tenho que lhe falar é…


-Já te disse que amanhã falamos e…


-NÃO…-levantara a voz. Olhara em volta envergonhada pois percebera que alguns olhares estavam pregados nela e voltara a baixar o tom. - não… se não falarmos hoje…, amanhã também não o faremos…


-Não seja insolente minha menina.


-Depois não reclame que eu faço as coisas nas suas costas, se não quiser falar comigo agora no escritório então falarei aqui e agora, afinal o que eu tenho que lhe dizer é rápido.


O silêncio havia mostrado a sua força perante qualquer dom de palavra que pudesse agora estar dentro de cada um daqueles corpos Armani.


-Eu não vim lhe pedir o que quer que seja, nem que me compreenda ou que aceite,muito menos que acredite em mim e no que eu decidi para mim e se eu serei capaz de lutar e vencer. Eu vou embora para longe deste lugar, eu vou lutar pela minha vida… - fora interrompida pela voz forte e decidida de seu pai.


-Vamos para o escritório. … Se me dão licença. – E ao dizer isto dirigiu-se para uma grande porta de madeira maciça que dava começo a um grande corredor vazio de viva alma e de qualquer amostra de que alguém pudesse passar mais tempo que o necessário para o percorrer, era um corredor sinistro apesar de ter bastante luz, o que mais me incomodava naquele corredor nem eram as estátuas que nele conservavam a sua beleza, mas sim as centenas de quadros que nele estavam pendurados, contendo centenas de olhos que pareciam seguir-nos, quadros desde a época medieval até aos dias mais modernos daquela família. Segui-lhe os passos como uma criança tentando carregar no exacto sítio onde o seu pai havia pisado numa tentativa de não me deixar vencer pela quantidade massiva de medo que fazia meu corpo tremer e me dava forças para seguir aquela figura. Parei, na realidade nem sei porque parei ali, pôs as mãos no peito agarrando uma á outra,ali estava o ultimo quadro a ser pendurado do maioral da família com uma figura feminina por traz, sempre odiei aquele quadro, com exactidão eu não o sai dizer, mas uma dessas razões para juntar a todas as outras é que só mostrava o quanto o meu pai levava o machismo ao extremo, “antes de sair irei por um fim naquele quadro. “


-Mandei pintar este quadro quando eu e a tua mãe fizemos anos de casados, procurei o melhor pintor de toda a Itália para que o pinta-se. Gostei muito do resultado,tanto que já lhe disse que iria pintar um de cada um dos meus quatro filhos,sabes a tua mãe também gostou do quad…


-MENTIRA…isso é mentira. – Aquele medo estava agora a dar lugar á raiva e ao ódio, toda aquela confusão de sentimento havia-me tomado por completo e jogado o que lhes havia feito frente até aquele momento em um lugar bem fundo, de onde não pudesse mais interferir. A verdade iria ser agora revelada sem compaixão pelo oponente,seria a descarga total de tudo aquilo que havia guardado a todo o custo para si e que nem a própria sombra havia ouvido ser pronunciado por aqueles lábios carnudos e bastante vermelhos de tanto os morder para se manter em silêncio.
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mendes
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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Sab Set 25, 2010 2:05 pm


-PORQUÊ? Porque é tem que ser tudo assim tão difícil, porque temo-nos que curvar perante as tuas palavras, porque temos que comer e calar sem ter uma única palavra contra. Porque tens que anular qualquer tipo de personalidade que existe em qualquer um que te rodeia. Eu odeio-te tanto por me anulares todo este tempo, eu desprezo-te por me teres feito perder o meu tempo em lugares que eu simplesmente não tolero, eu detesto-te por me teres feito abdicar do meu sonho universitário usando aquela chantagem quando usas-te o teu próprio filho para que assim eu me tornasse em uma das tuas obedientes e perfeita filha, eu reneguei-te nesse dia, eu jurei que nunca mais te iria chamar de pai, e até hoje… - como corriam lágrimas pelo meu rosto ao dizer tudo aquilo sem poder parar - Eu ODEIO TODOS OS MOMENTOS QUE TENHO GRAVADOS NA MINHA MENTE EM QUE TU APARECES, MAS FELIZMENTE SÃO POUCOS, PORQUE TU NUNCA EXISTISTE NA MINHA VIDA, sempre que eu precisei de alguém eu sabia que nunca estarias para mim…humm – riso - mas apesar de tudo isso eu sei que te devo agradecer, pois graças a ti eu conheço a minha verdade e já não aceito o que todo o mundo me ordena, eu luto, eu vou lutar, não importa se vai ser com ou sem o teu apoio, porque agora eu sou livre. E…- era agora o final do qual eu me arrependeria agora que lembro desta história. – …e se tu não aceitares e me deixares ir sem que te metas mais na minha vida, então… eu… eu…eu renunciarei ao legado Montenegro para sempre e deixar-te-ei para traz sem pensar duas vezes.


Plaf,plaf, plaf, plaf, plaf plaffff- Muito bem…sabes… foste a primeira mulher afazer-me frente desde que me conheço. Sempre estiquei a corda com muitas outras mulheres, -riso- mas nenhuma dela havia reclamado, apenas se afastavam de mim sem uma única palavra. – virara as costas ao amado quadro para agora olhar uma estátua de um guerreiro grego qualquer de belas formas e de rosto pacifico. -Até me tornei machista para ver qual seria a mulher que ousaria fazer-me frente… ou até mesmo atirar-me á cara que me odeia. Dizes que eu te anulei?-olhava-me agora de alto a baixo como que estivesse a fazer a ultima avaliação para ter a certeza que estava a fazer o investimento correcto. -Talvez sim… no teu ponto de vista, mas no meu, … -riso- eu diria que criei uma mulher com partes baixas, se é que me entendes. E eu não me arrependo nem um pouco de tudo aquilo que te fiz passar, pois sei que tudo isso valeu a pena para ver que finalmente tu não és assim tão fraca quanto te mostras-te desde que eras pequena.


