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 Rumo ao Paraiso

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AutorMensagem
Lili
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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Sex Mar 18, 2011 3:05 am

UUUHHHHH Adorei!!!!

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Seg Mar 28, 2011 5:37 am

HELLO! Como estão?
Hello again! it's me! you're least favorite fanfic writer! Muahahaha
Só para vos sar mais um pedacinho de fanfic!
Yep... há mais very soon prometo!
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"To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour."

William Blake in Auguries of Innocence




Capitulo 12
Passado

(Continuação)




5º Donghae


Abri lentamente os olhos. Sonolência pura. “Só mais 5 minutos”, pensei. Mas ao tentar virar-me de lado na cama apercebi-me que não estava de todo na cama, debaixo de mim não havia lençóis ou colchão apenas terra, erva e algumas pedras que me magoavam o corpo. Massajei o braço dorido e a anca. Como raio ali viera parar? Lembrei-me de correr para o Yunho antes que ele pudesse fazer uma estupidez e depois aquela luz branca. Nunca vira nada assim. Como se o mundo houvesse explodido em luz, sentira o meu corpo ser levado pelo impacto da suposta explosão mas depois disso tudo se havia convertido em sonho. Sonhei com prados verdes e cavaleiros montados a cavalo, uma rapariga de longos cabelos como fogo e acordei ali. Olhei à minha volta para dar de caras com uma outra rapariga. Não a conheci logo mas quando me aproximei reparei que era Bony. Ela mexeu-se e abriu os olhos. Esperei que dissesse algo mas levantou-se muito depressa e olhou em volta.

– Onde estamos? – acabou por perguntar.

– Boa pergunta, eu também não sei.

– Onde quer que estejamos, não estamos sequer perto do acampamento. – observou uma voz suave atrás de nós. Virei-me para dar de caras com Lee Junki

“Nice,” pensei “porque é que eu tenho que o aturar?” olhei-o: – Onde estão os outros?

Ele encolheu os ombros: – Vocês são os primeiros que encontro. Estava a procura de mais alguém mas nem o meu telemóvel funciona. Não tenho rede.

Olhei o meu telemóvel: – Só números de emergência? Estranho. Também não tenho rede.

A rapariga resmungou algo que não entendi e olhou o telemóvel dela e voltou a enfia-lo rapidamente no bolso escondido nas saias com ar chateado: – E agora?

– Vamos procurar os outros, não? – observei.

Atrás de nós alguém gritou por Ahri. Junki olhou na direcção do grito: – Aquilo era o Yunho!

Sem mais perguntas ou explicações começou a correr naquela direcção.

Olhei a rapariga e segui-o.

Mais à frente deparamo-nos com Leeteuk e Hankyung acompanhados por Changmin, Munny e Lili. Junki olhou-os por momentos e voltou a correr vendo que nem Yunho nem Ahri ali estavam. Eu virei-me para Leeteuk: – Ouviste?

– Sim. Mas não estão aqui!

Seguimos todos um muito apressado Junki para nos depararmos com uma cena algo estranha: Nayo, Yoochun, Shyra, Jae e Yunho estavam rodeados de figurantes vestidos de arqueiros que lhes apontavam as setas ameaçadoramente. Olhei a volta em busca de câmaras. De certeza que tínhamos interrompido as filmagens. Mas não vi nada, nem câmaras, nem mais staff e nem sequer iluminação. Mas que raio se passava ali?

Junki parecia espantado também pois ficara ali parado a observar aquilo.

Nayo fitou um dos homens: – Que me chamou?

Junki fitou-a e depois olhou para o chão e passou pelos homens como uma bala afastando Yunho com um safanão: – Que aconteceu? Que lhe fizeste?

Yunho olhou-o chateado e empurrou-o para o lado voltando a fazer pressão na ferida sangrenta de Ahri que, só nesse momento vi, estava estendida no chão inconsciente rodeada de uma poça de sangue.

– Isto é tudo culpa tua! Não sei porque me perguntas a mim!?

– Afastem-se da princesa Ahriana! Que lhe fizeram? – perguntou o homem com quem Nayo falara.

Junki moveu-se com tanta rapidez que nem percebi o que estava a fazer até ver que tinha uma faca, ou adaga ou lá o que era junto a garganta do homem: – Eles que baixem os arcos! JÁ! Onde estamos? Quem são vocês e porque os atacaram?

