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 [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"

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nayomira
Deusa Odisseia
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sab Jun 06, 2009 5:23 pm

[NOTAS DA AUTORA:]
Sim, eu sei! Imenso tempo desde esta fic por aqui! xD BEM, VOLTEEEEI!!!! Destino está de volta and better than ever! ^^ espero que gostem, meus amores! por favor, comentem...Nao me obriguem a fazer duple post! T_T


“Um maravilhoso facto sobre o qual reflectir, que cada criatura humana é constituída para ser um profundo segredo e mistério para todos os outros”.
Charles Dickens



[Capítulo 5 – “Cinco encontros”]

[Parte 5 – “Presenças”]

Lili abriu os olhos. Olhou em volta, duvidosa. Não, aquela não era a sua casa. Estava a sonhar. Suspirou. Voltou a olhar em volta. Era novamente o seu tão perseguido sonho. Uma floresta cerrada. Mas desta vez algo estava diferente. As árvores abriam-se de uma maneira estranha. Olhou o chão. Era um caminho. Virou-se, mirando o que estava atrás dela. Sim, era um caminho. Poeirento, de terra, entre as árvores daquela floresta que parecia viva. Deu um passo em frente. O vento bateu-lhe gentilmente no corpo, levando-lhe os cabelos claros em várias direcções. Continuou com passos vacilantes para a frente, seguindo o caminho cheio de pedras que estalavam debaixo dos seus pés.

Não demorou muito a chegar ao fim do caminho. Este terminava numa casa. A casa que via sempre. Velha, cheia d ervas, como se ninguém vivesse nela há vários séculos. Aproximou-se e empurrou a porta velha, fazendo que esta chiasse dolorosamente. Mas, quanto entrou, não estava na casa que esperava. Era uma sala de estar. A sua sala de estar. Olhou em volta, pestanejando várias vezes, duvidando se já não teria acordado. Ao pé da sua enorme janela, uma figura olhava a noite brilhante da capital coreana. Era um rapaz, com as mãos nos bolsos, alto e vestido a rigor. Lili suspeitou de quem fosse, mas estava demasiado escuro para que pudesse ver a sua cara. Mas aquela presença era inequívoca. ChangMin. O rapaz, como que notando que mais alguém estava na sala, virou-se para trás, com metade da cara coberta pelas sombras. Apenas se via uma pequena lágrima, solitária e brilhante, que caía na sua face jovem.

Lili voltou a abrir os olhos. Desta vez, para a realidade. Tacteou a sua cama, fixando o teto, para ter a certeza de que estava acordada. Levantou-se vagarosamente, enquanto pensava naquele sonho que a perseguia há tanto tempo. Nunca tinha sentido tamanha angústia numa só alma, sem falar de solidão. Uma tristeza que lhe oprimia o peito, de uma maneira que não conseguia explicar. Era ele. O que encontrara na noite anterior. ChangMin? Deveria ajudá-lo, então?

Como que se uma luz se tivesse acendido na sua mente, levantou-se rapidamente e foi até à sala. E se o seu encontro de ontem não tivesse sido real? Agarrou no robe pelo caminho e cobriu-se, abrindo a porta do quarto velozmente e correndo até á sala. Quando lá chegou, o silêncio povoava a casa inteira. A rapariga olhou em volta e andou até à janela, o último sitio onde o tinha visto. A sua voz saiu naturalmente.

-ChangMin? – chamou, baixinho.

Depois de dar uma volta à casa apenas para a encontrar completamente vazia, Lili sentou-se no sofá em frente à enorme janela da sala de estar. Suspirou.

-Então…Foi mesmo um sonho? É desta que me internam num manicómio. – disse para o ar. – E ainda a falar sozinha. Liliana, andas com problemas! Sériiiiiios!

Levantou-se violentamente e caminhou até ao quarto, arranjando-se demoradamente e falando indignadamente para ninguém.

Saiu de casa muito antes do necessário, agradecendo aos céus apenas ter que trabalhar de manhã. Entrou no prédio alguns quarteirões mais tarde, sendo cumprimentada com um sorriso do porteiro.

-Bom dia, Dona Liliana.

-Bom dia! – respondeu a rapariga, alegremente.

Entrou no sumptuoso edifício, sendo cumprimentada por inúmeras pessoas. Não apenas o facto de ser uma ocidental e com características físicas tão raras para aquelas pessoas, Lili era uma pessoa querida no seu local de trabalho. Era alguém simples, com quem se podia conversar alegremente sobre qualquer coisa. Mas, mais do que isso, era extremamente competente. Não estava descansada até que tudo estivesse no seu perfeito lugar e da maneira como imaginara. Muitas vezes dera imensas dores de cabeça aos trabalhadores, que, apesar de saberem o seu amor pela perfeição, cumpriam as suas ordens diligentemente.

Entrou no seu escritório, que tinha decorado à sua maneira, com algumas coisas que lhe lembrassem da sua pequena ilha, tão distante, por agora. Sentou-se e começou a trabalhar.

Distraída, olhava o desenho incompleto na sua secretaria e batia com o lápis na mesa. Simplesmente não conseguia erradicar totalmente do seu pensamento o belo e elegante rapaz que agora começava a achar ser imaginação sua. Teria sido realmente um sonho? Começava a achar que a sua realidade e os seus sonhos a levavam cada vez mais para longe da normalidade que precisava de ter, pelo menos, aparentemente.

Algumas horas depois, espreguiçou-se na sua cadeira negra e preparou-se para ir embora. Repentinamente, o seu patrão, o velhote simpático, entrou, depois de bater à porta.

-Posso? - perguntou.

-Claro que sim, Sr. Hyo. – respondeu a loira, sorridente.

-Venho-te pedir mais um pouco da tua paciência. – disse ele, sentando-se numa das cadeiras que decoravam o pequeno escritório.

A jovem riu-se.

-Não diga isso. É o meu trabalho! O que tem para mim?

-É uma conferência. Pediram os nossos serviços, mas pediram também alguém que ficasse a coordenar a festa de inauguração. E pensei na minha querida trabalhadora ocidental. A tua beleza vai dar uma óptima imagem à nossa companhia. – explicou Hyu, piscando-lhe o olho.

Lili riu-se novamente e corou. Já estava habituada aos elogios do chefe.
-Claro que sim! É só dar-me a morada e o dia e estarei lá!

-Óptimo! Deixo um aviso amanhã na tua secretária. – respondeu o velho senhor, levantando-se e dirigindo-se à porta.

-Ok. Fico à espera.

-Adeus!

-Adeus!

O sorriso de Lili desvaneceu-se no momento em que o chefe saiu pela porta. Outra inauguração? Porque era sempre ela a escolhida? E logo ela que odiava festas formais. Mas lá teria que ser, pensou, suspirando. Abriu muito os olhos. Tinha-se esquecido de perguntar. Seria conferência de quê?

Alguns minutos depois, saiu do edifício onde trabalhava e começou a caminhar para casa. Os ruídos citadinos enchiam-lhe a cabeça e os milhares de cheiros misturados numa nauseabunda salada chegavam-lhe às narinas, mas a rapariga de cabelos claros nem se importava. Estava perdida nos seus pensamentos. Simplesmente não conseguia aceitar que tudo aquilo tinha sido um sonho. Como poderia ter sido? Simplesmente não era possível! Então como explicar o desaparecimento do misterioso “fantasma” nessa manhã? Suspirou e alçou a cabeça, derrotada.

-ARGH! Vou dar em louca! – explodiu.

Entrou em casa, fazendo um barulho considerável, mas não se importou. Estava de mau humor e preparava-se para entrar no quarto quando ouviu uma voz familiarmente sarcástica.

-Caramba! Hoje o dia correu bem, não?

Lili parou precisamente no sítio onde estava. Virou a cabeça em direcção da voz e abriu muito os olhos claros, límpidos como água. Ali estava ele, de mãos nos bolsos das calças do fraque, perto da janela contemplativa. Sem pensar duas vezes, a jovem correu na direcção dele e abraçou-o. Ficou bastante admirada por poder tocar nele. Afinal, os fantasmas não são suposto ser sólidos. Mas não se importou. Parecia uma boneca abraçada a alguém tão alto e, em silêncio, uma lágrima fina correu pela sua face branca.

ChangMin esperava tudo menos aquela reacção. Ficou paralisado, tirando as mãos dos bolsos, sem saber muito bem o que fazer. O que pensava aquela miúda que estava a fazer? Mas, não sabia porquê, vê-la tão frágil nos seus braços fez com que lhe aflorasse um sorriso aos lábios. Estendeu os braços e abraçou-a de volta.

-Estavas assim com tantas saudades minhas? - disse, sorrindo.

Ela afastou-se bruscamente, limpando os olhos. Nem sabia porque estava a chorar.

-Seu…SEU IDIOTA! Onde estiveste? – perguntou ela, aos berros.

O rapaz olhou-a com cara de admiração.

-Sei lá…Por aí…Tenho que ficar aqui preso para sempre, é?

-Seu ESTÚPIDO! Pensei que tivesse ficado maluca quando acordei e não te vi aqui! Pensei que tinha sido um sonho e que eu já andava era maluca! Tens a noção dos nervos que me deste? – continuou ela, exaltada.

-Não fui eu que me mandei literalmente dar uma curva e foi dormir, tentando pensar que isto tinha sido tudo um sonho, pois não? – disse ele, aproximando-se dela.

-Haha! És um fantasma, idiota! Como é que seria suposto comportar-me? – cortou a jovem, fixando-o nos olhos.

Ele não respondeu. Não que não estivesse com vontade ou que não tivesse resposta, mas aqueles olhos claros a fitar os dele tinham-lhe tirado todas as forças.

A rapariga suspirou e quebrou o contacto visual.

-A tua sorte é que eu hoje tive um sonho revelador e…decidi ajudar-te!

-A sério? – perguntou ChangMin, de olhos muito abertos.

-Sim! – disse ele, sorridente – Mas não me voltes a desaparecer assim, possa! Ainda me dás um ataque de coração!

-Estavas mesmo preocupada comigo, não estavas? Deve ser por eu ser tão bonito! – disse ele com um sorriso trocista, aproximando-se da cara dela.

Ela olhou-o de lado, desdenhosa, e começou a andar até á cozinha.

-Crente!

Em direcção à cozinha, Lili olhou o relógio e abriu muitos os olhos.

-MERDA! Vou chegar atrasada ao encontro com a Ahri! – gritou.

Começou a correr para o quarto e agarrou na sua carteira e nas suas chaves.

-Ei! E eu?

Ela olhou-o, preocupada.

-Desculpa…Isto é mesmo importante…Podes esperar aqui? Depois logo descobrimos como te safamos dessa situação. – disse, abrindo a porta e saindo.

Um minuto antes de fechar a porta, porém, mirou-o novamente, com uma sobrancelha franzida.

-Que é?
-E se voltas a desaparecer? Nah! É melhor que venhas comigo! Importas-te?

Ele encolheu os ombros e seguiu-a.

Minutos depois chegaram ao café. Lili entrou, seguida de ChangMin e olhou para todos os sítios, para ver se a sua companheira não havia chegado. O café estava quase vazio. Apenas alguns homens de negócios numa ponta do café e da outra umas raparigas ocidentais, uma com cabelos negros e outra de cabelos encaracolados castanhos-claros, que pareciam estar numa acesa discussão. Não sabia porquê, mas ficou intrigada pelas duas ocidentais. Eram bastante normais mas…A presença delas era estranha. Principalmente na de cabelos claros. Sentia nela algo de mais. Teria ela…Alguma habilidade? Franziu o sobrolho. Não era só isso. Sentia qualquer coisa mais. Como que…Presenças. Que não se conseguiam ver. O que se passaria com aquelas raparigas?

-Estás bem? – perguntou ChangMin, com olhar de preocupação.

-Ah…Sim, estou. Não te preocupes. – respondeu ela, baixinho.

Não muito tempo depois de se ter sentado, a pessoa que esperava entrou no café. Fez-lhe sinal e Ahri juntou-se a ela.

-Olá. – disse.

-Oi! – respondeu a outra.

-Estás melhor?

-Sim! Perfeita! Obrigada! – respondeu a rapariga de cabelo multicor, sorridente.

-Ainda bem.

Alguns minutos de silêncio se seguiram. Era estranho começar a falar com ela sobre tudo o que queria falar. Apostava que a outra sentia da mesma maneira. Foi Ahri quem quebrou o silêncio.

-Olha—

Mas não foi capaz de terminar a frase, pois ambas olharam na direcção da porta. Outra rapariga acabava de entrar. Também era ocidental, com grandes olhos verdes, elegante e maquilhada discretamente.

Lili não conseguiu desviar o olhar. Algo lhe dizia que se ia passar alguma coisa. A rapariga começou a andar em direcção às raparigas que tinha visto anteriormente, mas parou subitamente a meio, com o terror espelhado no rosto. Deu alguns passos para trás e apontou para a rapariga de cabelos escuros da outra mesa. Não, não propriamente para ela, mas para algo que aparentemente estaria ao lado dela.

-O-O QUE…O QUE ÉS TU????? – gritou, no meio do café.

Nada a poderia ter surpreendido mais. A rapariga tinha acabado de falar português. Decididamente estava certa em relação àquelas raparigas. Alguma coisa se iria passar. Algo grande.

Como que obedecendo a uma ordem conjunta, ambas as jovens se levantaram, em conjunto com as da outra mesa, para onde a rapariga de olhos verdes ainda apontava. Correu em direcção a elas, perseguida por ChangMin, que também fixava a cena atentamente. Apenas uma pergunta povoava a sua mente.

“Quem são vocês?”


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esta coisa ja vai pa cima de 100 paginas d word! O.o

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Jun 07, 2009 11:55 am

Adorei!
A parte da Lili a abraçar o Changmin.... WOW
gaja com sorte!
Muahah!
Continua! Quero mais!