-COMO É? Você escolheu ter o meu ódio em vez da minha admiração? Fez-me passar tudo isto a minha vida toda …para agora me dizer que eu era fraca…EU ERA UMA CRIANÇA…eu tinha sonhos, eu sempre me perguntava porque o MEU PAI não gostava de mim como gostava dos meus irmão, sempre me dava raspanetes por coisas que não lembrava nem “ ao menino Jesus”. – Como o meu coração estava mais leve naquele momento, como eu o tinha coberto por ódio e raiva, por alguém que nunca merecera até uma lágrima. –TSHHE. Não fora em vão… -acenara a cabeça e colocara um sorriso de raiva nos lábios que agora sangravam de tanta força que foram mordidos pela ira – talvez tenha razão, talvez não tenha mesmo sido em vão, e sabe porquê? –Querias um mostro… pois vais ter que lidar com ele…” olhei-o nos olhos mais decidida que um tubarão branco pronto para apanhar a sua preza num golpe certeiro - Porque a partir deste momento Caro Excelentíssimo Senhor Montenegro este monstro “compartes baixas se é que me entende” esta a renega-lo como sendo da mesma família, eu te ODEIO, e… e…e…e nunca mais tenhas o desplante de me olhares nos olhos, pois TU… não é digno de tal coisa. E passe um resto de uma boa noite.Adeus. – Naquele momento virei-lhe as costas e comecei a andar, sentia-me bem por finalmente ter ganho esta guerra e finalmente ter a ultima palavra, …mas…a verdade é que meu coração voltara a ficar preso em umas trevas ainda mais escuras, geladas e solitárias que as anteriores. Fugira de um buraco para me meter em um pior. “kyaaa, já esta venci… mas porque dói tanto… eu devia estar feliz e não a chorar que nenhuma criança perdida dos paiiiisss. O que foi que eu fiz?????”



Voltara a enfrentar o quadro, e ali a verdade das verdades fora revelada sem que uma única palavra fora prenunciada, aquele quadro tinha algo que até ao momento nunca tinha reparado, “ então esta é a realidade, ele nunca…”.


-Quando tinhas cinco anos foste envenenada, é verdade que a culpa fora minha pelo meu descuido. O descuido que quase te matou. Eu tinha deixado a porta do recinto onde a tua mãe tinha em tempos um belo jardim… - riso – eu costumava levar-te lá, sempre me perguntavas duas ou três vezes o nome da mesma flor, era a nossa flor, - voltara a rir e encostara-se á parede ao lado o quadro admirando as belas figuras no teto do corredor – estavas sempre a dizer que quando tivesses uma filha lhe irias por o nome daquela flor…nenúfar – dissera o nome a rir. Eu nunca o tinha visto com aquela imagem, olhar sonhador, um verdadeiro sorriso e corpo descontraído, (ao olha-lo viera-lhe á cabeça uma cena de poucos segundos onde se vê ao colo de alguém sorrindo para si e dizendo que ela iria cuidar bem da flor que lhe havia passado para as suas pequenas mãos).Não se lembrava de alguma vez ter visto aquela cena em qualquer filme, é verdade que a sua memória era fraca, mas aquilo havia feito sentir quente e longe das trevas.



-Que nome idiota para se dar a uma criança. – Refilei sem pensar muito tentando manter o meu ar de raiva e completamente domada pelo ódio, “ mas como é que isto pode estar a acontecer...ele sabe qual é a minha flor favorita…”


-Ééé…tens razão…é mesmo um nome idiota, mas tinhas razão, aquela era a flor mais bonita de todas as que a tua mãe tinha na sua estufa, nem os lírios ou as orquídeas eram par contra tamanha beleza. Um dia tu até pediste-me para aumentarmos a fonte para assim termos mais e mais nenúfares…naquela altura tu tinhas uma saúde muito fraca, muito mais do que agora, e como de um momento para o outro tu ficas-te doente…eu…acabei por mandar aumentar a fonte só para te ver feliz…ainda me lembro …tu ficas-te tão feliz quando te mostrei que te empoleiras-te no bordo da fonte e perdeste o equilíbrio e caís-te lá dentro…hahaha…a tua mãe ficou furiosa quando te viu toda molhada… - de repente o seu olhar perdera toda a alegria e vida para mostrar medo, tristeza e dor…


-Não entendo onde queres chegar…- a verdade é que estava completamente fascinada coma que la nova faceta de…” seria este o seu verdadeiro lado e todo aquilo uma mera mascara para se proteger de alguma coisa? ... nnnyyyaaaa… mas afinal o que se passa, a minha cabeça esta a andar ás voltasssss”


De repente todos os seus planos pareciam coisas que nunca existiram ao ver a dor que tinha causado àquele pobre homem, percebera que ela tinha sido a grande culpada por tudo o que fez aquela pessoa que agora estava á sua frente coberto pela mais pura e a mais forte das dores que alguma pessoa poderia sentir no seu coração, na sua alma…em todo o seu ser. Não sabia a razão de todo aquele sofrimento, a verdade é que não se lembrava de nada antes dos seus seis ou sete anos…lembrava-se do hospital onde havia acordado ao lado de alguns corpos desfocados e vozes fracas e sem qualquer sentido…essa é a sua primeira memoria…antes disso…apenas um único som de um riso de criança…nada mais…


- Tu um dia fugis-te quando eu te recusei um pedido…um simples pedido…que eu recusei…- corriam pequenas lágrimas que á muito pediam para ser libertadas – tu sais-te a correr, correste tão depressa dizendo que não gostavas mais de mim…que eu te perdi de vista, …eu nunca pensei que estivesses a falar asseriu…mas…tu não voltas-te … nunca mais voltavas…estava tão escuro…- as palavras eram acompanhadas por soluços fortes que quase impediam as palavras de se formarem em pleno… a dor era visível em todos os seus pequenos gesto que ajudam as palavras, a sua respiração irregular e agonizante, as lágrimas grossas que tentavam aquecer-se no rosto vermelho e suado daquele corpo que agora se deixara vencer pela gravidade e começara a corvarse e a aproximar-se do chão alaranjado de madeira. Não fora capaz de dizer uma única palavra com toda aquela cena a desenrolar-se mesmo é sua frente, nada daquilo lhe mostrava o que tinha visto toda a sua vida…