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Dom Abr 03, 2011 3:11 pm

Yellow! *-* Como estão vocês, meus amores?
Pronto, sei q esta fic é sempre Bue grande e uma potente seca... mas para quem quiser aqui fica mais um pedacinho e finalmente algumas luzes sobre o q s passa!^^
Espero q gostem! Enjoy!
(-.- AGORA ninguém se pode queixar q é pouco!)
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Capitulo 12
Passado

(Continuação)




6º Yunho

Recuperei os sentidos lentamente enquanto me tentava recordar o que se havia passado para estar ali naquele momento. Há minha volta o verde imperava como uma cortina tecida de um sonho distante à medida que recuperava os sentidos. Não havia qualquer som que não o restolhar de vento nas árvores altas e na erva rasteira, os pássaros a cantar nos ramos e um qualquer animal que percorria o solo, provavelmente, em busca de alimento. Ergui-me sobre o braço direito e cocei a cabeça apercebendo-me que cair sobre a raiz de uma árvore não fora a melhor das ideias e deixara-me um galo sobre o lado esquerdo da cabeça.

Só então me apercebi que o cotovelo estava coberto de sangue, quente e pegajoso. Procurei a ferida que libertava tamanha quantidade de sangue para me aperceber de que não era meu. Um arrepio de medo percorreu-me o corpo como um raio de corrente eléctrica. Deitada a meu lado e apoiada na palma da minha mão, por onde escorria o sangue até ao cotovelo, estava Ahri. Não soube se haveria de gritar ou de lhe mexer. Gritei o nome dela como se a sua voz pertencesse a uma espécie de sonho distante. A mente estava em branco.

– Ahri!

A voz parecia não ser minha mas o ardor que sentia na garganta garantia-me que fora eu a gritar o nome dela, qual animal ferido. Virei-a para encontrar um galho espetado no ombro direito dela, pela quantidade de sangue atingira alguma veia de importância. Ia para despir uma peça de roupa quando me apercebi que ainda estava com as roupas do drama. “Raios!” pensei rasgando a bainha das roupas compridas, parecia um idiota num daqueles filmes de acção baratos de Hollywood, só faltava o Steven Seagal e um bando de idiotas do mal de terceira categoria para que aquilo fosse mesmo uma espécie de adaptação barata a filme.

No momento em que puxei o ramo cravado na carne tenra do ombro esquerdo ela apenas soltou uma golfada de ar maior e continuou adormecida como que alheia ao que parecia suceder com o mundo fora daquele onde os seus sonhos a haviam transportado. Se ela não acordara não estava apenas desmaiada, quanto sangue teria perdido?

Jaejoong chegou acompanhado de Shyra amparando-a por esta coxear imenso. Assim que me olharam parecia que estavam a entrar numa sequela a 3 dimensões do Saw, pelo menos pelas caras deles. Eu estava coberto de sangue e fazia pressão sobre o ombro magoado de Ahri, não os recriminava por pensarem assim.

– Oh meu Deus! – exclamou Shyra ficando lívida.

– Que se passou? – perguntou Jae ajoelhando-se ao lado de Ahri mesmo em frente a mim. – Como…

– Ela tinha um ramo cravado no ombro. – expliquei – Bateu com a cabeça… tenho medo de a mexer mais… – a expressão de Jae fez-me calar e apenas ai me apercebi que estava a chorar.

Ajudou-me a fazer pressão sobre o ombro dela: – Não lhe devias ter tirado o ramo do ombro. Devias ter esperado por ajuda, pelos bombeiros ou pelo 112. – Olhou-me e depois olhou para a roupa dele e acabou por agarrar na minha roupa e rasgar mais tiras onde eu já tinha rasgado antes. – Já estava rasgado! – exclamou frente ao meu olhar de indignação. Já não bastava parecer um maluco qualquer que tinha fugido de um filme de terror de 5ª categoria e ainda tinha a acrescentar parecer um maltrapilho sem tento. Resumindo, quando a ambulância chegasse, eu parecia um maltrapilho sem tecto maluco que tinha fugido de um filme de terror de 5ª categoria. Em circunstâncias normais a casa teria vindo abaixo mas ela estava ali a sangrar nas minhas mãos, o escarlate que manchava a minha pele e as minhas roupas era a vida dela a fugir-me como água entre os dedos.

Ele ia a abrir a boca, provavelmente para me pedir para por as ligaduras improvisadas em cima das feridas que eu pressionava quando um grito vindo das minhas costas quase me ensurdeceu.

Nayo e Yoochun estavam parados atrás de mim, brancos. Ela correu a ajoelhar-se a meu lado. Tentei contar-lhe resumidamente o que se havia passado. Soube, pela expressão dela, que a única razão porque continuava com a cabeça sobre os ombros era qualquer coisa na minha face, talvez as lágrimas que ainda teimavam em cair.

– Sai já dai! – exclamou ela arrancando os trapos das mãos de Jae e dando-me um safanão. – Já chamaram a ambulância?

– Os nossos telefones não têm rede. – observou Jae apontando também Shyra – Yoochun…

– Eu também não tenho.

Olhou Nayo e esta ignorou-o atarefada trocando os trapos ensanguentados, que eu usara para fazer pressão, pelos limpos ligando-os a volta do tronco dela. Por fim lá grunhiu qualquer coisa que ninguém percebeu.