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Jun 07, 2009 3:18 pm

Ok

Como é obvio gostei muito do cap e tou contente pork ta mais proximos de todas nos encontrarmos. :yupi:

Mas meninas desculpem la mas eu tou e mais content pork o proximo e sobr mim Sad:b): lol!


Por ixo...






FILIPA DESPACHA-TE A ESCREVER E A POSTAR O PRÓXIMO
:rir:
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nayomira
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Jun 07, 2009 7:44 pm

[NOTAS DA AUTORA:]
Brigada pelos comments! ^^ Porra...esta porcaria ficou enorme! XDDDD Shyra, espero que gostes...Alias...espero que todas gostem! comentem, por favor! ja agora...para o caso de nao se lembrarem...o 390 é o quarto onde a Ichi entrou há uns capitulos atras! =P


Cinco raparigas, cinco rapazes, vida, morte, destino …

"As nossas vidas começam a acabar no dia em que nos silenciamos sobre as coisas que importam."
Martin Luther King


[Capítulo 6 – “Cinco descobertas”]

[Parte 1 – “Jae…Talvez Hero”]

-Não. – disse, prontamente, a rapariga de cabelos encaracolados, enquanto levantava a chávena de café com leite e a levava à boca.

-Desculpa? – disse a rapariga de cabelos negros como a noite em frente a ela.

A outra levantou o olhar do jornal diário coreano que lia.

-Disse que não. – repetiu.

-E tu és o quê? Minha mãe, para estar a dizer isso? Nao te estou a pedir permissão! – perguntou a morena, indignada. – Eu não recebo ordens tuas. Para além de ser mais velha que tu.

-Ouve! Não te vou deixar voltar à porcaria do hospital, Shyra! O que raio queres tu ir lá fazer? – respondeu a jovem de olhos castanho esverdeados, pousando o jornal.

-Isso não te diz respeito. – respondeu a outra.

-Já ouvi muita gente dizer que quer sair de hospitais, agora voltar para eles…Deve ser a primeira vez. Anyway…Não inventes! Tens razão. Não tenho que te dar ordens, mas é que ainda não percebi o que queres ir lá cheirar! Deixaste lá alguém, foi? – continuou a outra, com olhar sarcástico.

-E se tiver deixado? Deves ter muito a ver com isso! – ripostou a morena, levantando-se e dirigindo-se à saída da cozinha da residência onde tomavam o pequeno-almoço.

-Onde vais? – perguntou a outra, levantando-se também.

-Vou fazer o que me apetecer! Estou em Seoul e o dia está lindo! Deixa-me em paz por uma vez na vida, ok?

Shyra virou costas e saiu do edifício.

-Eu só digo merda, mesmo… - disse para ninguém a rapariga de cabelos encaracolados, suspirando.

-Concordo nisso, querida. – reafirmou uma voz ao seu lado.

Entretanto, Shyra caminhava pela rua e estava furiosa. Como é que ela não podia perceber que isso era importante para ela? Às vezes a amiga deixava-a simplesmente fora de si. Sim, aquilo era importante para ela e tinha que o fazer. Parou no meio do passeio por onde caminhava. A verdade é que não sabia sequer porque queria fazê-lo. Só sentia que não podia ignorá-lo. Aquele beijo tinha-a deixado abalada de uma maneira que nunca pensou possível. Corou só com o pensamento. Não podia duvidar que ele era bom naquilo. Corou mais intensamente. Que raio de pensamentos estava ela a ter?

Pensou em como seria a sua voz. A verdade é que ainda não a tinha ouvido nem uma vez, de todas as vezes que se encontraram, mas sentia como se ele não pudesse falar. Seria?

Parou novamente. Agora não era a altura própria para pensar nisso. Tinha que encontrar um sítio onde ficar, pelo menos, temporariamente. Tinha saído tão apressada e furiosa da residência da amiga, que nem reparou para onde ia. Olhou a sua mala, que viajava arrastada atrás de si. Para onde ia? Não sabia de nenhuns hotéis. Acordou das suas divagações com o toque do seu telemóvel. Pousou tudo e vagueou na carteira, até o encontrar. Era Nayomira. O que queria ela agora?

-Estou? – disse, abrindo o telemóvel e encostando-o ao ouvido.

-Olá, sua baka! – respondeu uma voz familiar do outro lado.

-O que queres?

-Estarei enganada ou não sabes de hotéis para onde ir, minha parva?

Shyra fechou os punhos. Maldita. Como é que ela fazia aquilo? A amiga riu-se, do outro lado do telemóvel.

-Eu sabia. Pelas minhas contas, deves estar num quarteirão ao pé de um café com um piano. Do lado direito da rua.

Shyra olhou para o seu lado direito. O raio da miúda estava certa. Como é que ela fazia aquilo, mesmo?

-Sim…Tens razão.

-Eu sei. Vira a esquina e vais ter um hotel bastante bom por aí. E não é muito caro. Pelo menos, foi o que me disse a senhora dos abraços aqui da residência.

Shyra caminhou um pouco até à esquina da rua onde estava. A amiga estava novamente certa.

-Acertei?

-Acertaste, sua baka! Como sabias onde estava?

-Sei fazer boas contas e tenho boas conexões. Esquece.- disse a outra, rindo-se.

-Obrigada, anyway…Desculpa lá aquilo. – disse a morena.

-Nah. Desculpa eu. Tenho sempre a mania de ser a “boss”. Mianhae, lindinha.

-Deixa lá. Isto somos nós, né, mori?

-Haha! Yah! Bem…Vemo-nos daqui a três dias!

-Hã?

-Combinei com uma amiga um café daqui a três dias. Não te esqueças. Eu depois ligo para os pormenores.

-Agora combinas cafés com amigas e arrastas-me?

-É portuguesa. Vais gostar dela. Vá, lindinha, faz lá o que tens a fazer. Vemo-nos daqui a três dias, hai?

-E entretanto o que vais andar tu a fazer?

-Acredita…Tenho os meus próprios problemas! Bye!

Shyra soltou um “Bye” e desligou ainda a tempo para ouvir a amiga gritar do outro lado do telefone “Queres-te calar?”. Riu-se, não imaginando com quem ela estaria a falar. Logo lhe perguntaria.

Continuou a andar até ao hotel e pediu um quarto por tempo ilimitado. Deixou as malas num canto do quarto e estendeu-se na enorme cama. Perguntou-se o que iria fazer a seguir. Não tinha ideia do que fazer. “Faz lá o que tens a fazer.”. Bela frase. Mas…O que era que ela tinha que fazer? Olhou as horas. Levantou-se e decidiu afastar esses pensamentos com uma visita pela maravilhosa cidade onde estava. Agarrou na máquina fotográfica digital e saiu do hotel. Andou pelas ruas, não sabendo muito bem por onde ia. Tinha perguntado a morada do hotel, por isso sabia para onde voltar. Fotografou tudo o que pôde, mas nunca o belo rapaz de cabelos de cobre saiu dos seus pensamentos. Ela simplesmente se limitava a tentar não fazer com que ele distraísse demasiado a sua atenção.

Depois de algumas horas e algumas compras, Shyra viu-se numa rua muito estranha. Era como terra batida com um caminho no meio. Caminhou alguns minutos até se encontrar com a entrada para um parque. Era um parque lindo. Cheio de flores que ela não sabia os nomes e árvores enormes, que tentavam esticar-se o mais possível para tocar no céu. Preparava-se para entrar quando olhou para o relógio e viu que já passava da hora de jantar. Olhou para cima e reparou que o céu também era lentamente consumido pela escuridão, enquanto algumas luzes se começavam a acender. Decidiu que tentaria voltar no dia seguinte e virou costas, entrando num táxi, voltando ao hotel. Do outro lado do portão do misterioso jardim, uma rapariga, de cabelos compridos e vestes brancas, que mirava Shyra silenciosamente, sem que esta notasse, voltava agora para trás, sendo engolida pelos bosques gentilmente.

A morena sentia-se cansada. Tinha andado imenso e sentia-se cansada. Deitou-se na cama ruidosamente, depois de se trocar e adormeceu rapidamente.

Não muito tempo depois, estranhos sonhos povoaram-lhe a mente. Voltava a estar num local escuro, como uma noite eterna e, apesar de ter tentado correr, era como se o local estivesse vazio, pois não tinha batido em nada nem encontrado ninguém. Acalmou-se e fechou os olhos. Quando os voltou a abrir estava numa casa. Olhou para trás de si e reparou que estava á entrada de um escritório. Mirou o interior do escritório. Um rapaz estava sentado à frente do computador. Mas nada estava escrito no documento branco que estava aberto no aparelho. Apesar disso, o rapaz era-lhe vagamente familiar. Aquele cabelo e o corpo dele. Tê-lo-ia visto antes? Ele olhava desconsoladamente o ecrã do computador, escrevendo o inicio de algumas palavras, mas que rapidamente apagava. Nisto, entrou outro rapaz no escritório. Este abriu a boca e disse qualquer coisa que assustou o rapaz da cadeira, mas a rapariga não conseguia ouvir qualquer som. Era como um filme mudo. O rapaz de cabelos claros virou-se e Shyra contemplou-o com espanto. Era ele! O rapaz do hospital, o que a tinha beijado. As bocas dos dois continuavam a mexer-se mas nenhum som se ouvia. Depois de o que parecia um tipo de discussão amigável, o rapaz de cabelos de cobre suspirou e seguiu o amigo, para deleite deste, deixando o compartimento vazio.

Shyra abriu os olhos violentamente. O teto do seu quarto desenhou-se à sua frente e ela levantou-se, pensando sobre o que teria sonhado. Era ele. Tinha a certeza. Não era o primeiro sonho que tinha com ele. O que se passava? Decidiu o que faria. Voltaria ao hospital. Levantou-se rapidamente da cama e preparou-se, tomando o pequeno-almoço como uma flecha e deixando o hotel. Apanhou um táxi e dirigiu-se ao hospital com o endereço que figurava na sua folha de alta.

Saiu do carro e entrou a medo no edifício de destino. O que esperava encontrar? Avançou pelo hospital, um pouco à nora, até ir parar ao quarto onde estivera dois dias antes. Agora pertencia a outra paciente. Suspirou. Avançou pelos corredores, sem saber o que procurava, mas rapidamente se apercebeu que não saberia dar com o misterioso rapaz, pois não sabia sequer o seu nome, ou sequer se ele estava internado naquele hospital. Pensando bem, nem sequer tinha a certeza de que ele estivesse vivo. Ninguém tinha conseguido vê-lo, certo? Então…Ele era um fantasma? Abanou a cabeça. Como raio é que um fantasma a tinha beijado? Isso era impossível. Continuou a andar, de olhar pregado ao chão, até que se encostou a uma das paredes, com vista para um dos quartos, através de uma espécie de vidro espelhado. Olhou para dentro do quarto. Estava extremamente escuro e parecia que uma pessoa estava deitada na cama. Nisto, outro reflexo se desenhou no espelho. Shyra abriu muito os olhos e virou-se violentamente para trás. Tinha-o encontrado.

-TU! – gritou.

Ele, surpreendido, sorriu e aproximou-se dela. A rapariga corou e, sem saber o que fazer, começou a falar.

-Ah…Pois…Então…Se calhar devíamo-nos apresentar propriamente…Eu sou a Shy—

Mas não conseguiu acabar a frase, pois ele pegou-lhe nas mãos e encostou-a á parede violentamente, prendendo-a e aproximando-se da sua cara.

A morena não sabia o que fazer. Tentou soltar-se, mas ele tinha demasiada força. Viu-o a aproximar-se e abriu muito os olhos, sem qualquer reacção.

O rapaz aproximou-se rapidamente e beijou-a pela segunda vez. Shyra perdeu a força pela segunda vez e fechou os olhos lentamente, sentindo como se apenas os braços dele a prender os seus a estivessem a impedir de cair.

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Jun 07, 2009 7:50 pm

Voltou a senti-lo, quente e desejou que simplesmente aquele momento não terminasse nunca, pois não queria voltar a perdê-lo. Ele soltou-lhe os braços, sem se afastar dela e agarrou-a pela cintura, puxando-a para si. A morena sentiu-se novamente a desfalecer. Ele continuava a beija-la de uma maneira que ela nunca pensou possível algum rapaz ser capaz de fazer e, não sabendo muito bem porquê, uma pequena lágrima, húmida, caiu pela sua face.

Ele separou-se dela e largou-a, afastando-se um pouco. Ela respirou violentamente, tentando recuperar a respiração. Aquele rapaz um dia ia-a matar, de certeza.

-T-Tu…E e-eu…Temos que ter uma conversa…Que diferencie de tu me agarrares, por favor! – disse ela, ofegante. – “Não que me importe!” – pensou, em silêncio.

Mas ele não disse nada. Apenas sorriu e apontou para o quarto atrás dela. Shyra olhou para trás de si.

-O que é que tem? – perguntou.

Mas quando se voltou, ele tinha desaparecido novamente.

-ARGH! Mas este puto tem que andar sempre a desaparecer? E porque é que ele apontou para este quarto? Hm…

A morena decidiu descobrir quem estaria no quarto. Mirou o número e começou a correr em direcção à recepção. No caminho, bateu com o ombro, distraidamente, numa rapariga de cabelos claros, também ocidental. Ficaram um momento a olhar para os olhos uma da outra, até que a morena quebrou o contacto. Lançou um evasivo “Desculpe” em coreano e continuou a correr pelos corredores.

Chegou ao seu destino e encontrou-se com uma enfermeira corpulenta, com ar de poucos amigos.

-Sim? Precisa de alguma coisa? – perguntou a enfermeira para a pequena figura atrás do balcão.

-Bem…Eu queria uma informação. – disse a rapariga.

-Então despache-se que eu tenho muto trabalho, rapariga! – voltou a corpulenta mulher, ainda mais indignada.

-Podia dizer-me quem está no quarto…390? – perguntou Shyra, docemente.

-390, huh? – murmurou a enfermeira, começando a desfolhar o livro dos pacientes. – É familiar do paciente? Ou amiga?