-Eu…eu pr… eu procurei-te tanto…mas tanto…eu chamei por ti… todos estavam procurando, mas nada…nada…já tinha passado tanto tempo e estava tão escuro… eu fui á estufa da tua mãe…era lá a…- a foz começara a falhar a sua missão e estava a ser derrubada pelos soluços que agora faziam o seu corpo tremer e mexer-se sem que se pudesse controlar…- foi então… - naquele momento desistira de tudo e deixou-se vencer pela sua dor acabando por ajoelhar-se á frente dela e deixando a cabeça bater o chão que absorvera todo o impacto produzindo um simples “bak”como resposta ao desafio. Chorava como uma criança que havia tropeçado e magoado o joelho, era como se toda a dor se condensasse naquela figura e em todas aquelas lágrimas, era como se aquele fosse o seu último momento em cena…e depois… simplesmente nunca havia existido.


A dor de ver todo aquilo prendera-a ao chão com tanto afinco que por mais que quisesse consular a figura á sua frente o seu corpo não podia fazer um único movimento.Não entendia, nada fazia sentido, queria fugir… não queria saber o que havia feito para ter provocado tanto sofrimento, … mas por outro lado … ficar era o mais correcto, ela era a razão, a culpada, tinha que ser forte e aceitar o resultado das suas escolhas… essa era a sua filosofia…a sua verdade…


-Que estas a …estas a…- suas lágrimas haviam caído sem que se havia dado conta até já ser demasiado tarde, elas rolavam pelo seu rosto competindo de forma desleal com as do homem que estava á sua frente. - Que queres me dizer…tudo isto para quê?!


-Tu estavas tão fria… tão só… com o teu corpo molhado… ao teu lado estava uma garrafa ainda com parte do … tu… bebes-te … e… ali estavas tu… deitada no chão rodeada de nenúfares… a única coisa que eu pode fazer por ti … foi chamar por ajuda… eu queria tão te…- depois daquele momento o silêncio era acompanhado pelo soluçar de duas almas agora perdidas de ser corpo, sem futuro sem presente, apenas uma revivendo o passado outra procurando saber o seu…


Nela sentara-se no grande cadeirão em frente ao quadro escondendo o rosto pelas pequenas mãos com dedos pequenos de dedos finos de unhas vermelhas, tentava a tudo o custo manter a calma ao inspirar e expirar como se o ar nunca saísse mas também nunca entrasse… o mundo de repente havia ficado demasiado grande e a sua presença demasiado complexa para todo e todos… ele fazia agora o mesmo..queria-lhe dizer tudo… mas sabia que para isso tinha que se acalmar para assim dar força á palavras que haviam sido tomadas pelo desespero de estar a reviver todo o que mais havia magoado o seu ser…



_____________________________________***_____________________________________

tive que dividir em duas parte...
espero que entendam....
Que acharão?... fica bem estas musicas com tudo o que se passou?

Ammm...será que ela vai conseguir pedir perdão pelo sofrimento que causou??? Será que tem as palavras certas para destruir a nuvem negra que á muito tomou o coração e a alma de seu pai??? Será que ela vai sair daquele lugar que tanto odeia depois de toda a verdade??? O que tinha o quadro para que todo aquilo acontecer??? Irá apanhar o avião para Japão??? Quem vai salvar quem das trevas que acompanhavam a verdade???
Interessada???? SÓ no próximo capítulo... ..hehehe

bye bye...jáné...



# um aparte # - é possível existirem palavras que não estão em um dicionário...
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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Qua Out 06, 2010 2:46 pm

pois...ammm ..como fazer isto..bem o que eu vou postar agora é a opinião de alguem que não pertence ao forum ...mas eu prometi que a iria postar como sendo dele ..tal e qual...e volto a repetir tal e qual como ele escreveu para mim no msn... cá vai :
EU : "escreve o comente aqui como se foçe lá que eu depois ponho lá como sendo teu"
Mano:"ok deixa m ver...tipo..."
EU: "tal e qual como escreveres eu vou postar lá"
Mano: "kalker dia vou ver uma novela nova na tv. do outro lado da lua, inda m amas? ve la s das o meu nome a uma perssonagem."


E bem não vou passar o resto...não é muito importante para postar...
Mas achei graça ao comentário dele ...fiquei meia...ammm...como se diz quando uma pessoa é elogiada ....tipo demais e ela fica meia convencida?...txxeee...a palavra não vem por nada...oh bem ...é assim que fiquei..lol
só mesmo um irmão pra deixar assim...mas fiquei ainda com mais animu para escrever o próximo capítulo...hehehe ARIGATO mano
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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Qua Out 20, 2010 2:07 pm

oi xD pah ias me fazendo chorar tá mt dramatica mas mtttttttt continua assim e deixa a tua sensei orgulhosa mas pah kero ver + romance eheheeh
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MensagemAssunto: A lágrima perdida.   Qua Mar 16, 2011 4:28 am

pois é...depois de tanto tempo tive tempo para escrever o próximo capitulo...acabei por escolher fazer capítulos mais pequenos...o ultimo foi a loucura ...
ainda não escolhi a musica(s) para este capitulo...gomene
ardnas..ainda não é desta que temos romance caliente...
espero que gostem do novo capitulo...

_______________________________________________________________________

A lágrima perdida.

Quinze anos antes:

-Pai…PAI…PAIIII…olha…olha…- dera uma volta sobre si fazendo o seu novo vestido verde rodar e mostrar a sua beleza. – a mãe deu para mim de presente, para mim…é muito bonito…não é? – sorrira de forma livre e verdadeira.
-Ohh…mas é uma princesinha…realmente esse vestido é muito bonito…Vem cá…eu também tenho um presente para ti…mas primeiro tens que tapar os olhos com esta venda… - passara uma venda vermelha de um tecido muito felpudo e um pouco comprida.
-Humm…eu não gosto do escuro…eu não quero tapar os olhos…eu quero ver todo o mundo…ver tudo como tu…
-É?!...hummm…então eu não te vou dar a tua prenda…que pena…e eu que tinha a certeza de que ias gostar mais que o vestido que a mãe te comprou…- deixara as palavras vagando pelo ar com a certeza de que ela não iria resistir á sugestão que havia deixada…
-Mais AINDA?... ammm…- dera um tempo pensando em uma maneira de não ter medo quando tapasse os olhos. – eu vou…mas tens que me dar a mão e nunca me vais largar..NUNCA.
O pai acenara com a cabeça enquanto sorria amavelmente ao ver que ela não havia resistido, começara a atar-lhe a venda, dera a mão como havia prometido e começaram a percorrer o enorme jardim de belas rosas, tulipas, lírios, as flores eram tantas e de tantas cores que em algumas partes pareciam um maravilhoso tapete visto dos andares mais altos de pequena mansão de férias da família
-Já chegamos…já chegamos? – Perguntava cada vez mais e mais apresada por querer saber o que lhe iria dar
-Só mais um pouco, só mais um pouco. – Essa era a resposta que sempre recebia.
Chegaram e uma colossal estufa que brilhava no meio de tanto verde da relva e das árvores que ocupavam o enorme campo á sua volta.
Havia um pequeno caminho de grandes pedras presas entre a relva nas quais ela havia brincado centenas de vezes percorrendo-as tentando saltar por cada uma delas como uma abelha andando de flor em flor. Havia tropeçado umas quantas vezes em algumas apenas por distracção com a diversão. Mas naquele dia nada disso iria acontecer, mesmo estando de olhos vendados, apesar de não gostar do escuro sempre havia confiado nele, sempre foram um só, ela amava aquela figura que cuidava dela e a aconchegava á noite prometendo que sempre a iria proteger e cuidar.
“Clocc..” – Chegamos. - Fez uma curta pausa e agachou-se ao lado da rapariga pequena para a idade, de longos cabelos encaracolados, de um castanho tão escuro que passavam por pretos, a sua pele era bastante clara, seu rosto era um pouco redondo com um pequeno nariz um pouquinho arrebitado que lhe dava bastante graça, seus lábios eram carnudos um pouco escuros. – Agora já podes tirar a venda. -ao fim de falar ajudara a criança a tirar a venda que vinha a arrastar pelo chão atrás dela.
Seu pequeno coração batia com tanta vontade como a enorme curiosidade que a tomava e que a tentou a espreitar umas quantas vezes para saber qual seria afinal a surpresa tão fantástica que lhe havia prometido. Seus olhos cegaram por instantes ao olhar para a estufa tão clara e iluminada pela luz do sol que brilhava como se fosse aquele dia o último do verão onde poderia brilhar em todo o seu esplendor. Depois que seus olhos se haviam habituado a toda aquela luz olhara em volta sem perceber a razão pela qual o seu pai a havia levado até aquele lugar.
-Então qual é a surpresa? - disse meia desiludida por não perceber qual seria a surpresa.
- Olha para ali… não reparas-te em nada?
Ela correra em direcção ao grande lago artificial que o pai lhe havia oferecido no ano passado pela mesma altura a seu pedido, deslumbrara-se ao reparar que as flores finalmente mostravam a sua enorme graça, algumas eram tão brancas que pareciam ter uma luz envolvendo cada uma das suas grandes pétalas fazendo sobressair as outras com os seus tons de roxo e cor-de-rosa.
-Sabes, cada uma destas flores apenas duram três a quatro dias…e apenas abrem no Verão, de inverno elas hibernam…como os ursos… e assim que sentem os primeiro raios de sol da Primavera elas acordam de novo.
O silêncio fora a resposta dela por alguns segundos.
-Como os ursos!? Então elas escondem-se como os ursos? Pai…o que são estas flores? Porque elas estão aqui e não no jardim da mãe lá fora?
-Hummm…sabes é que elas precisão de muita água e como o lago esta só com peixinhos e eles estavam muito sozinhos… bem… eu pedi para as porem cá dentro…Não gostas-te.
-Sim, gostei muito pai…- dera um abraço á perna direita daquele homem que estava a seu lado e sorrira…- Mas como se chamam?
- Tem um nome um pouco diferente…chamam-se “nenúfares”…
-Neeenufaareeeeesss, nenufareees…nenúfares…
-Isso, nenúfares.
Ela passava os dias na estufa olhando as flores e dando migalhas do seu lanche aos peixes, na realidade dava mais do seu lanche para os peixes do que comia, mas ela não se importava pois gostava quando os peixes apareciam por entra as grandes folhas verdes dos nenúfares fazendo pequenos buracos na água ao engolir as pequenas migalhas da sua fatia de bolo de chocolate, das suas bolachas, até pedaços pequenos de maçã ela atirava mas estes não foram do gosto dos pequenos peixes, acabando por ter que comer a maçã sozinha a contra gosto.
Todos os dias ela ficava na estufa até que a última das flores se recolhessem fechando as suas pétalas cobrindo o seu interior amarelo vivo, e só ai ela ia para casa correndo por não gostar do escuro, mas essas vezes eram poucas, pois adormecia quase sempre na sua cama de rede cor-de-laranja com riscas verdes. Gustavo, o seu mais recente guarda-costas era quem carregava aquele pequeno corpo por entre as árvores de fruto que ornamentavam a parte traseira da casa e que dava para a grande estufa mesmo a tempo de jantar. Deitava-a na long chaise cor de creme trabalhada com fios dourados que se encontrava no jardim e chamava-a, mesmo sabendo que ela nunca iria responder.