-Huh…Não, nem por isso.

-Então, lamento, mas não damos informações a quem não tenha relação com o doente! Não me faça perder o meu tempo!! – gritou a enfermeira, quase deixando a morena surda e começando a andar para dentro do pequeno escritório que havia por trás.

-Quase me partes os óculos, baleia! – disse esta, baixinho, endireitando os óculos vermelhos. – Mas já te lixas.

Shyra projectou-se, lentamente, no balcão de recepção e começou a desfolhar o livro dos pacientes, até encontrar o quarto 390. Tentou ler o nome, mas parte dele estava escondido pelo balcão.

-Jae… - começou, mas a enfermeira corpulenta abriu a porta do escritório e voltou para o balcão. Shyra, alarmada conseguiu fechar o livro e agachar-se, de maneira a que a enfermeira não a visse. Saiu do campo de visão da mulher e levantou-se. Suspirou. Não tinha conseguido ver o nome todo. Nem sequer tinha a certeza do porquê queria saber quem estava ali, mas, se o misterioso rapaz tinha apontado para lá, deveria ter algum significado, não?

Saiu do hospital ainda a pensar naquilo. Tinha tentado entrar no quarto, mas estava trancado. Não sabia bem o que pensar. Aquilo estava demasiado confuso. Andava a ser perseguida por uma espécie d fantasma que não sabia fazer outra coisa senão deixá-la com pensamentos pouco próprios e não sabia como iria resolver aquilo, pois parecia que ele não podia falar ou não o queria fazer. Sem contar com os sonhos que andava a ter, precisamente sobre esse rapaz. O que se andava a passar? Deveria contar à amiga? Ela era meia paranormal. Talvez a ajudasse. Apesar de ter a certeza que quando esta descobrisse que tinha ido ao hospital novamente, iria atirar-se ao seu pescoço, sem misericórdia. Suspirou novamente. Andava a soltar demasiados suspiros nos últimos dias.

-Jae, hã? Gosto! – disse, para ninguém.

Alçou o olhar e uma imagem familiar se desenhou á sua frente. Um portão alto, antigo e um jardim que se vislumbrava por trás dele. Era o jardim que havia encontrado no dia anterior. Sorriu. Tinha tempo desta vez. Decidiu entrar, admirando e absorvendo todos os pedaços. Era lindo. Parecia saído de algum livro de contos de fadas. Caminhou por entre imensas flores, com cores indefinidas, com o vento a brincar com os seus cabelos. Chegou ao que parecia o centro do jardim, onde estava plantada uma fonte, com água límpida que descia pela pedra polida. Reparou na figura que emoldurava o centro da fonte, por trás da água. Era um anjo. Com as asas abertas e as mãos juntas no peito, como numa prece. Olhava para baixo, com um olhar doce, como se protegesse alguém que amava muito. Aproximou-se um pouco mais e reparou que o anjo se parecia a ela própria. O corpo e o cabelo. Apenas não tinha os óculos. Mirou as suas próprias mãos e comparou-as com as do anjo. Eram iguais. O que se passava ali? Começava a ficar assustada quando sentiu uma mão no seu ombro. Soltou um pequeno grito e olhou para trás.

Era uma mulher. Uma jovem, aliás. Tinha cabelos negros, negríssimos, mais negros que os seus, que faziam um estranho contraste com as vestes brancas que empregava. Os seus olhos eram claros, escuros, de uma cor indefinida, perfurantes e calmos, como o mar que tanto adorava. Afastou-se um pouco, apesar de que a rapariga não parecia perigosa.

-Quem é você? – perguntou.

-Gostas do anjo? – perguntou a outra, sorridente.

Shyra juntou as mãos ao peito, lembrando-se da pequena figura. – Muito. Porquê?

-Estás preparada? – perguntou novamente a misteriosa mulher, com o sorriso a desvanecer-se do seu rosto.

-Do que é que você está a falar? – disse a morena, assustada e aproximando as mãos ainda mais do peito.

-Um destino pode-se aceitar ou recusar, Ângela. Estás preparada para fazer a escolha…Anjo?

Shyra abriu muito os olhos. Como sabia ela o seu nome? Quem era aquela mulher afinal? Queria fazer perguntas, mas nada disse.

-Espero que estejas…Vais precisar de força. Boa sorte. – disse a mulher.

Quando esta acabou de falar, uma forte ventania se levantou, obrigando Shyra a fechar os olhos e a proteger a cara. Quando os abriu novamente, a misteriosa jovem tinha desaparecido.

Voltou para casa, desolada e completamente confusa. Não sabia o que fazer ou o que pensar. Entrou no hotel e abriu a porta do seu quarto, suspirando mais uma vez. Voltou a trancá-la, mas quando olhou para a sua cama, o espanto tomou conta do seu ser. Era ele! Outra vez! Tê-la-ia seguido? Sem pensar duas vezes, começou a correr e atirou-se para cima da cama, caindo sobre ele e agarrando-lhe nos braços, como ele fizera, horas antes.

-Ok! Vamos ter uma conversa, nós os dois! Como raio entraste aqui? Quem raio és tu, afinal? – perguntou ela, quase perdendo a força, devido á beleza daquele rapaz.

Ele sorriu trocistamente e, não com muita dificuldade, pois era muito mais forte e pesado que ela, agarrou-lhe nos pulsos e virou-a de maneira a ficar ele por cima dela, a prendê-la.

-Hey! Isso não é justo! – disse ela, corando violentamente. – O que pensas que estás a fazer?

Ele voltou a aproximar-se dela e deu-lhe um gentil beijo de leve. Mas aquele beijo tinha algo de diferente. Imagens começaram a fluir pela mente dela. O acidente em que o tinha visto pela primeira vez, o hospital e a figura dele, sozinho, murmurando algo que apareceu como forma de palavras na sua mente, sem qualquer som. “Preciso da tua ajuda.”.

Ela abriu os olhos e viu-o mirando-a com olhar triste.

-Precisas da minha ajuda?

Ele acenou e largou-a, sentando-se na cama.

-Ouve…Eu não sou muito boa nestas coisas, mas…Eu tenho uma amiga que é meia paranormal. Acho que devia falar com ela. Talvez ela nos ajude a resolver isto. O que achas? – disse ela, sorridente.

Ele voltou a acenar, com um genuíno sorriso na cara.

-Óptimo. Agora deixa-me dormir que estou cansada.

Trocou-se e aproximou-se da cama. Ele estava de pé. Deitou-se e mirou-o de soslaio.

-Vais ficar aí?

Ele olhou-a inquisitoriamente com os seus olhos cinzentos penetrantes.

-Podes dormir desse lado da cama, mas nem penses em tentar nada! – disse ela, corando, com o coração a bater desenfreadamente no peito.

A morena virou-se para o outro lado e sentiu a depressão da cama enquanto ele se deitava. Apesar do seu coração não ter abrandado, rapidamente adormeceu.

Várias horas mais tarde, um toque obrigou-a a abrir os olhos. Tentando raciocinar, abriu os olhos completamente e sentou-se na cama. Telemóvel? Quem estaria a ligar àquelas horas? Saiu da cama lentamente e procurou pelo aparelho. Nayomira. O que é que esta quereria agora?

-Sim…? – disse, sonolenta.

-Não me digas que ainda estavas a dormir? – disse uma voz do outro lado.

-Claro que estava!

-Sabes que horas são, Shyra?

-Wuah! Não faço ideia. – disse esta, bocejando.

-Já passa das 11! Já devias estar acordada!

-Ah…Vai pentear macacos.

Começou a andar em direcção à casa de banho.

-O que queres a estas horas, gaja?

-Café hoje, lembras-te? Às quatro menos um quarto, no café onde estivemos antes de ires parar ao hospital. A outra rapariga vai ter lá connosco. NÃO TE ATRASES!

-Sim…Sim…Eu não me esqueço…Hoje…Quatro menos um quaaaaaaaaaahrto. – repetiu, bocejando novamente.

A outra suspirou, do outro lado do telefone.

-Espero bem que não, senão estás morta. – e desligou.

-Chata!

As horas passaram depressa e Shyra, apesar de sempre seguida pelo bonito rapaz, não disse nada, pois sabia que não haveria resposta. Tinha pelo menos decidido um nome para ele. “Hero”. Já que ele parecia um deus grego, mas não lhe iria chamar isso, decidiu chamar-lhe uma espécie de variante de Hércules. Ele parecia gostar.

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Jun 07, 2009 7:53 pm

Chegou so café e viu logo Nayomira, pois uma pessoa que se vestia como ela era difícil de não ser notada. Parecia estar a falar com alguém, mas ignorou, porque a amiga não tinha mais ninguém ao seu lado.

Sentou-se e suspirou.

-Andas muito suspirativa, ultimamente. – disse a amiga, sarcástica.

-Vai dar uma curva. Onde está a amiga de que falaste?

-Deve estar a chegar. Estás assim tão ansiosa por a conhecer?

-Voltei ao hospital. – soltou Shyra, pacificamente.

Nayomira demorou alguns segundos a ter reacção.

-O QUÊ? – gritou.

-Exactamente! Voltei lá! Problemas? – desafiou a outra.

Ambas ouviram a porta do café a abrir-se um par de vezes, mas ambas a ignoraram.

-Tás-te a passar ou quê? Eu disse-te pa lá não voltares! O que foste lá cheirar?? Perdeste o juízo ou quê?

-Qual é o teu problema com aquele hospital, afinal?

-Porra! Estiveste lá internada! O que raio terás tu de tão importante para lá fazer?

-Deves ter muito a ver com isso!

-Sou tua amiga! Sim…Acho que tenho alguma coisa a ver com isso, baka!

-Eh pah…Não interessa…Preciso da tua ajuda.

-Para quê?

-Para—

Shyra não teve tempo de terminar a frase. Outra rapariga entrara no café. Nayomira sorriu-lhe. Isso queria dizer que era a rapariga que estavam à espera. Era muito bonita. Ocidental, grandes olhos verdes, maquilhados discretamente, elegante e bem vestida. Estava ocupada a contemplá-la, quando a rapariga parou a meio do caminho, olhando para elas com puro terror escrito no rosto. Apontou para ela e começou a balbuciar palavras em português. Não, não era para ela que a jovem apontava. Era para alguém ao seu lado. Shyra mirou nessa direcção e abriu muito os olhos. Ela estava a apontar para Hero? Como conseguia ela ver Hero?

-O-O QUE…O QUE ÉS TU????? – gritou a jovem, em português.

Ela e Nayomira levantaram-se rapidamente, pois o grito que ela tinha mandado tinha deixado toda a gente a olhar para ela e dirigiram-se rapidamente para ela.


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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Ter Jun 09, 2009 3:46 am

Ok
desculpem la meninas mx vao tr d concordar comigo
Este e o mlhr cap ate hj :>.<: lol!

Brincadeira...
Bem nem tanta brincadeira axim pork pra mim e msm
Sad:b):

Filipa eu ñ sei s tu andas a vr filmes romanticos a mais
se andas a tomar algum coisa pro cerebro mx este cap ta simplesmt genial

ñ sei o k t poe axim mx kero xbr tb kero tomar dixo


Bm agr esta historia ta a ficar interessnt e a tua e a da ahri
defenitivamnt voces tm um sintonia klkr


Mal poxo esperar por mais :>.<:
Agr ve la s demoras anos a postar
Como smpr :-.-:
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Seg Jun 22, 2009 7:05 pm

Este cap n foi cmg... mas concordo com a Shyra!
Ta brutal!
Tal como te disse hoje... continua isto pq está brutal!

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sab Ago 01, 2009 3:39 pm

NOTAS DA AUTORA: Sim..demorei anos...Pa compensar...isto esta grande como o raio que o pariu!!!!! e...sendo que eu vou tar ausente por duas semanas, fiquem com mais um capitulo, por enquanto, sim???=) e pooooor favor, comnteeeem..nao me obriguem a faxr dobles posts! eu odeeeeio! T_T arigatou! =P (nm keiram sabr o que m custou escrever akela maldita cena la po final!!!!!!! NAO, NAO QUEIRAM!)

"As nossas vidas começam a acabar no dia em que nos silenciamos sobre as coisas que importam."
Martin Luther King


[Capítulo 6 – “Cinco descobertas”]

[Parte 2 – “Tudo vem com um preço”]

-Não. – respondeu a rapariga de cabelos encaracolados, mais por reflexo do que propriamente por uma razão válida.

-Desculpa? – disse a rapariga de cabelos negros como a noite em frente a ela.

A outra levantou o olhar do jornal diário coreano que lia.

-Disse que não. – repetiu.

-E tu és o quê? Minha mãe, para estar a dizer isso? – perguntou a morena, indignada. – Eu não recebo ordens tuas. Para além de ser mais velha que tu.

-Ouve! Não te vou deixar voltar à porcaria do hospital, Shyra! O que raio queres tu ir lá fazer? – respondeu a jovem de olhos castanho esverdeados, pousando o jornal.

-Isso não te diz respeito. – respondeu a outra.

-Já ouvi muita gente dizer que quer sair de hospitais, agora voltar para eles…Deve ser a primeira vez. Anyway…Não inventes! Tens razão. Não tenho que te dar ordens, mas é que ainda não percebi o que queres ir lá cheirar! Deixaste lá alguém, foi? – continuou a outra, com olhar sarcástico. Não percebia o que ia na cabeça daquela rapariga para ter estas ideias agora.

-E se tiver deixado? Deves ter muito a ver com isso! – ripostou a morena, levantando-se e dirigindo-se à saída da cozinha da residência onde tomavam o pequeno-almoço.

-Onde vais? – perguntou a outra, levantando-se também.

-Vou fazer o que me apetecer! Estou em Seoul e o dia está lindo! Deixa-me em paz por uma vez na vida, ok?

Nayomira apenas observou enquanto a amiga desaparecia pela porta.

-Eu só digo merda, mesmo… - disse para ninguém a rapariga de cabelos encaracolados, suspirando.