-Menina… acorde…acorde.
A resposta fora o virar para o lado contrário dele em sinal de crítica e ajeitara-se para ali ficar até que a fome ou o frio, dependendo de qual deles chegasse primeiro, a acordasse.
-Se não acordar agora vai ficar aqui fora sozinha no escuro…. E quando acordar a sua mãe vai-lhe dar um graaannndee sermão por chegar atrasada ao jantar e por dormir aqui no jardim.
O pequeno corpo levantara-se de imediato como se de um robot se tratasse e como que seguindo uma ordem dada por seu mestre encaminhara-se para dentro de casa em direcção á sala de jantar onde já todos se encontravam na mesa á sua espera.
-Nela… a menina está atrasada. - retorquiu a sua mãe olhando para o guardanapo de pano enquanto o ajeitava no colo. - Não se esqueça de lavar as mãos antes de se sentar. - acabara a frase ao perceber que ela se iria sentar sem fazer o que era já um ritual antes de jantar.
Voltara a por a cadeira no seu lugar e encaminhara-se para uma das portas abertas do grande salão que dava lugar a um corredor de paredes verdes musgo e de teto com pinturas de senhoras passeando e trabalhando em campos de trigo. Acabara em uma casa de banho muito bem apetrechada e cheirosa e acabada de limpar por uma das empregadas que ficara de cabelos em pé ao ver o seu reluzente chão patinhado e sujo de terra.
Acabando de lavar as mãos reparara então na empregada que estava a um canto quase roendo o cabo da esfregona para não reclamar com a criança a sujeira que havia feito.
Olhava agora o chão atrás de si e os seus sapatos alternadamente por alguns segundos até uma das empregadas que serviam o jantar a vir chamar porque a senhora a havia ordenado.
-Menina…menina, por favor menina aprese-se a lavar as suas mãos a sua mãe está a ficar impaciente.
-Eu já vou. – e ao dizer isto a empregada voltara ao seu posto. Olhava agora a senhora que a observava com um olhar fulminante e curvara-se em sinal de reconciliação e de vergonha pelo seu acto, e pegara em um pano que estava ao lado do balde e começara a limpar os seus sapatos.
-Peço desculpa pelo chão sujo, eu nem reparei que estava assim tão suja. E depois de limpar os seus sapatos ajoelhara-se no chão para começar a limpar quando fora agarrada pela cintura e posta de novo á frente da torneira para voltar a lavar as mãos, e olhara para o espelho assustada ao ouvir uma voz diferente.
- Anda lá que tenho fome… lava mas é as mãos e vem para a mesa.
- Marcoooosss…quando chegas-te da escola?
-Cheguei á pouquinho…- as palavras acompanhavam os movimentos das mãos ao ajuda-la a lavar as sua. - Onde estavas? Não me vieste receber!
-Eu estava na estufa...- limpava as mãos á toalha creme que a empregada havia posto lá em troca da anterior.- Tens que ver as flores que o pai mandou plantar lá..são..
-Pois mandar ele manda…- interrompera a sua irmã com um pensamento que lhe havia saído mais formado e mais alto do que esperado. – Acho que já podemos ir comer, vamos?
Virara as costas á rapariga e caminhara para o grande salão onde todos mantinham as suas conversas de ocasião mas esperando impacientes o jantar já atrasado uma hora do seu horário mais do que habitual.
Seu coração havia batido descompassadamente por alguns segundos ao ouvir a sua mente repetir as palavras por ele lançadas como que prevendo que a calma que até agora era rainha e senhora daquele pedaço de paraíso encontrasse uma adversária da qual se desviasse o seu olhar por um segundo ela lhe aplicaria um golpe sem qualquer misericórdia e fatal.
Olhara uma vez mais a empregada que sorria ao compreender o seu total desconforto a todo aquele momento, recomeçando então o trabalho então inacabado.
Nessa noite o desconforto era geral…mesmo depois do jantar no qual o seu irmão fora o tema principal, a sala onde os adultos tomavam os seus licores e os cafés não era diferente, Margarida, a irmã mais velha, sentara-se em um sofá confortável de vários lugares a um canto da grande sala com quadro de pessoas de épocas antigas, assim como algumas frutas que aos olhos de quem a fome apertasse um pouco mais lhe pareciam extremamente convidativas, as longas cortinas de tecido grosso contratava com as leves e amareladas de linho que apareciam atrás de si. As paredes eram cobertas ate meio de madeira um pouco escura que fazia pandã com a dos moveis antigos que conquistaram a maioria da sala que apenas tinham uma ou outro coisa a mostrar o que de melhor os anos sessenta, setenta, oitenta, noventa haviam deixado que ficasse melhor com aquela sala, que havia sido projectada e trabalhada ao gosto do primeiro chefe da família Montenegro há varia gerações atrás, o resto da parede era pintada de um verde musgo muito melancólico, chegando mesmo a dar medo a maneira como tornava aquela sala tão escura e vulgar entre a alta sociedade.
Seu cão que estava com eles desde que a Margarida havia feito os seus cinco anos, estava agora deitado sobre o felpudo tapete verde dourado que estava mesmo em frente ao sofá no qual ela lia um livro de capa colorida.