-Concordo nisso, querida. – reafirmou uma voz ao seu lado.

A jovem olhou na direcção da voz que mais ninguém ouvia.

-Mas, por acaso, alguém te pediu a TUA opinião? – disse, furiosa.

-Não, mas eu simplesmente adoro dá-la! É assim como um dom! – respondeu o rapaz de cabelos escuros, sarcástico.

Ela voltou para o seu café e abriu novamente o jornal, enquanto cerrava os punhos e Micky se sentava na cadeira á sua frente, deixada livre por Shyra. Por cima do jornal, viu que ele mirava ao seu redor, com o sorriso de vitória que punha cada vez que “ganhava” uma discussão. Nayomira tinha aprendido que era uma daquelas coisas que deixava o rapaz extremamente feliz. Seguramente, gostava de ser sempre ele a ter a ultima palavra. O pior é que ela era igual.

-Às vezes juro que não sei porque te aturo! – disse a morena, baixando o jornal violentamente.

O rapaz aproximou-se, ficando a escassos centímetros da cara dela, fazendo-a corar violentamente.

-Pois eu aposto que sei… - disse ele, com um sorriso que derreteu a rapariga.

Olharam-se um momento, até que ela voltou a pôr o jornal à frente da cara, com grande alarido, rompendo o contacto. Por detrás do jornal, Nayomira tentava controlar o seu coração, que batia fortemente no seu peito, retorquindo mentalmente que um dia ia assegurar-se pessoalmente de que aquele fantasma passava a um plano astral bem superior.

Começou a pensar em Shyra. Tinha sido bastante rude, mas continuava sem perceber porque quereria ela voltar àquele hospital, apesar de ter um pressentimento que lhe dizia que tinha algo a ver com aquele rapaz que Munny acompanhava.

Nayomira tinha sido sempre extremamente curiosa. Talvez não propriamente “curiosa” no verdadeiro sentido da palavra, mas quando encontrava algo que a intrigava, não descansava enquanto não descobrisse o que era. E ela estava a sentir que qualquer coisa naquela história começava a intrigá-la. E ela ia descobrir o quê.

Micky olhava a companheira atentamente. Tinha baixado o jornal pela enésima vez e mirava em frente, em direcção ao nada. Tinha um brilho estranho nos olhos, como se estivesse a engendrar algo. O que seria?

O rapaz cedo descobriu que simplesmente adorava meter-se com ela. Vê-la com cara de zangada dava uma enorme vontade de a irritar cada vez mais. No bom sentido, claro. Reflectiu, apercebendo-se de que estes pensamentos não tinham muita lógica, mas não conseguia explicar bem porque os tinha. O que tinha acontecido na casa de banho, horas antes, ainda lhe povoava a mente, como um filme. A verdade é que nunca tinha sentido tanto desejo por uma rapariga, pelo menos, nas poucas memórias que retinha, mas sabia que nunca tinha sentido algo assim. E não iria desistir assim tão facilmente daquela rapariga de olhos castanhos esverdeados.

Nayomira continuava com aquele olhar e não parecia atenta a nada. Ele, distraído, olhou na direcção da porta da rua, lembrando-se da discussão da morena com aquela misteriosa rapariga de cabelos negros. Não fazia ideia que se passava entre elas mas tinha a impressão que estava relacionado com o que tinha visto naquela manha.

De repente, uma rapariga passou pela porta. Micky focalizou o olhar e apercebeu-se que aquela rapariga era muito estranha. Tinha cabelos negros, mais negros que a noite, contrastando estranhamente com o vestido branco. Tinha olhos meigos, mas misteriosos. O rapaz endireitou-se na cadeira, surpreendido, pois a rapariga olhava-o mesmo de frente. Queria isso dizer que havia mais gente que o conseguia ver? Ela sorriu docemente e começou a andar, afastando-se.

-Hey…! – disse, virando-se para Nayomira.

-Preciso de um favor. – disse ela, cortando qualquer coisa que ele tivesse a dizer.

Ele olhou-a surpreendido.

-Precisas de um favor?

-Preciso de um favor. – repetiu.

-Que favor?

-Preciso que sigas a Shyra e me digas onde ela está, enquanto eu faço uma chamada.

-Agora sou o teu moço de recados ou quê? – disse ele, fingindo enfado.

-Vá lá, Micky! Não te pedia se não fosse mesmo importante!

-Fixe! Qual é o preço? – perguntou o moreno, com sorriso matreiro.

-Preço? Queres que te pague? – respondeu ela, visivelmente surpreendida.

-Não estás à espera que seja a tua mascote, ora não? Ou estipulas um preço ou esquece.

-Para que raio queres tu o dinheiro? És um fantasma!! Ninguém te vê!! – respondeu ela, levantando-se da cadeira.

-Stating the obvious! Não quero dinheiro! – disse ele, revirando os olhos e levantando-se também.

-Ok…Então estou perdida…O que raio queres em troca? – perguntou a morena, sentindo que não vinha coisa boa daí.

Ele olhou-a trocistamente, desenhando um sorriso sarcástico. Aproximou-se dela, ficando novamente a poucos centímetros. Nayomira voltou a corar e sentiu o coração a bater fortemente no peito.

-Prometes que o pagas? – perguntou ele, quase num sussurro.

-N-não se não me disseres qual é. – respondeu ela, irritada consigo própria por ter começado a gaguejar.

-Tens que prometer primeiro! Senão nunca mais saímos daqui.

-Eu não faço contratos sem saber os termos, Micky! Esquece!

-Óptimo! Então esquece o trabalho de detective.

Nayomira cerrou os punhos, controlando a vontade de os usar contra ele. Sabia que se concordava com as condições dele, se iria arrepender. Micky ia com certeza usar aquilo contra ela para todo o sempre. Mas precisava mesmo de saber onde estava a Ângela enquanto telefonava à…Argh! Não tinha outra opção senão aceitar, então? Estava segura que se iria meter em algo…Muito perigoso para o ser coração. Baixou a cabeça, com vontade de desaparecer, e falou, aproximando-se ainda mais dele, pois sabia que isso o deixava tão nervoso como a ela.

-Tudo bem, seu idiota! Eu aceito os teus termos! Mas fazes tudo, e quero dizer TUDO o que eu te pedir, capiche?

Ele afastou-se. Não esperava que ela aceitasse. Sorriu. Isto ia ser divertido.

-O que precisas que faça?

-Segue a Shyra, por favor e diz-me onde ela anda…Aposto que nem sequer tem um sitio onde ficar. Eu tenho que fazer uma chamada.

-Be right back! – disse o rapaz, desaparecendo.

Nayomira agarrou no seu telemóvel e procurou na sua agenda, até encontrar o número da estranha rapariga que tinha conhecido há um par de dias. Munny. Carregou no botão de chamada.

-Sim? – respondeu alguém, depois de algum tempo.

-Estou sim?

Munny, do outro lado do telefone, estava enfadada. Não fazia ideia de quem seria, mas tinha acabado de lhe estragar um dos melhores momentos da sua vida. E tinha ainda Mariana a chateá-la com perguntas; “quem é?”; “como raio deixaste escapar esta oportunidade?”. Revirou os olhos, virou-lhe as costas e dedicou-se à sua chamada.

-Quem fala?

-Ah…Olá! É a Nayomira! A rapariga que conheceste no hospital.

A morena conseguia sentir o enfado da frágil rapariga de olhos verdes, do outro lado da linha. Tinha a impressão de ter interrompido algo, ou talvez ela estivesse simplesmente de mau humor.

-Ah! Olá! – o seu tom tinha mudado para um muito mais amigável.

-Desculpa chatear-te, mas queria saber se queres ir tomar um café comigo e a outra rapariga! Afinal, não ficámos a conhecer-nos muito bem. O que achas?

-Parece-me óptimo! Pode ser depois de amanhã? Desculpa, mas tenho compromissos até essa altura.

-Claro que sim! É perfeito! No mesmo sítio da última vez? A que horas?

-Esse sítio vai-se tornar popular! Claro que sim. Lá para as…Quatro?

-Ok! Combinado, então! Até daqui a uns dias!

-Adeus!

Agora só tinha que esperar pelo rapaz de cabelos escuros e fazer mais uma chamada.

Não tinha sido difícil. Como não sabia onde ir e tinha as suas pesadas malas atrás, Shyra não estava muito longe do sítio que se tinha separado da amiga. Estava ao lado de um café com um grande piano. Olhou atentamente o café. Aquele sítio era-lhe familiar.

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sab Ago 01, 2009 3:45 pm

Já teria estado ali? De repente, um rapaz vestido de forma elegante sentou-se no piano, dentro do café. Tudo aquilo era como que um velho filme que passava na cabeça do moreno. Como algo há muito esquecido. Parte das suas memórias? O rapaz dentro do café começou a tocar uma melodia. Era triste. Palavras soltas saíam da sua boca, mas eram como meros sussurros num mundo de ruídos. A música que ele tocava era diferente. Ele tocava com grande profissionalidade e esmero, mas a musica, apesar de triste, era linda. Como pequenos pedaços de uma historia que ainda não foi contada e pode ser escrita sem palavras. Fechou os olhos. Ele conhecia aquela música. Mais do que conhecê-la, ele sabia-a. Como sua. Abriu os olhos novamente lentamente e entoou a letra, sem saber como a poderia saber.

“Nakushita katahou no kutsu mo,
Oreta chisai tsume mo…
Koboshita atsui coffee mo
Iroaseta namida mo…”

Voltou rapidamente para ao pé de Nayomira. Achava que tinha encontrado algo. Shyra ficou para trás, olhando para todos os cantos e pensando para onde iria. Do outro lado da rua uma estranha rapariga de cabelos negros e vestes brancas sorria, olhando na direcção do rapaz e começava a andar em direcção a nada, embalada pela melodia e o vento das ruas de Seoul.

Nayomira fechou o telemóvel e terminou a chamada com Shyra.

-O que queres?

-Acho que tenho qualquer coisa…

Ela olhou-o inquisitoriamente.

-Sobre o quê?

-Sobre mim. O café de que te falei…O do piano…O rapaz que estava lá a tocar…A melodia é-me familiar. Temos que lá ir.

-Porquê “temos”? – disse ela, pondo as mãos na cintura.

-Porque obviamente eu relaciono-me logo com as pessoas e logo não precisaria de ninguém para fazer perguntas sobre o meu passado! NÃO, espera! Eu sou um fantasma! Ninguém me vê a não ser uma miúda que está à minha frente e que agora me pergunta com todo o descaro porque falo eu no plural! – respondeu o rapaz, visivelmente irritado.

Ela olhou-o durante um longo momento e suspirou.

-Tens razão. Desculpa…Mas agora não posso…As minhas aulas começam hoje. Não posso faltar. – disse ela, agarrando na carteira, começando a andar em direcção à porta. Ele seguiu-a com o olhar. – Mas não deve demorar muito, já que é o primeiro dia de aulas…Quando voltar vamos lá. Pode ser?

Ele sorriu.

[justify]-Pode.
[justify]-Até logo.

-Adeus.

As horas passaram lentamente para ambos. Nayomira não pensava no que os professores tão incansavelmente tentavam dizer, apenas que tinha que voltar porque podia ser que finalmente tivessem encontrado algo. Micky andava no quarto às voltas e olhando pela janela, para o frenesim de pessoas na rua, pensando que as aulas da morena nunca mais acabavam. Sentia que tinha descoberto algo de importante.

Depois de intermináveis horas, Nayomira entrou no quarto.

-Vamos lá!! – disse, com um sorriso.

Micky guiou-a até ao café onde tinha ouvido a melodia. Entraram e a rapariga dirigiu-se ao balcão.

-Muito boa tarde. O que posso fazer por si, menina? – disse um simpático empregado, de idade avançada, mas obviamente, activo.

-Eu queria pedir-lhe uma informação. – disse Nayomira, com um sorriso.

-No que eu puder ser útil…

-O rapaz que tocou ali hoje à tarde. – apontou para o piano. – Não sabe onde ele está?

O empregado limpou as mãos no pano que trazia à cintura enquanto olhava para o piano, pensando.

-Na verdade, ele só vem às vezes…Toca qualquer coisa e depois vai-se embora. Eu pago-lhe qualquer coisita e as pessoas dão-lhe algumas gorjetas, mas para além disso não sei mais nada. Apareceu há cerca de uns…quatro meses talvez, pedindo-me para tocar neste café. Há muito tempo que ninguém tocava naquele piano. Fiquei feliz que alguém tivesse interesse em fazê-lo. – respondeu, sorrindo.

-Estou a ver…E quando é que ele volta, sabe?

-Em princípio depois de amanhã, menina…Á tarde, ele deve estar por aí…Apareça por aí. Ofereço-lhe um café. – respondeu o empregado, piscando o olho. Micky olhou-o de soslaio.

-Muito obrigada! – respondeu a morena, rindo-se. – Eu volto amanhã. Ah…E sobre as musicas que ele toca? Sabe se ele tem algum artista favorito ou assim?

-Não, menina, não sei…Sei que ele toca muitas musicas iguais ao rapazito…

-Desculpe?

-Lembra-se que lhe disse que esse piano está há muito tempo sem que ninguém toque nele? Bem…Havia um rapaz que costumava tocar as suas criações aí…Mas ele desapareceu há uns anos…Não soube onde ele foi ter. E eles tocam quase as mesmas canções. Suponho que devem ser amigos ou algo. Desde que tenha algo agradável para ouvir…Não me importa muito.

-Muito obrigada, senhor. Foi muito útil. – disse Nayomira com um sorriso aberto. – Voltarei depois de amanhã.

Saíram do café e voltaram à residência. A rapariga sentou-se na cama, pensativa.

-Voltamos lá depois de amanhã. Ele deve saber alguma coisa sobre ti. Se aquela música te era familiar, deve significar algo.

-Tens razão. – disse ele, com uma falsa esperança, sentando-se na cama, ao pé dela.