Sua mãe estava em uma cadeirão que fora posto lá a seu pedido, mesmo que não ficasse bem com a decoração para poder embalar o seu mais recente rebento, um rapaz de cabelo escuro que agora rondava os 2 quase 3 anos, de corpo e cara rechonchuda e rosada a contrastar com os seus grades olhos verdes com algumas pinceladas de um castanho mel. Adormecera ao colo de sua mãe que logo o passara para os braços de uma ama que o levara para não incomodar mais conversa que agora se animava, apenas para alguns, em torno do assunto “Marco”, o rapaz rechonchudo, com o seu cabelo encaracolado com bonitos cachos a cair-lhe pela nuca apesar de pequenos. Seu rosto era de pele clara, de lábios finos e clareados, seus olhos eram castanho mel e muito infelizes. Odiava o seu colégio, nunca entendera a razão de seu pai o mandar para o outro lado do oceano, longe da sua família, dos seus amigos de um momento para o outro. Mas havias aceitado, pelo menos assim não teria que olhar a pessoa que o mandara para um lugar onde a disciplina e o rigor eram bem mais importantes que estar em condições físicas ou psicológicas aceitáveis de um aluno perante os maus tratos que os mais novos ou os caloiros recebiam dos mais velhos. Na conversa havia muitas perguntas complicadas que exigiam respostas extensas e trabalhadas que apenas eram respondidas pelo rapaz com simples acenos de cabeça ou alguns monossílabos que saiam porque o movimento da cabeça começava a levar a perguntas ainda mais invasivas.
A noite acabara como tantas outras noites na mansão de férias, já passava das onze horas da noite e o sono começara a tomar conta dos menos resistentes, Nela fora a primeira a desistir, despedira-se de todos e arrastara-se pelos corredores e pela grande escadaria que dava para o segundo andar seguida pelo Gustavo.
-Gustavooo?- chamara por ele arrastando a ultima sílaba numa tentativa de o fazer perceber o que ia na sua mente.
-Que tens? O sono é tanto que nem te consegues mover? – dissera-o em tom de brincadeira ao perceber o que ela queria.
Gustavo era o filho da governanta que ai com eles para todas as casas do pais e levava o seu filho consigo para que este estivesse sempre a seu lado. Seu pai havia-os deixado por um outro homem que havia conhecido em uma das suas viagens que o seu emprego de vendedor de artigos de uma dessas fábricas que só exporta para grandes compradores para todo o mundo, isto era o que sua mãe lhe dizia sempre que perguntava por ele. Agora nos seus vinte e três anos ele tornara-se no segurança privado, ou como ele gostava de se chamar quando estava sozinho com ela em tom de brincadeira “baba privado extremamente bem pago”, seu chefe pagara alguns cursos onde ele aprendera artes marciais e o manejamentento de algumas das suas armas como o bastão. Tornara-se bom também na arte do arco e flecha, mas o seu desporto predilecto abrangiam a espada, desde a esgrima, a qual ele treinava com o senhor Montenegro todas as manhãs para satisfação da sua protegida, como todas as noites treinava outros tipos de técnicas e movimentos com uma ou mais espadas atrás da casa mesmo por baixo dá sua janela, para seu agrado. Seu corpo tornara-se forte e másculo, e sua pele era morena, como sua mãe, o cabelo era curto mas muito escura dando-lhe um ar bastante assustador para quem não o conhecesse, usava sempre roupa informal a pedido de Nela, que havia quase implorado a seu pai pois estava bastante calor esse ano. Havia se formado entre eles uma grande amizade, ao ponto de ele já perceber todos os truques que ela tinha para tudo o que fazia, desde como se escapulir das aulas de verão que o seu pai a havia feito ir e que de alguma maneira se viu obrigado a cancelar sem entender a reacção exagerada que ela tinha mas que Gustavo havia “topado” logo nas primeiras vezes. Assim como ela ganhava sempre o jogo das escondidas entre as empregadas a custo de denunciar algumas atirando pequenas pedras do cimo de uma árvore para chamar a atenção de quem estivesse a contar. Mas o truque que ele mais admirava fora o de fazer desaparecer os biscoitos que a empregada que cozinhava fazia, ensinara o Sky, o cão, alguns truque para distrair as empregadas enquanto ela sorrateiramente se arrastava pelo chão de azulejo, como um pequeno soldado e enchia uma pequena sacola e ela havia escolhido para o momento por não a denunciar com barulho e voltava então para o corredor tão sorrateira como havia ido e depois chamava o pastor alemão, acabando por dividir as bolachas com o ser protecção e o seu parceiro, a um pela paga por ajudar a outro como suborno pelo seu silêncio.
-O mano esta chateado com o pai, não ‘tá?- mantivera o olhar prezo aos seus pés que pareciam brigar entre si para ver quem ficava com o pequeno espaço entre ambos.
-Porque perguntas isso? Não me digas que andas a ouvir atrás da porta…isso não se faz, sabias? – Apesar de suas palavras e seu rosto não mostrarem qualquer tipo de admiração por tal pergunta mantivera o seu rosto preso nas nuvens que se pavoneavam pelo seu azul mas olhava-a pelo canto do olho numa tentativa de a entender.
- O mano quando chegou disse uma coisa sobre o pai…que eu não gostei. – enquanto suas palavras se debatiam agora por fazer-se entender ao seu ouvinte seus pés entregaram-se ao cansaço e acabaram por não sentirem mais a necessidade de lutar por apenas uns centímetros mais de espaço.
- É que entre homens é difícil haver uma opinião em comum quando ambos acreditam em coisas diferentes, entendes? É a testosterona…coisas de rapazes.
O silêncio mantivera-se por alguns segundos enquanto ele acabava de mastigar a bolacha que metera inteira na boca e ela parecia examinar a sua ao pormenor.
-Ammm… testequê???
-Isso são coisas que um dia vais aprender…não tenhas pressa… - admirara-se por agora entender a razão de ela estar a examinar a bolacha, estava a pensar no que lhe havia dito. Sorrira e voltara a olhar o céu uma ultima vez antes de o dia acabar.

***
Quatro meses depois…
-Porque não?!... Tu tinhas prometido. – As lágrimas corriam-lhe pelo rosto numa tentativa de o quebrar.
- Nela eu já disse que não, tu ainda não tens idade para ter um cavalo, ainda agora começas-te a ter aulas de equitação, tu nem te sabes ainda manter direita em cima de um quanto mais ter … um, sabes o quanto é necessário para manter, cuidar, os tratadores, veterinários, comida e o espaço que esses animais precisão? Eu prometi… eu sei…mas não agora…quando melhorares eu dou-te…talvez nos teu anos, se mostrares merecer. – Finalizara a sua rígida resposta com um severo olhar que lançara á pequena criança que soluçava agora de raiva por não ver seu pedido e a promessa comprida.
-Eu odeio-te. – Lançara as sílabas entre soluços e correra o mais que as suas pernitas lhe deixam.
A voz junto com aquelas palavras haviam feito seu coração bater de dor, nunca lhe haviam dito tal frase. Voltara-se para agora um corredor vazio atrás de si. Não sabia o que fazer, seu coração mandava-o correr mas seu cérebro havia ficado atordoado com tal atitude.
Correra em direcção á estufa e metera-se em um pequeno buraco que havia no pequeno muro logo a seguir ao lago. Não queria chorar, mas a verdade é que quando começava era-lhe difícil parar. Prendera os braços á volta das perna para se manter o mais quente possível pois pretendia faze-lo acreditar e a si naquelas palavras.
As horas passaram e a noite já havia cobrindo todo aquele lugar com o seu manto escuro, começara a chover tanto que no jardim a relva começava a ceder a pequenos fios de água que a terra já não conseguia absorver.
Havia vultos entre a chuva percorrendo todos os centímetros do exterior da mansão já por eles revirada.
-Encontraram-na? – na sua voz nada havia de autoritário, apenas um desespero inexplicável e um sensação de que algo não estava bem.
-Lamento, mas ainda não… há mais algum lugar para além da estufa… ou talvez alguém mais que lhe seja chegada? – Lançara a pergunta numa tentativa de o fazer lembrar de alguma pista que os nervos o haviam feito esquecer.
- Não. O Gustavo era o único que a conhecia a ponto de saber desse tipo de coisas. – Dissera em desabafo e de autoflagelação por não saber coisas tão básicas como essas.
-O filho da governanta? E onde esta ele agora? – Perguntara já sem qualquer réstia de paciência.
- Ele não esta em Portugal á quase quatro meses. Ele foi para a Ásia melhorar as suas técnicas de luta e manejamento de armas.
-E já lhe tentou ligar?
-Ligar-lhe? Para quê? – Sentia-se indignado por tal hipótese descabida que aquele homem lhe estava a propor.
-Você mesmo disse que ele a conhecia como mais ninguém… as suas manhas e os seus esconderijos. Por isso, quem sabe ele nos possa dizer algum lugar onde nos não tenhamos reparado.
Correra para a sala grande onde estavam todos preocupados á sua maneira, tentavam consular Letícia que chorava pelo desaparecimento de uma das suas filhas.
Entrara de repente abrindo a porta com tanta força que acabara por a fazer bater contra a parede a seu lado.
-Maria… Maria onde estas …MARIAAAA…- Clamava por ela como se a sua vida dependesse desse nome.
-Menino que se passa, …encontraram-na? - Lançara numa tentativa de que este lhe oferecesse a resposta que tanto queria ouvir.
-Ainda não. Tem o numero do Gustavo, do lugar onde esta…do seu telemóvel? ALGUM?- olhava a mulher de baixa estatura e vestida de forma formal que segurava uma bandeja com um grande bule que fumegava e umas quantas xícaras de porcelana, que aparecera na porta pela qual havia entrado á poucos segundos.
-Tenho sim menino… vou agora mesmo buscar. – passara a bandeja rapidamente para os braço de uma empregada que estava do lado de fora da sala e correra para os seus aposentos, abrira uma gaveta da sua escrivaninha e agarrara um pequeno livro onde guardava os seus contactos privado e correra de novo para a sala onde todos se haviam levantado ao ouvir o bater dos seus saltos no chão ora de pedra ora de azulejos. Aparecera na porta já com a sua agenda aberta na página correcta e passara-lhe para a mão que o seu menino lhe estendia.
Marcara o número do seu telemóvel rezando para que este atendesse o mais depressa possível quando entendera que as suas preces haviam sido ouvidas.
-Sim?...
***
Sentira alguém a puxa-la de uma forma um pouco tosca para fora da sua base secreta, o balançar do seu corpo nos seus braços não a faziam sentir confortável e depois veio a chuva fria que a fez abrir os olhos.
-Pai? – sentia-se perdida no meio de tanta escuridão, começara a ouvir vozes vindas de algum lugar não muito longe, então a chuva parou e percebeu que havia voltado á sua estufa.
A mulher pousou-a no chão mostrando-se um pouco perdida o que fez a pequena rapariga correr ao ver que aquela mulher não devia estar ali… muito menos com ela.
Sentiu algo tapar-lhe a boca e o nariz, um pequeno pano áspero, com um cheiro que ela não havia gostado, depois sentiu tanto sono que a ultima coisa que tivera tempo fora agarrar algo do lago e ser puxada para o lugar de onde havia fugido.