-Não desanimes. Afinal, o rapaz vai lá estar depois de amanhã, não é?

-Ainda temos que discutir o preço do favor que te fiz! – disse ele, encostando-se para trás e sorrindo sarcasticamente.

-Nem vem que não tem! Vou dormir.

-Está bem…Mas eu não me vou esquecer…

O dia seguinte passou rápido, pois Nayomira tinha aulas e aproveitou para estudar, com Micky sempre no seu encalço, apoiando-a quando esta precisava. Aparentemente, não precisavam de estar sempre a discutir.

No dia seguinte de manhã, Nayomira também tinha aulas, por isso, combinaram que passariam no café à tarde. Pela segunda vez, entraram no pequeno café e Nayomira esperou, bebendo o café que lhe tinha sido prometido, pelo misterioso rapaz do piano. Finalmente, este chegou. Era um jovem nos seus vinte e pouco anos, com cabelo curto, castanho claro e uns óculos de hastes grossas e negras que lhe repousavam no nariz, um pouco torto. Vinha vestido de forma elegante, com calças pretas e um casaco e uma gravata, que lhe davam um ar muito mais velho do que parecia. Sentou-se e tocou durante aproximadamente uma hora, melodias lindíssimas, que Micky lhe garantiu já ter ouvido em algum lado. Sabia as letras de todas e as posições das mãos. Não podia ser simples coincidência. Quando acabou, a morena aproximou-se dele, apresentou-se e convidou-o a tomar algo com ela.

-Adorei a tua música. – disse.

-Obrigado. Já agora, sou o Jung-su. Muito prazer.

-Igualmente.

-Porque tocas aqui? – perguntou ela.

-Bem… - disse ele, com um sorriso melancólico. – A verdade é que simplesmente adoro este café…E alguém que eu admiro muito já tocou aqui em tempos, por isso, tocar no mesmo sítio que ele é uma grande honra.

-Ah, sim…Tinham-me dito que há alguns anos tocou aqui um outro rapaz…Tu…Conhecia-lo?

-Não…Infelizmente. Mas todas as musicas que toco são dele! Admiro-o muito!

Nayomira e Micky tiveram a mesma reacção. Poderia ser ele o compositor?

-Então…Todas estas músicas…São dele?

-Sim! Ele era um génio!

-Era? Ele…Morreu?

-Não!!! – disse Jung-su com grande escândalo. – Claro que não! Simplesmente…No início ele tocava aqui…Até que fez a debut e conseguiu um contrato com uma grande discográfica e tornou-se um grande cantor! Mas de há uns anos para cá, não ouvi falar mais dele. Dizem que se retirou do mundo da música. Dizem que ficou cansado de tudo aquilo…

-Percebo…As músicas dele são lindíssimas!

-São mesmo!

-Mas…Eu reparei numa coisa…Algumas não são em coreano…São em japonês. – disse a rapariga, pensativa.

-Sabes falar japonês?

-Sim…Por isso é que notei.

-Entendo. Mas sim…Tens razão, não são todas em coreano. Ele também trabalhava no Japão e editou alguns discos por lá.

-Uau! Sabes imenso sobre ele!

-Haha! Isso é porque ele era mesmo genial! E tenho a dizer-te uma coisa…Alguém com aquele tipo de talento…Simplesmente não se cansa do seu trabalho.

Nayomira sorriu docemente. Sim, ele tinha razão.

-Qual é o nome dele, btw?

-Park! Park YooChun.

Tanto Micky como Nayomira sentiram um arrepio na menção do nome.

Depois de agradecer imenso e prometer que voltaria para o ver tocar mais uma vez, Nayomira despediu-se do seu novo amigo, notando que Seoul já se tinha tornado numa cidade de luzes sobre o manto negro do céu. Voltaram para casa, e depois da rapariga jantar, foram para o quarto. A morena sentou-se na cama e ele no sofá em frente. Permaneceram em silêncio durante imenso tempo, olhando o vazio, até que a rapariga o quebrou.

-Achas que és tu?

-Hã?

-Não te faças de sonso! Achas que és tu? O compositor? De quem o Jung-su estava a falar? O teu nome é Park YooChun?

-Não sei! – disse ele, atirando as mãos ao ar, sem saber o que fazer. – Aquelas músicas são-me familiares! É possível que eu seja esse…Park YooChun.

-Bem…Então amanhã encontramos um computador com ligação à internet e descobrimos!

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sab Ago 01, 2009 3:48 pm

No dia seguinte, ela pediu um computador portátil na faculdade e aproveitou o dia solarengo para se deitar na relva, com o seu companheiro, tentando descobrir o fim de tudo aquilo. Bastou uma simples pesquisa com as palavras “Park YooChun” para que um numero consideravelmente grande de entradas no ecrã. Não havia dúvidas. Pelas fotos dos cd’s e as imagens de promoção, Park YooChun era Micky. Nayomira olhou-o.

-És tu. – disse, suspirando. – Pelo menos descobrimos quem tu és.

-Parece que sim. Mas ainda temos que descobrir onde é que estou…Ou se morri mesmo. Encontras alguma coisa aí?

-Não…Aparentemente, ainda não morreste…Pelo menos não encontro nada que verifique isso…Mas tenho aqui uma morada. Da tua antiga agência! Pode ser que alguém ali saiba de alguma coisa. Quando puder vou lá.

Micky olhou-a longamente enquanto a morena se encostava a uma árvore solitária no meio do jardim e continuava a pesquisar sobre ele. Não sabia como agradecer-lhe. Nem sequer sabia porque estaria ela a fazer aquilo por alguém que praticamente não conhecia e que, para além disso, era um fantasma. Aproximou-se.

-Porque é que não está ninguém aqui? No relvado, quero dizer…

-Estão todos em aulas.

-E tu não devias estar? – perguntou ele, franzindo o sobrolho.

Ela virou-se, sorriu-lhe e piscou o olho.

-É um segredo entre nós!

Voltou-se para o computador, não reparando que o rapaz quase tinha deixado de respirar. Apontou para o computador, rindo-se.

-Haha! Ficavas bem melhor com este pentea—

Não teve tempo de acabar a frase, pois sentiu uma mão quente, familiar, agarrar-lhe a cara, virá-la e viu o moreno a aproximar-se e, sem tempo para que pudesse reaccionar, encostar os lábios dele aos seus. Abriu muito os olhos, surpreendida, mas nenhum dos seus músculos queria parecer mexer-se, a não ser o seu coração, que batia mais fortemente do que qualquer vez que se lembrasse. Ele moveu as mãos da cara da morena para as costas e abraçou-a contra si, aprofundando o beijo. Nayomira sentiu-se como todo o seu corpo tremesse e fechou os olhos, agarrando o companheiro pelo pescoço e entrelaçando os dedos no seu cabelo negro e macio. Ele puxou-a mais e começou a percorrer lentamente as suas costas com as mãos, pois sabia que ela adorava isso. Nayomira entregou-se a algo que nunca tinha sentido antes. Sentia como se todo o seu corpo tivesse necessitado daquele momento desde sempre e respondeu ao beijo com a mesma força que ele. Não se separaram durante vários segundos. Da primeira vez que se separaram, ambos respiravam com dificuldade. Olharam-se durante intermináveis momentos, até que Nayomira se aproximou novamente e voltou a beijá-lo, com todo o desejo que alguma vez tinha sentido. Nunca tinha sentido algo tão profundo com apenas um beijo. A respiração quente e o simples toque dele deixavam-na completamente fora de si. Micky não esperava que ela respondesse daquela maneira, apesar de ser o que desejava. A partir daquele momento, ambos sabiam que simplesmente, não conseguiriam passar um sem o outro.

Nayomira entregou o computador e voltou para casa. Almoçou e arranjou-se para o encontro com Shyra e Munny que tinha nessa tarde. Durante todo o tempo, nenhum dos dois falou. Não sabiam o que dizer, depois da situação daquela manhã. E assim continuaram, até ao resto do dia.
A morena entrou no café e verificou que nenhuma das pessoas com quem se vinha encontrar tinha chegado. Sentou-se na mesa mais afastada do café e esperou. Micky permanecia calado, apesar de, de vez em quando, olhar para a companheira com ternura. Ela fazia o mesmo.
Finalmente, a porta do café abriu-se e uma rapariga de cabelos negros e óculos entrou.

-Ângela…Aleluia.

Depois de uma discussão, que, na opinião de Nayomira, tinha sido completamente idiota, a campainha do café voltou a abrir-se. Era Munny. Alguns segundos bastaram para que a expressão da jovem rapariga mudasse drasticamente, como se tivesse visto um fantasma.

Fantasma? O que raio se andava a passar ali?


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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sab Ago 01, 2009 5:13 pm

Brutal seria dizer pouco disto!

No entanto deixa que discorde! Não é tão grande quanto isso!

Aliás, deixa que te diga que fiquei foi com agua na boca! Continua que tou a amar!

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Seg Ago 03, 2009 3:40 am

ADOROOOOOOOOOOOOO!!!! Concordo....onde é que isto tá grande??!!! :-.-:

Muito fixe principalmente a parte do fim heheheh

continua....

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sex Ago 21, 2009 5:08 pm

Continuo à espera do maldito capitulo

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sab Ago 22, 2009 6:49 am

shadows_owner escreveu:
Continuo à espera do maldito capitulo

I'M WORKING ON IT!!! -.-''

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Ter Set 29, 2009 3:06 pm

NOTAS DA AUTORA:
PEÇO TANTA TANTA DESCULPA PELA DEMOOOOORA!!!!!!!!!!! Muitas coisas meteram-se no meio!!! Esperem que gostem, tao simples quanto isso!!! e sim...tenho bastantes discussoes entre duas personagens...Digamos que...na vida real n esta muito longe da verdade! mas amam-se muito! XDDDD Divirtam-se e comentem, please! =)


"As nossas vidas começam a acabar no dia em que nos silenciamos sobre as coisas que importam."
Martin Luther King


[Capítulo 6 – “Cinco descobertas”]

[Parte 3 – “Apresentações?”]

Munny sentiu-se agarrada por vários pares de mãos que a levaram até á mesa onde Nayomira e Shyra estavam sentadas. Estava notoriamente em estado de choque e olhava em frente, para um horizonte perdido, de olhar ausente.

Shyra sentia que tinha entrado bum filme muito estranho. Como raio conseguia aquela rapariga ver Hero? Quer dizer… Não estava muito segura que tivesse sido isso a provocar aquela reacção, mas uma rapariga que fica completamente histérica no meio de um café, como se tivesse visto um fantasma, e Shyra ter precisamente um novo “amigo”, não era com certeza coincidência.

Nayomira estava confusa. Mais confusa do que alguma vez tinha estado em toda a sua vida. Olhou Munny de soslaio e suspirou. Ataque de histeria. Não voltava à vida tão cedo! Aquela história começava a cheirar-lhe a esturro. O comportamento estranho de Shyra e agora aquilo? Alguma coisa na sua cabeça matutava insistentemente no rapaz de cabelo de cobre do acidente. Tinha aprendido a não duvidar do seu instinto. Além disso, algo mais a intrigava. Aquela rapariga de cabelos lisos e compridos que estava acompanhada da linda jovem de olhos de água era-lhe estupidamente familiar. “Estupidamente” porque elas eram portuguesas ou isso tinham aparentado. E para além do mais era-lhe familiar? Coincidências? Pois sim!

Ahriana tinha-se sentado à espera que alguém lhe explicasse porque raio uma portuguesa louca se tinha posto a gritar no meio de um café e o que aquelas duas tinham a ver com o assunto. Depois de alguns minutos em que apenas todas se miravam a todas percebeu que isso não iria acontecer. De qualquer maneira, tinha a impressão de conhecer a rapariga de cabelos encaracolados, que se vestia de uma maneira quase tão curiosa como a dela. Continuou sentada por largos momentos, decidindo o que fazer. Aquela promoção, definitivamente tinha-lhe proporcionado a viagem mais idiótica e estranha da sua vida.

Lili não sabia bem o que pensar. Olhava para todas as raparigas de maneira inquisitiva, pensando se devia dizer algo que quebrasse o estranho silêncio que se tinha instalado ou continuava sentada, tentando sacar algum sentido de tudo aquilo.

De repente, Nayomira e Ahriana levantaram-se ao mesmo tempo. Miraram-se de forma penetrante, pois tinham tido claramente a mesma ideia.

-Faça o favor. – disse Nayomira, revirando os olhos e apontando em direcção à rapariga de cabelos brilhantes.

-Ok…Aparentemente estamos numa situação complicada. Que tal começarmos por nos apresentarmos umas às outras?

-Uau… Brilhante conclusão, Sherlock! – ironizou Nayomira.

Ahriana olhou a jovem irritada. Aquele dia não estava propriamente a correr bem e ainda estava aquela rapariga a desafiá-la. Notou que YunHo tinha um sorriso na cara. Provavelmente estava a divertir-se imenso com aquilo.

-Tens alguma ideia melhor, Watson? – retorquiu, pondo as mãos em cima da mesa.

-Não te sintas ofendida mas…Foram vocês que se meteram no que não deviam! Alguém pediu ajuda? – respondeu Nayomira, sarcástica, pondo também as mãos em cima da mesa, desafiante.

-Isso era suposto não me ofender?

-Não…Era mesmo só para ser simpática!

-Sabes…Começo a ficar um bocadinho farta de ti!

-Pelo menos temos algo em comum, abelha rainha!!

Depois desta frase, ambas se miraram surpreendidas e disseram ao mesmo tempo:

-A maluca do hospital!! – gritou Nayomira.

-A pita armada em gente!! – gritou Ahriana.

Miraram-se furiosas outra vez.

-Pita?

-Maluca?

Shyra olhou-as com os olhos esbugalhados, tal como Lili.

-Conhecê-la? – disseram as duas ao mesmo tempo, Shyra dirigindo-se à amiga e Lili à outra.

-EU?! NÃO!! – disseram as outras duas também ao mesmo tempo.