***
Pousara o telefone no descanso e correra para o jardim agora escuro, atravessou o pomar partindo galhos e rasgando a camisa creme agora transparente com a água da chuva, até encontrar-se de frente com a estufa que mesmo naquela noite estranhamente escura, sombria e gelada de toda a sua vida lhe brilhava como que mostrando um mau pressagio perante o seu olhar dando-lhe a impressão de se ter transformado do nada em um formidável tumulo de cristal.
Correra pela relva acompanhado por vários vultos perdidos com aquela reacção demasiado repentina, mas nos seus corações demasiado importante para simplesmente pensar ser mais uma tentativa de um desesperado.

***
-Mey lin vamos, encontraram a rapariga, perdemos a nossa oportunidade, temos que avisar o…
Sua mente estava agora a curvar-se perante o sono repentino, seu corpo tornara-se frio como o ambiente de estufa em uma noite de inverno, sentia-se uma só com sua querida estufa.
Fora o seu último pensamento antes de deixar sua mente se juntar ao seu corpo naquele gelado sono.

***
-Neeelllaaaa…NELAAAaaa…- sua voz tornara-se fraca depois de tantas horas chamando aquele nome para os quatro ventos, e agora quando mais precisava dela, esta tomara a decisão de o abandonar também.
Dera um par de passos quando todo o seu corpo entrara em choque ao vê-la deitada no chão da estufa com a sua pele tão branca, seu lábios outrora vermelhos agora roxos, viam-se ainda gotas de água que agora brilhavam como diamantes naquele rosto com alguns cabelos molhados espantados por todos os lados.
Correra entre lágrimas para o corpo de sua pequena princesa e tomara-a nos seus braços pedindo a todos os deuses por palavras e todo o poder a sua mente para que ela não estivesse morta.
-Não…nãAAOOOO…por favor isso não… por favor ela não pode… não assim… não agora… alguemmm…POR FAVOR ALGUÉM ME AJUDE… CHAMEM UMA AMBULÂNCIA… POR favorrr…- as palavras acabaram por morrer entre a sua garganta e a sua boca, enrolando-se entre si pela dor e desespero que agora o sufocavam e começavam a magoar-lhe.

***
Sete hora depois.
-Os pais de Manuela Montenegro?
-Eu sou o pai.
-E eu a mãe. Como é que a minha filha esta senhor doutor?
-Ammm. – Olhara em tordo da sala de espera onde todos se levantaram com a pergunta inicial. - Ela esta fora de perigo, quando chegou ela estava com os sintoma de hipotermia. Esta em observação, apenas por segurança, ela agora precisa descansar.
Na sala a preocupação condensara-se em um único suspiro geral, e as conversas paralelas começaram a desenrolar-se.
-Eu poderia dar-vos uma palavrinha em particular? – baixara o tom de voz para que apenas os três a pudessem ouvir. Ao ver a afirmação dos dois este continuou. - Por favor acompanhem-me, vamos para um sítio onde possamos conversar sem interrupções.
Depois de seguirem por corredores de paredes amareladas pelo fraco sol do fim da manhã, e de acharem os corredores mais longos que um hospital poderia ter, acabaram por chegar a uma sala com uma mesa de vidro com alguns pequenos amontoados de ficheiros de capa cremes com nomes escritos á mão, algumas folhas soltas pelo centro da mesa, o portátil por cima de algumas delas com pequenos fios luminosos a aparecer como que a chamar por alguém para lhe dar uso e um pequeno candeeiro metalizado demasiado moderno para a decoração burguesa do lugar, as paredes eram escuras com alguns quadros de um ou outro psicólogo ou pessoas que tinham ajudado a melhorar a compreensão do pensamento humano conhecido da história mundial. O medico convidara-os a sentar em um dos sofá de couro preto de linhas rectas escolhidos especialmente para o lugar, e mesmo á sua frente estava uma pequena mesa com o comprimento um pouco mais curto que o do sofá com um enfeite apenas para decoração, e um outro sofá igual ao que se haviam sentado. A seu lado sentara-se o medico em um sofá de um só lugar, este cruzara as pernas, colocara os cotovelos sobre cada um dos braços do seu sofá e entrelaçara os dedos mesmo em frente aos seus lábios que acabara por os encostar ás mãos como que tentando faze-los abrir para poder dizer a razão de os ter chamado. Depois de alguns segundos de silêncio desesperante este fora cortado com a voz esforçada por se fazer ouvir do senhor Montenegro.
-Então doutor Nogueira, qual a razão de nos chamar? -sua impaciência era agora revelada a cada palavra que havia pronunciado.
-A sua filha tem uma pequena mazela na cabeça. – Recomeçara ao ver o desespero no rosto dos dois. – É pequena, não é nada de grave, nisso teremos que esperar até que acorde para saber se lhe causou algum problema mais serio. Por isso não vale apena pensar o pior. – Fizera uma nova pausa para pensar os contra e os prós de contar, e inspirara fundo como que para fincar mais a sua decisão. – O desmaio em que a vossa filha chegou, não foi resultado de ter batido com a cabeça, tudo indica que alguém a queria a dormir propositadamente…- deixara as palavras vagarem no ar como se estas não tivessem força suficiente para chegar ao seu destino.
- Não entendo… algum a… que… que quer dizer com isso? - alternara o olhar entre a sua mulher e o homem já de alguma idade que lhe trazia tão estranhas novidades.
-Foram encontrados no seu rosto restos de um liquido que é utilizado para… adormecer… se assim se pode dizer, pessoas.
-Ate ai eu entendi, mas como… nela…- não consegui expressar por palavras o turbilhão de pensamentos que lhe ia na cabeça.
-O que eu estou a dizer é que…
-Rapto?!- fora interrompido por Letícia que olhava o ar com horror e incredulidade que se tornarão mais demarcados ao ver o seu pensamento sair-lhe da boca e ser repetido como que para não haver mais incertezas.
-Rapto?!

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ainda assim ficou bastante grande...
affraid
espero que gostem...
já né
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mendes
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Música Preferida : para falar a verdade...todas..mas neste momento midoyo-(eu acredito)(((não tenho a certeza que esteja escrito correctamente(é bem probavel que não))))
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MensagemAssunto: gomene por ainda nao ter novos cap....T_T   Dom Out 23, 2011 8:39 am

olá minha gente...lol...eu sei que nao tenho postado nada....mas a verdade é que esta meio dificil de arrancar com outro capitulo.....sim eu sei...já la vao uns...KYYYAAA...6 MESES.... que eu postei o ultimo capitulo....(lançada aos tubarões...lol)
mas a verdade é que nao tenho tido mesmo tempo...agora ando viciada em ler...ler e ler...e nas folgas...bem ...trabalho....loli....mas eu prometo que vou voltar....só ainda nao sei quando....hehehe...he...

No ultimo capitulo eu nao escolhi a musica.... pois eu nao tou a ver na minha microscopica lista de musicas asiaticas uma para aqui ....buuuuu...eu sei... entao eu escolhi estas....nao tenho muita certeza que se encaixe...mas acho que arrisco...hehehe
Gente Humilde - Luisa Possi.... QUE ACHAM?
bem ..
OBRIGADO POR LEREM A MINHA ....história..hehehe....espero que tenham gostado...eu estarei dando o meu melhor...OBRIGADA...
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MensagemAssunto: Re: Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"   Hoje à(s) 8:39 am

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Fanfic DBSK ..."Do outro lado da lua, ainda me amas?"
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