-Pita? Deves ter uns 80 anos, não? – disse Nayomira, voltando à carga e cruzando os braços.

-Maluca? Já analisaste a TUA saúde mental ultimamente? – replicou Ahriana, cortante.

-Proponho que intervenhamos antes que elas se matem. – disse Lili, dirigindo-se a Shyra, com voz baixa.

-Concordo!

-Ahri…huh…temos outros assuntos mais graves…Falas com ela depois. – retorquiu Lili, suavemente, pousando a mão no ombro de Ahriana.

-Hey, gaja, deixa lá isso…Temos coisas mais graves para tratar, não achas? Meu kami-sama… - disse Shyra, aproximando-se e agarrando o braço da amiga.

As duas raparigas miraram as amigas e depois uma à outra novamente e decidiram mentalmente que deixariam a discussão para mais tarde.
Shyra e Lili suspiraram, aliviadas.

Nayomira sentou-se, enfadada. Olhou Micky de lado mas este apenas revirava os olhos e olhava para o teto, de braços cruzados.

Ahriana cruzou os braços e nem sequer olhou para YunHo, pois apostava que este estava a regozijar-se com a situação.

Lili e Shyra sentaram-se, ambas olhando as respectivas amigas, que obviamente, não iriam deixar aquilo por ali.

-Onde é que nós íamos mesmo? – perguntou Lili, tentando quebrar o gelo.

-Na parte das apresentações. – respondeu Shyra.

-Exactamente! – exclamou Lili, com um sorriso. – Portanto vamos todas apresentar-nos, para acabar com as confusões. Quem começa?

-Começo eu! – respondeu Shyra, levantando-se. Todas a miraram. – O meu nome é Ângela Gil, mas por favor, tratem-me por Shyra! É como…O meu nome falso, mas chamem-me isso! Tenho 23 anos e venho de Bragança, em Portugal, como é óbvio, já que todas somos portuguesas. Hm…Vim para a Coreia para encontrar trabalho e bem…Sou uma grande amiga da stressadinha que está ali. – concluiu, apontando com a cabeça o sitio onde Nayomira estava sentada.

-Que querida! A seguir sou eu! – disse Nayomira, levantando-se e deitando a língua de fora a Shyra, que se sentava outra vez e fingia ignorá-la. – O meu verdadeiro nome é Filipa…Filipa Rodrigues, mas, tal como a Shyra, tenho um “nome falso” que é o nome com que realmente me sinto eu própria. Chamem-me Nayomira. Esse é o meu nome. Tenho 22 anos e estudo medicina em Espanha. Consegui uma bolsa para vir estudar na Coreia durante um ano. Também venho de Bragança e sou grande amiga da “Sra. Cabelos Negros”! – terminou, sentando-se outra vez.

-Agora eu. – disse Lili, com um grande sorriso, levantando-se e fazendo uma vénia. – Sou a Liliana Jardim, mas toda a gente me trata por Lili. Muito prazer em conhecer-vos. Tenho 23 anos, tal como a Shyra, e venho do Funchal. Também vim para a Coreia para trabalhar e numa coincidência muito interessante encontrei aquela rapariga. – disse, apontando para Ahriana.

-Parece que só falto eu. – replicou Ahriana, levantando-se, ainda com os braços cruzados. – O meu verdadeiro nome é Susana Ferreira, tal como todas, tenho um outro nome…Ahriana, podem chamar-me isso ou qualquer variação disso. Parece-me que sou a mais velha, tenho 28 anos e estou na Coreia a tratar da primeira filial na Ásia da Fnac portuguesa. Venho de Coimbra, ou mais propriamente, dos arredores, mas isso são pormenores. Tal como disse a Lili, conhecemo-nos já aqui, numa situação muito…interessante. – e voltou a sentar-se.

-Parece que só falta a rapariga em estado de choque. – disse Lili.

-Convidada da Nayomira. – soltou Shyra.

Todos miraram a morena de cabelos encaracolados.

-Na verdade, não sei muito dela. Sei que se chama Munny mas não sei se esse é o seu verdadeiro nome. Imagino que seja mais nova que nós, mas não faço ideia o que está a fazer na Coreia ou de onde vem.

-Isso é imensa informação! – ironizou Ahriana.

-Oh avozinha…É melhor que te cales, sim? Não tenho culpa! Conheci-a num hospital! Não é um sitio muito próprio de troca deste tipo de informações!

-Realmente só uma pessoa como tu para ficar amiga de gente num hospital! És uma garota muito sozinha, não? – disse a rapariga de cabelos lisos, olhando a outra furiosa
.
-Definitivamente precisas de um psiquiatra, avozinha!

-Queres parar de me chamar ‘avozinha’, bebezinha?

-OK!! Agora chega! – gritou Shyra, levantando-se e pondo-se no meio das duas raparigas. – Parem de se comportar como miúdas da primária e ajam de acordo com a vossa idade! Caraças! Encontram cinco portuguesas no meio de Seoul e só pensam em discutir? Eh pah… Muito menos!

Ahriana e Nayomira voltaram a calar-se e a sentar-se.

-Ok…Avançando para o que interessa. – continuou Shyra, ainda de pé. – As primeiras coisas primeiro. Quem trata da miúda em estado de choque?

-Bem…Foi a Nayo que a trouxe e é a que a conhece melhor… - disse Lili, pensando.

-Tens razão, de certa maneira, mas a verdade é que eu não sei nada dela, nem sequer o seu verdadeiro nome. Parece-me que não poderei ajudar. – respondeu a rapariga de cabelos encaracolados, encolhendo os ombros.

Miraram-se umas às outras por momentos.

-Então o que fazemos com ela, afinal? – perguntou finalmente Ahriana.

-Esperamos que “acorde”? – sugeriu Shyra, sentando-se novamente. – Achas que demora muito para voltar ao estado normal? – continuou, agora dirigindo-se a Nayomira.

-Não sei… Suponho que não… Normalmente os ataques de pânico não costumam durar muito… Ela está nisto há… - mirou o relógio. – uns 15 minutos. Não deve demorar muito a “emergir”.

-Boa! Então passemos a tarde mais chata que já tive em muito tempo. – suspirou Ahriana, sentando-se violentamente na cadeira.

Todas lhe seguiram o exemplo, sentando-se nas respectivas cadeiras.

-Pareces a entendida no assunto… Não podes dizer mais nada com precisão? – voltou Ahriana, com tom sarcástico, dirigindo-se à rapariga de cabelos encaracolados.

-Ouve lá! Começo a ficar um bocado farta de ti! – replicou Nayomira.

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Última edição por Nayomira em Dom Nov 22, 2009 5:08 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Ter Set 29, 2009 3:10 pm

-Eu não acredito… Com estas duas, nem pedindo que se calem se calam… É castigo. – sussurrou Shyra, para si própria, pondo a mão na cabeça.

-Por acaso, esse sentimento começa a ser mutuo, sabes? És extremamente irritante! – respondeu Ahriana, olhando-a de lado.

-Ainda bem que, ao menos, aprendi alguma coisa contigo!!

-Desculpa? Se aprendesses alguma coisa comigo não tinhas respostas tão tristes.

Nayomira abriu a boca para falar, mas alguém o fez primeiro.

-ACABOOOOU!!!!!! – gritou uma voz suave, mas com notória autoridade. Todas se viraram na sua direcção. Tinha sido Lili. – MAS QUAL É O VOSSO PROBLEMA? MANDARAM-VOS CALAR DUAS VEZES E NEM ASSIM!!

-Obrigada… - sussurrou novamente Shyra, entre dentes.

-Temos um problema SÉRIO, já que temos alguém a nosso cargo que não sabemos se terá pessoas à procura dela e vocês estão para aqui a discutir como duas verdadeiras idiotas a discutir por motivos ainda mais idiotas que vocês! – continuou, olhando penetrantemente as duas raparigas para quem falava. – Nenhuma de vocês é assim tão estúpida, portanto, sejam civilizadas, apertem as mãos e resolvamos os verdadeiros problemas!

Nayomira e Ahriana olharam-na atónitas. Não esperavam que a rapariga de olhos de agua conseguisse ter aquele tipo de intervenção. Apesar disso, tinham que admitir que ela estava certa. O choque dos seus feitios ficaria por resolver até mais tarde. Baixaram os olhos.

-Desculpa. – disseram ao mesmo tempo.

Lili suspirou e sentou-se.

-Sabem? Vocês são demasiado parecidas. – disse Shyra, depois de um momento.

As raparigas de indumentaria parecida miraram-se. Concordaram mentalmente com a rapariga que falara mas nada disseram, rompendo o contacto visual imediatamente.

Depois de uns minutos de silencio que pareceram uma eternidade, algo aconteceu.

-O…O que…é que se passou? – ouviu-se, debilmente, uma voz fina.

As quatro miradas dirigiram-se nessa direcção e encontraram-se com uns grandes olhos verdes, expressivos e um pouco assustados.

-On…Onde é que eu estou? O que se passou? – repetiu a rapariga.

-Tem calma, querida, estás bem. – disse Nayomira, aproximando-se dela, sorrindo.

-Nayomira! – disse Munny, retribuindo o sorriso. – Quem é esta gente toda? O que é se passou?

-Calma, querida. Já te explico tudo. – respondeu calmamente a outra jovem, pegando-lhe gentilmente no braço e tirando o pulso. – É só para ter a certeza que estás bem. E parece-me que sim
.
-Obrigada… Apesar de não perceber muito bem do que estás a falar.

-Lembras-te de alguma coisa que aconteceu? – avançou Shyra, com um nervoso miudinho.

-Desculpa, mas… tu és…?

-Vamos por partes! – interveio Nayomira. – Esta é a Shyra, uma grande amiga minha, aquela a Lili e a outra a Ahriana. São todas portuguesas e pessoas em que podes confiar. Estávamos preocupadas contigo. Lembras-te do que aconteceu?

-Huh… - balbuciou Munny, olhando em volta. – Nem por isso….

-Bem…Estavas a entrar no café e mandas-te um grito bastante histérico e depois apontaste para alguma coisa e perguntas-te “quem és tu?”. Ficaste em estado de choque e agora é que…Voltaste à vida, digamos assim.

-Wow! Uma aventura tão grande e eu não me lembro! Fascinante!

-Então…Não te lembras do que viste que te fez ficar assim? – perguntou Ahriana, curiosa.

Munny olhou-as a todas outra vez e fixou os olhos em Shyra. Esta estremeceu.

-Bem…


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SIIIIIIIIIIM!!!! sou uma cabra!!! obrigada e voltem sempre! ^^

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Ter Set 29, 2009 3:53 pm

LOOOOOOOOOL mas que raio?! O.o essa discussão no inicio realmente que nervos....-.- tá a ficar muito fixe "ahaha avozinha" "pita" lool demais!!!

E isto é um capitulo que se apresente???? estás a ver o tamanho desta coisa??? :-.-:

loool continua continua. Tou a adorar!!!!

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Sex Out 02, 2009 7:27 pm

Chamar-te cabra seria uma seria ofensa a todas as cabras deste mundo....

DEVES ANDAR A GOZAR A PUTA DA MINHA CARA!? "OH PITA ARMADA EM GENTE!"
ISTO É LA CAPITULO Q SE APRESENTE!?

Agora q pus a raiva fora, despacha-te com isso q sei q vais tar pelo menos uma semana a coçar os tim-tins... por assim dizer!
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Nov 22, 2009 5:13 pm

NOTAS DA AUTORA: Completamente random, estupido e necessario! o capitulo mais idiota desta fic! XDDD enjoy! comments, please! =D=D

"As nossas vidas começam a acabar no dia em que nos silenciamos sobre as coisas que importam."
Martin Luther King


[Capítulo 6 – “Cinco descobertas”]

[Parte 4 – “Thinkings of my own”]

“É obvio que saí dali a correr. Afinal, o que raio era eu suposto dizer? Se eu dissesse, de certezinha que elas não iam acreditar em mim. Para além que fiquei com todos os contactos delas, por isso, acho que eu e aquela rapariga de cabelos negros ainda nos voltaremos a ver. Shyra, era o nome dela?

Ainda que consegui persuadir a Nayomira de me acompanhar…Acho que preciso de um tempo para mim, para pensar em tudo isto. “Não te lembras do que te fez ficar assim?”. Claro que me lembro! Tenho memória de peixe, mas não abusemos, não é? Mas depois de acordar do meu sono, como a branca de neve (Uau! As minhas comparações melhoram com o tempo!), reparei em poucos segundos que nenhuma delas falava com ele, ou olhava sequer para ele! Se eu dissesse que estava ali um rapaz de cabelo cobre e olhos grandes, a Nayomira dava-me uma injecção de morfina, ou uma coisa assim (também não tenho muito a certeza do que a morfina faz, mas não interessa…)! Ou mandava-me para uma psiquiatria, e eu já tenho motivos suficientes para entrar numa! Não preciso mais desta!

Voltei para casa pelo caminho mais longo que me lembrei. Agora que me lembro, a rapariga de cabelos vermelhos olhou para mim de maneira estranha. Acho que não ficou muito convencida da história que inventei. Também, podia ter-me lembrado de uma coisa melhor!

-Não te lembras do que te fez ficar assim?

E a única que eu me lembro de responder é:

-Bem…Na verdade…Nem por isso! Deve ter sido uma insolação!

Nem EU acreditava nesta! E com aquele risinho parvo. Não me surpreende nada que a tal da Ahriana não acreditasse nem uma palavrinha sequer! Nem eu acreditava! Acho que já disse isto…AHHHHH!!!! Estou mesmo a ficar louca!

A melhor parte é que a volta a Seoul não fez quase ou nenhuma diferença. De uma coisa tenho a certeza! Aquela rapariga no hospital é a tal dos cabelos escuros! Não falha…E o rapaz…Pah…eu diria que é ele…mas da maneira como eu acabei de me aperceber que ele é uma espécie de alucinação, já nem sei!

Não foi só a Ahriana! A tal da Shyra também olhou para mim de maneira…estranha. Não desconfiada, como a senhor cabelos de fogo…mas preocupada. Aquela esconde alguma coisa. E aposto que tem a ver com a suposta “alucinação”. De qualquer maneira, esta história ainda vai dar pano para mangas, estou mesmo a ver.

Reli tudo o que acabei de escrever e percebi que o sentar-me num parque e escrever o que me aconteceu hoje não ajudou nada em perceber o porque de tudo! Ora bolas! Também…Convém dizer que isto não é o tipo de história em que uma pessoa se mete todos os dias…e eu meto-me sempre em histórias estranhas! A Mariana vai delirar quando lhe contar estas! Porque raio é que eu ainda estou a escrever isto? Vou mas é para casa e deitar isto num lume bem grandinho que é o que me está mesmo a apetecer agora! E tenho que me lembrar de voltar a este parque…Uma fonte no meio, montes de árvores…É como ter um pequeno mundo aqui dentro…E…Não sei porquê…Mas sinto que é como um sítio…De criação e resolução…Mistérios…

Levantei-me e voltei para casa. Para variar, a Mariana estava atrás de mim como um cão para saber o que tinha acontecido…E, honestamente, eu bati-lhe com a porta na cara e disse-lhe para ver se estava a chover! Ok, tinha sido uma atitude bastante estúpida, mas não estava com vontade nenhuma de aturar a histeriquice da minha melhor amiga.

Aquela tarde continuava na minha cabeça inclusive depois de uma semana. Não consegui concentrar-me em quase nada do que fiz, como visitas à cidade e afins. Tinha estado todo o tempo com as mãos perto do meu telemóvel porque não parava de pensar em telefonar a Nayomira. Aquilo não podia ficar por ali. Sabia que não ficaria.

De qualquer maneira…O que tinha sido aquilo? Voltaria a vê-lo? Quem seria? E aquelas raparigas? Mais perguntas que respostas…Como sempre.”


A rapariga de olhos claros olhou para o papel que tinha à sua frente com olhar triste, pegou num isqueiro e deixou que o papel se consumisse até à extinção, enquanto virava as costas ao reflexo do fogo laranja.


__________________________________


“Tentar concentrar-me em estudar coisas médicas com tudo o que estava a acontecer á minha volta era mais que difícil; era completamente impossível. Acho que a minha sorte estava quando os professores disseram que fariam tudo para que eu passasse, pois achavam muito corajoso uma rapariga europeia vir estudar um ano na Coreia. Quando me disseram, sorri educadamente e agradeci imenso, mas a verdade é que começava a ver que aquela viagem me iria proporcionar um pouco mais que conhecimentos médicos.

Uma semana. Uma semana depois da tarde mais estranha da minha vida, aqui estou eu, a escrever no meu diário há tanto tempo negligenciado. Não sei porquê, mas pensei que me fosse sentir melhor quando escrevesse. Era o que sempre acontecia. Mas, por alguma razão, isso não se verificava agora.
Continuava preocupada com a Munny. Ou Mélanie, como ela se veio a apresentar mais tarde naquele dia. Não me tinha deixado acompanhá-la a casa e tinha perdido a conta às vezes que tinha olhado para o telemóvel, durante aquela semana, pensando que deveria ligar-lhe.

A Shyra parecia ter-se evaporado depois daquele dia. Devia estar a fazer um retiro ou uma coisa dessas. Desligou-me o telemóvel na cara inúmeras vezes e quando a conseguisse encontrar, ia matá-la devagarinho e com imenso prazer.

Se calhar estava a exagerar, mas eu tinha que canalizar a minha frustração nalguma coisa. Frustração de quê? Eu tinha estado PRESA ao Micky, quer dizer…Ao YooChun, durante uma semana INTEIRINHA e não tínhamos trocado uma palavra em toda a semana. Já não conseguia tocar-lhe como antes e era como se tivéssemos ficado mudos. Apesar disso, quando eu estou cansada ou triste, ele simplesmente senta-se ao meu lado e fica ali, como que apoiando-me em silêncio. É uma sensação estranha, mas acho que gosto. É estranho. Tê-lo ali faz-me sentir que não estou sozinha. Mesmo que estejamos em silêncio…è como se não precisássemos de falar para sentir esse estranho calor entre nós…Eu sabia que ele sentia o mesmo, e esse sentimento continuava a dar-me vontade de ir para frente e descobrir mais sobre tudo isto…A verdade é que queria abraça-lo e voltar a beijá-lo como fizera da ultima vez, mas não sabia se voltaria a conseguir tocá-lo alguma vez. Por alguma razão, isso punha-me triste. Tinha sido algo novo. Algo que nunca tinha tido com ninguém. Diferente. Bonito. Bom. Não sei quanto tempo aguentaria a viver apenas da recordação. Mas enquanto tivesse aquela estranha presença ali, pairando como o meu anjo protector, desejava que o silêncio, de certa maneira quente, não acabasse nunca.

Não racionalizei muito sobre este pensamento. Estaria eu a realmente…

Fechei os olhos por um momento e pensei, apenas por um segundo eterno, ter ouvido um piano deferir as duas notas calmamente, no vento que levava o meu cabelo. Era calma, poderosa ao mesmo tempo, linda…Seria YooChun capaz de tocar uma coisa destas? De uma maneira estranha de explicar…Sabia que conseguia. Qual seria o nome da canção?... Em que direcção me levaria tudo isto?...”


A rapariga de caracóis fechou novamente os olhos lentamente e deixou a caneta inerte, descansar em cima da folha, adormecida e ainda embalada pelo vento. Uma figura silenciosa olhou-a de maneira terna e, tornando-se um pouco mais nítida, pegou no pequeno caderno, fechando-o e pondo-o no sítio de onde tinha sido retirado. Depois, suavemente, retirou uma mecha de cabelo da cara da rapariga adormecida e sorriu, vendo-a respirar lentamente. Olhou para fora da janela e ouviu notas de uma música estranhamente familiar enquanto uma rapariga de cabelos negros e olhos indefinidos o mirava, da rua.


__________________________________


“Chul iria matar-me. Sim, eu sabia isso! Mais que perfeitamente. Mas, naquele momento, não me interessava muito. Tinha lido todo o meu contracto de ponta a ponta e dizia que eu tinha direito a pedir uma semana por doença! Bem…Tinha sido o que eu tinha feito! E sim, ele ia-me matar por o ter feito sem sequer estar doente…Mas quem disse que ele tinha de saber? Ser chefe tinha de ter ALGUMA vantagem! Senão, isto tudo já tinha perdido a piada. O mais ridículo é que tinha sido uma semana em frente a um computador, tal como agora, na minha cama, como uma qualquer inválida. Sinceramente, nem por um momento aquela tarde no café tinha saído da minha cabeça. De qualquer maneira, como era suposto sair? Não tinha propriamente cabeça para pensar em mais nada. Por isso tinha metido a minha semaninha de doença.

Havia muitas coisas que não me tinham convencido de todo. A miúda de cabelos pretos escondia alguma coisa. A garota novinha, a histérica, estava a mentir com todos os dentes que tinha. A tal Nayomira (como raio tinha sido a única de quem eu me lembrava do nome?) estava tão intrigada como eu, mas isso não a torna menos chata! Demasiado respondona para o meu gosto. A Lili mais confusa que todas nós juntas.

Eu sei que tinha vai parecer imensamente estúpido, mas sim, eu tinha passado a semana a pensar naquilo! Tinha passado UMA SEMANA inteira a pensar no que teria perdido naquilo tudo. E a melhor parte? Não tinha encontrado nem uma pequena pista que me levasse à conclusão a alguma coisa naquela história inteira.

Acho que de tão concentrada (ou obcecada) que estava, o YunHo tinha-se fartado de mim e nestes dias desaparecia durante horas e a voltava à noite, quando pensava que eu já estava a dormir. Sim, “pensava”, porque eu ouvia-o sempre sentar-se na cadeira que eu tinha no quarto, no escuro. Não sabia muito bem o que ele fazia durante tanto tempo. Nem para onde ia. Nunca perguntei. De facto, as nossas conversas tinham sido bastante limitadas, já que ele não estava quase nunca. Eu prometi encontrar quem tinha sido este “YunHo” e ele tinha prometido esforçar-se por lembrar.

E não, não lhe tinha contado sobre aquela coisa do acidente e do “YunHo” que estava dentro do carro. Quer dizer…Eu não tinha visto bem a cara dele, e “YunHo’s” podia haver aos montes em Seoul! Até que me confirmasse que era mesmo ele, decidi estar caladinha que nem um rato. Não sabia muito bem o que ganhava ou perdia com isso, mas não interessava.

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Última edição por Nayomira em Dom Nov 22, 2009 5:18 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Dom Nov 22, 2009 5:17 pm

Olhei para o meu telemóvel, nada surpreendida por ver mais uma chamada da Lili registada como ‘perdida’. De facto, tinha ignorado todas as suas chamadas nesta última semana. Não era que não quisesse falar com ela— Pensando bem…Se calhar também tinha um pedaço disso, mas não era isso essencialmente. Ela ia querer falar sobre a cena do café, e a verdade é que não sabia o que lhe dizer nem sobre o que falar concretamente. Por isso, não atendi a nenhuma chamada. Tinha a impressão que quando ela me visse, ia matar-me com toda a legitima vontade e razão. Já eram duas pessoas para me matar. Devia começar a cobrar bilhetes.

De qualquer maneira, ainda não tinha desistido de tudo isto! Sabia que era uma história que se ia tornar interessante. Ou talvez fosse o meu instinto de escritora a chamar?”


A morena olhou para o texto que tinha escrito no computador e, suspirando, fechou o aparelho, endireitando-se na cama. Ao baixar o tampo do portátil, um par de olhos penetrantes encontraram os seus. YunHo estava, impecável, no seu fato, sentado no cadeirão bege do quarto da jovem. Olharam-se durante um momento profundo, como que precatassem a alma um do outro apenas com o olhar. Entendiam-se melhor com os olhos que com palavras. Ele abriu a boca.

-Preciso de falar contigo.


__________________________________


“Fugir. Correr. Para qualquer sítio. Para nenhum sítio. Para todos os sítios. Para onde é que eu estava a correr, afinal? De estava eu a fugir, afinal? Ou, para onde? Olhei pela enésima vez para o meu telemóvel e pela enésima vez tive vontade de o atirar para o meio do chão, estilhaçando-o em mil pedaços. Irritava-me o toque, por isso tinha-o posto em vibração. Depois de ter sentido a vibração mil vezes mais, tinha-o posto em silêncio. E mesmo assim continuava a dar comigo em doida. Já lhe tinha desligado mais vezes do que pensava e ainda assim a minha amiga não desistia. Nayomira continuaria a ligar e a ligar até que eu atendesse. Eu sabia isso. Por isso desliguei o telemóvel e não o ligava há mais de dois dias. Sabia que estava preocupada comigo e que iria atirar-me de uma ponte quando me visse, mas não podia deixar que ela me vise naquele estado. Não físico, mas mental. Começava a achar que estava a ficar completamente louca. De vez. Para sempre. Aquele rapaz, aquela alucinação, aquele hospital estavam a dar comigo em doida. Há uma semana seguida, desde daquela tarde, que vinha àquele quarto e ficava em frente, tentando perceber quem estava lá dentro. A porta estava sempre trancada. Que raio de porta de hospital estava sempre trancada? Aliás, quem RAIO é que estaria lá dentro? Hero continuava a apontar para dentro insistentemente, mas eu continuava sem perceber. Para além do que, sem ele conseguir falar, a coisa tornava-se um pouco difícil. Tentei perguntar-lhe se ele era mesmo o rapaz que eu tinha visto no acidente, há umas semanas, mas ele não me conseguiu responder. Tentei saber quem estava dentro daquele quarto, mas ele continuava sem conseguir responder-me. Depois de um par de dias, percebi que era inútil. Para além do que não sabia até que ponto ele teria essas respostas.

Entretanto, continuei a vir, tentando arranjar alguém que me abrisse a porta, e falhei redondamente. Pensei muitas vezes em chamar a Nayomira, afinal, ela tinha sempre solução para quase tudo, mas rapidamente tirei essa ideia da cabeça. Imaginei-me a tentar explicar-lhe tudo o que tinha acontecido e vi que definitivamente ela me meteria num manicómio no dia seguinte. Foi aí que percebi que não poderia contar-lhe. Teria que resolver este problema eu própria.

Durante toda a semana, ele esteve comigo. Em silêncio. Apenas ao pé de mim. Enquanto eu esperava ao pé do estranho quarto sentada ao pé da porta, ele simplesmente olhava para mim e sentava-se ao pé de mim, tentando reconfortar-me. Criou o hábito estranho de, depois de se sentar ao meu lado, me agarrar pela cintura e aproximar-me dele, mexendo-me no cabelo suavemente. Eu fechava os olhos e sentia-me noutro mundo. Sentia a respiração dele no meu pescoço, emaranhado no meu cabelo e sentia o seu coração a bater lentamente no peito, rítmico. Era como um melodia estranha do qual já não conseguia viver. Entretanto, agarra-me a mão, misturando a sua, tão grande que quase todo o meu corpo poderia ficar quieto naquela mão. Entrelaçando os dedos nos meus, beijava-me os nos dos dedos lentamente e com ternura. Maior parte das vezes, tanta doçura fazia com que uma pequena lágrima caísse do meu olho, que ele limpava suavemente e transformava em algo sempre diferente. Uma pena, uma flor, uma folha. Fazia-me sorrir e pelo sorriso dele, percebia que era essa a sua intenção com tudo aquilo.

Nunca tinha conhecido alguém que conseguisse ser tão terno. Não era fácil chegar ao centro da minha alma. As pessoas costumavam dizer que eu tinha um pedaço de gelo no lugar do coração. Às vezes, até eu me convencia disso. Mas…Surpreendentemente, com ele, todo o gelo possível e imaginário, derretia. Era como se me acalmasse e me tirasse daquele mundo para um sítio onde tudo estava bem.

Imaginava como a sua voz soaria…Sabia que era linda, melodiosa, tudo o que me arrancasse da escuridão todas as vezes e para sempre.

Estava eu a apaixonar-me por uma possível alucinação? Aliás…Tinha isso algum mal?...”


A rapariga dos cabelos negros levantou-se bruscamente, largando o telemóvel onde escrevia compulsivamente, ao ver alguém aproximar-se do quarto. Expectante, olhou para a pessoa que vinha na sua direcção. Era uma rapariga, talvez da sua idade, ocidental, com cabelos lisos e brilhantes. Tinha uns olhos cortantes e bonitos. Elegante e bem vestida. Olharam-se durante um momento, tentando reconhecer-se, pois ambas tinham a impressão de já se ter visto antes. A jovem dos cabelos lisos alçou uma chave a abriu o quarto que Shyra já se tinha habituado a ver fechado. Esta avançou instintivamente.

-Sabes quem está aí dentro?


__________________________________


“Eu vou matá-la! Eu juro que ela está morta quando eu a vir! Ando eu aqui preocupada e ela nem sim nem sopas? Devem estar a brincar comigo! Aquela Ahriana vai estar TÃÃÃO frita quando eu a encontrar! Para além do que desligar o telefone na cara de alguém era o extremo da má educação! Pelo amor do…

E depois, para animar mais a festa, tinha-me aquela espécie de fantasma flutuante a aparecer-me de vez em quando! Quer dizer…A verdade é que o trabalho não me tinha deixado muito tempo nesta última semana, e por isso, não tinha tido tempo para propriamente pensar em tudo o que tinha acontecido naquela tarde há uma semana, ou no facto do ChangMin ainda continuar por ali. A verdade é que não tinha falado com ele sobre a possibilidade de o ajudar. Estava a tentar pôr os meus pensamentos em ordem primeiramente e o ter ficado presa no trabalho quase 18 horas diárias não ajudava em nada! Também tinha que confessar que ele não tinha feito nenhuma pergunta. Nem dado nenhuma resposta, que o valha! Se calhar devia pensar melhor sobre aquilo. Eu pensava sobre as coisas! Não fazia tudo simplesmente do nada!

De qualquer maneira, o do café ainda estava no absoluto segredo para mim! Não conseguia decifrar que sensação estranha tinha sido aquela, como presenças presas àquelas raparigas. Ou o que tinha acontecido com a mais nova. Era impossível não se ficar a pensar naquilo, não é?
Definitivamente tenho que começar por algum lado! E já sei por onde! Na casa da Ahri!”


A loira pousou a caneta, agarrou no monte de papeis em cima da sua mesa, escolheu alguns, meteu numa capa e dirigiu-se a casa.

Quando chegou, um rapaz estava sentado em frente à televisão. Já não ficava surpreendida, mas desta vez, ele estava a ver música. Sempre que o via, ele estava a ver música. Encolheu os ombros. Provavelmente gostava de música. Nisto, ouviu uma voz chamá-la.

-Lili, acho que devias mesmo ver isto!


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eu disse que ERA estupido!

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Seg Nov 23, 2009 3:27 pm

Ok isto so pode um plot contra mim

Tu e a Ahri kerem matar-me
Se eu morrer eu vou culpar vocês as duas

Amei o capítulo se bem que tb tou mortinha pra nos voltarmos a encontrar todas Razz
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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Seg Nov 23, 2009 4:09 pm

Ta calada Shyra... eu morro de inveja! Tu ao menos ves alguma acção... a minha personagem n ve nenhuma, nem aqui nem na rumo!
-.-' Crying or Very sad Porra de sorte!

E CONSEGUES ACABAR ESTA PORRA AQUI... ASSIM!?
Quero mais! Muito Mais!
Menos ais, menos ais, menos ais.... (dsclp, n pode evitar XD)

Anyway dizer q amei esta pequena parte é mt mt pouco. Derreti-m com a parte da shyra e a da Munny é completamente louca... a tua é aquela velha base... é sempre bom saber q pode haver mt mais acção com o mete nojo! Muahaha! A da Lili é psicotica e prestes a deixar imensas revelações com toda a certeza....

Mas.... "Preciso de falar contigo"?
Consegues acabar isto assim e matar-m aos bocadinhos enquanto n volta a haver intereacção entre mim e o trinca espinhas?
-.-' estas a matar-m com os rodeios!

CONTINUA E RAPIDO

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Ter Nov 24, 2009 1:51 am

Como já tinha dito...está altamente!!!!
Mas despacha-te lool

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MensagemAssunto: Re: [DBSK/TVXQ FanFic] "Destino"   Ter Nov 24, 2009 4:06 am

NOTAS DA AUTORA: sim, nao me matam que ele tambem é o meu fav, ok?? e sim, ela bazou pa todo o sempre! saiu da historia!!! so pa nao ter que confirmar isto...NAO, eles nao voltam, boa?? nenhum dos dois!!! enjoy, don't kill me pork depois n há fic e...bem...enjoy! ^^

"As nossas vidas começam a acabar no dia em que nos silenciamos sobre as coisas que importam."

Martin Luther King


[Capítulo 6 – “Cinco descobertas”]

[Parte 5 – “Annyeong”]

-Como era a rapariga que te deu o bilhete que dizia “Destino”?

O rapaz olhou-a com desconfiança.

-Como é que ela era?

-Sim!

-Bem…Huh…Era… - começou ele, confuso. – Tinha cabelos negros, compriiiidos, e tinha umas roupas brancas. Era estranho, fazia um contraste estranho com os cabelos. O que mais me chamou a atenção foi os olhos. Eram estranhos. Era assim como uma cor indefinida…Não te sei explicar muito bem. Mas…Porquê? Sabes quem ela é?

-Pois, não sei muito bem…Mas vou descobrir.

-Quem era lá fora?

-Ninguém importante…

-Ah…Ok…

Suri mirou o rapaz. Talvez devesse dizer o que ia na sua mente. Mas, tinha medo de se estar a desviar das suas convictas certezas científicas, por isso, manteve-se calada. Talvez nem sequer tivesse qualquer relação com nada. Não sabia bem já em que estava a pensar. De facto, nem sequer sabia o que fazer em relação a JunSu a não ser manter-se atenta aos seus sinais vitais, que não mudavam há semanas. Era como velar por um fantasma. E, nos últimos dias, não percebia porque o fazia. Decidiu afastar aqueles momentos por agora e mudar de assunto.

-Hey…Uma coisa que eu sempre me perguntei…Quem manda estes cestos de fruta? – perguntou ela, pegando distraidamente numa pêra.

Ele olhou noutra direcção, tentando evitar o olhar da jovem.

-A minha tia… - respondeu, distraído.

-E porque é que ela não te vem visitar?

-Provavelmente com medo que eu morra.

Ela virou-se abruptamente na direcção do rapaz translúcido.

-O que raio queres dizer com isso? Tu não vais morrer!

-Estou fora do meu corpo a olhar para ele há semanas…Acho que não me restam muitas hipóteses…Só tenho pena que—

-Estás a falar de quê? – voltou a jovem, preocupada.

-Os meus pais morreram quando eu tinha 10 anos, Suri. – disse ele, virando-se e encarando-a, com olhos tristes. – Foi um acidente na escola. Eu caí, magoei-me e, por precaução, os professores levaram-me ao hospital. Os meus pais foram avisados, mas quando iam para a garagem, buscar o carro, um curto-circuito no elevador fez com que o elevador… - voltou a virar-se para a janela, fitando o infinito. – Eles nunca chegaram.

Suri levantou-se e aproximou-se um pouco, afastando-se novamente.

-Lamento imenso.

-Por isso é que provavelmente ela não vem. Ela cuidou de mim depois dos meus pais morrerem e eu tornei-me cada vez mais distante com o tempo. Ela tem medo de me perder. – olhou para o seu corpo inerte na cama. – O que provavelmente vai ser o mais certo…

Ela tentou falar, consolá-lo, mas a verdade é que não sabia o que dizer.

-Vou…Tomar um café…Volto já.

Saiu do quarto escuro e suspirou. Nunca imaginou que JunSu tivesse um passado tão trágico. E o pior, é que ela não era propriamente a melhor a tentar consolar esse tipo de almas, por isso, não sabia mesmo o que fazer. Tirou o café da máquina perto do fim do corredor e encostou-se à parede. Pensou que deveria voltar para Portugal. De facto, já não era a primeira vez que aquele pensamento lhe ocorria. Suspirou. Quando tudo isto tivesse acalmado, ir-se-ia embora. Sabia que só tinham passado umas semanas, mas simplesmente não se estava a dar ali. Para quê insistir? Sim, ir-se-ia embora o mais depressa possível.

Os seus pensamentos rapidamente foram cortados quando uma multidão de batas brancas passou por ela a correr, dirigindo-se ao quarto onde estava JunSu. Teve um pressentimento muito mau, largou o café, que se estilhaçou no chão, ruidosamente e começou a correr na mesma direcção.

Quando chegou lá, os seus temores confirmaram-se. Havia meia dúzia de batas brancas à volta do corpo de JunSu e os aparelhos emitiam o som que ninguém quer ouvir. Depois de longos minutos de tentativa de reanimação, Suri olhou em volta do quarto até o encontrar. Estava em frente à janela, olhando para um infinito perdido outra vez. Mas desta vez, era diferente. Era como se estivesse a despedir. A jovem avançou uns passos e uma lágrima quente caiu-lhe da face.

O rapaz sorriu ternamente e abriu a boca. Ela leu-lhe os lábios. “Annyeong”. Ele atravessou a parede e desapareceu.

Suri avançou mais e viu que os médicos faziam tudo no seu alcance para trazê-lo de volta, mas ela sabia que era tarde demais. Olhou para o ecrã, cuja linha do batimento cardíaco continuava numa anormal linha recta e percebeu que tinha tudo acabado. Foram poucos momentos de silêncio que souberam a eternidade. No fim, tudo é silencioso.

Os médicos deram a hora de óbito e saíram do quarto.

Só aí, a rapariga de cabelos encaracolados percebeu que não estava sozinha no quarto. Estava ali uma mulher, que chorava compulsivamente ao pé do corpo já sem vida do jovem coreano. Não se atreveu a avançar a não ser quando ela se levantou e falou, aparentemente para ninguém.

-Ele gostava tanto de fruta…Enviei-lhe tantos…E mesmo assim…Perdi-o! Oh meu Deus… - disse, soluçando. Virou-se na direcção da Suri e só aí se apercebeu da presença desta.

-Olá. – disse a outra.

-Quem é você?

-Desculpe…Eu…Estava com ele…

-Era amiga dele?

-Nem por isso, não…

A mulher mais velha aproximou-se com ar desconfiado.

-Ele conheci-a?

-Não, mas…

-ENTÃO o que está a fazer aqui? Eu quero o meu sobrinho honrado, por isso se não era familiar nem amiga, saia daqui. – dizendo isto, agarrou Suri pelos braços e atirou-a contra a parede, fazendo com que esta batesse a cabeça, e saiu do quarto.

Suri tentou lutar contra a dor, mas não se conseguia levantar, e, com um último relance a JunSu, caiu, desmaiada.

Acordou o que pareceu muitas horas depois, rodeada pela sua “família”.

-O que aconteceu? – disse, tentando levantar-se.

Foi Hyun Shin quem falou.

-O médico diz que estavas num quarto, desmaiada e que bateste com a cabeça com bastante força, por isso, não te esforces muito.

-O que é que eu estava a fazer nesse tal quarto? – perguntou ela novamente, muito séria.

Todos os membros da família se miraram.

-Huh…O rapaz…Acho que era o quarto dele. – voltou a responder Hyun Shin.

-Que rapaz?

Suri parecia verdadeiramente confusa. Desta vez foi a vez de Chung Ae.

-O JunSu, claro, Suri! – respondeu, como que afirmando algo que era obvio.

-Quem é esse JunSu? Não estou mesmo a perceber nada disto!

Toda a família voltou a olhar-se.

-Vou chamar um médico. – disse Ae Cha, saindo da sala.

Quando o médico chegou, não demorou muito para fazer o diagnóstico.

-Amnésia Lagunar. – disse, solenemente. – É um tipo especial de amnésia, pois o paciente só se esquece de uma parte de algo…O resto das memórias permanece intacto. É bem possível que tenha sido efeito da pancada.

-Tem volta? Quer dizer…Ela pode voltar a lembrar-se disso? – perguntou Hyun.

-Não me parece provável. Ela escondeu essas memórias numa parte da sua mente agora inacessível à consciência. Não me parece possível que elas voltem… - terminou o médico, abandonando o compartimento.

Hyun e os restantes olharam Suri, que continuava a leste de tudo o que se estava a passar.



-Então…Vais-te mesmo embora? – perguntou Ae Cha.

-Sim! Definitivamente a Coreia não é para mim. E aparentemente, perdi um bocado da minha memoria, por isso, antes de fazer mais asneiras, é melhor que me vá embora. Muito obrigada por tudo o que fizeram durante estas semanas. Isso, eu nunca vou esquecer. – respondeu Suri, abraçando todos os membros da sua temporária família.

Entrou no avião, nunca olhando para trás, sem sentir saudades de nada, mas mesmo assim perguntando-se porque sonhos de um rapaz dizendo-lhe ‘adeus’ povoavam as suas noites. Não recuperou nunca mais o que tinha perdido e esses pequenos fragmentos de existência ficaram perdidos para apenas aqueles que observavam e sabiam para lá da sabedoria.

Suri não voltou nunca mais à Coreia e toda a sua vida decorreu como normal. Nunca descobriu a pequena parte da sua alma que tinha sido deixada naquelas semanas passadas num país do outro lado do mundo.

Seria isso algo mau? Algo bom? Interessaria alguma dessas respostas?


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e NAO, eles nao voltam!!! nao me matem! comments! =D

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