Yoochun mostrou duas peças ao abismado grupo e demoramos alguns segundos a perceber que eram partes do invalidado telemóvel de Nayo. Jae olhou Ahri.

– Nem vás por ai! – exclamou Nayo irritada.

– Porquê?

– Aposto a minha cabeça em como ela não o tem com ela. Essa cumida passa a vida a esquecer-se dele! – explicou.

Jae fitou-me e olhei-o meio atordoado com tudo aquilo: – Como te entendo… Yunho?

Encolhi os ombros. Não o tinha comigo, aliás conseguia sempre não o ter comigo quando necessitava dele era um facto que me irritava mas não conseguia evita-lo e naquele momento, da qual se teriam rido noutra situação, era um daqueles em que estava para alem de irritado com esse facto.

– Então? – perguntou Shyra a Nayo enquanto estava continuava de volta de Ahri.

– Estou a rezar para que tenha falhado uma artéria principal. – explicou ela – Nem sequer quero pensar nessa possibilidade. Quanto à cabeça, sem um raio x ou um TAC, não sei. Demasiado sangue. Além de que ainda não sou médica… mas ela está a perder demasiado sangue. – olhou Shyra como se a visse pela primeira vez – E tu?

– Ou torci ou parti o pé. – levantou as saias apenas o suficiente para que amiga pudesse ver o pé e parte da perna com vários ramos envoltos em ligaduras de tecido para manter a perna direita – Estás a olhar para o que sobre de parte de uma peça de roupa do Jae, o resto está no braço dele.

Eu e Nayo voltamo-nos ao mesmo tempo para Jae. Só então reparei no rasgão ensanguentado no braço direito de Jae: – Estás bem? – perguntei fitando o tamanho do corte, no mínimo tinha uns 10 cm, esperava que não fosse profundo.

– É só um cortezinho de nada. Nem sequer é fundo.

– Quem sois vós e o que fazeis aqui? – perguntou um homem saindo do meio do nada. De súbito mais homens armados com arcos e flechas se ergueram à sua volta apontando-as ameaçadoramente.

Yoochun e Nayo reviraram os olhos embora nós nos tenhamos assustado com eles. Tive vontade de saltar ao pescoço daquele actor de segunda armado em bom, será que o idiota não via que Ahri estava ferida!?

Nayo adiantou-se a mim e a expressão dela emanava um ódio tal que resolvi aceitar apenas ficar no lugar dela a fazer pressão na ferida de Ahri em vez de falar.

– Isto não é um puto de um filme! Nós não estamos a filmar, ela está ferida! Ou além de completamente burros são surdos?

O homem ficou surpreendido mas não como as suas palavras, nada a preparara para a pergunta que lhe varreria a alma como um vento árctico: – Princesa Miriam?

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Curiosas? Muahahah


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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Seg Abr 11, 2011 12:16 pm


Olá meus amores fofos! Como tão? Espero que bem! Ora como eu sou uma pessoa mt fixe *cof* *cof* e cumpro sempre o q prometo...
Hoje é segunda-feira e por conseguinte aqui vai ficar mais um pedaço do 12º capitulo... infelizmente isto está a ficar mt mas mesmo mt maior que o previsto... portanto lá vai a minha pessoa ter que dividir este capitulo em dois! Mas no worries, enquanto leitoras isso n vos afecta! ^^ Segunda-feira que vem tem mais um pedacinho aqui.... e assim sucessivamente.
Ora como eu falo pelos cotovelos e vocês provavelmente já passaram a frente do meu enfastiante discurso... ^^ Não me vou alongar mais
Espero, como sempre, que gostem... e claro como já devem ter percebido é a partir DESTE ponto que as coisas começam a ser reveladas!
Portanto aqui fica o ponto de vista do JunKi para responder a muitas das perguntas que me tem sido feitas...
Tirem as vossas próprias conclusões! Love u all! Bye!
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Capitulo 12
Passado

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7º JunKi

Levantei-me do chão de terra batida meio atordoado com o que tinha acontecido. A última coisa que me lembrava era o olhar assustado de Ahri e o idiota de serviço a armar-se em macho alfa. Se o idiota gostava dela porque não lho dizia de uma vez em vez de andar ali às voltas? Não que fizesse intenção de lhe dar as cartas mas não achava muito justo o jogo de cão e gato que ele fazia com ela. Ouvira os outros falar sobre umas lambadas que ela já lhe dera, merecidas pelo que ouvira, mas ao mesmo não gostara que quando ela estivera doente ele a ajudasse. Queria ter sido eu, no entanto, ela não se abria comigo.

Olhei em volta. Depois daquela estranhíssima luz branca que me mandara a voar pelos ares quando toquei na mão de Ahri ao mesmo tempo que o puto com problemas de personalidade acordara ali, num ermo no meio de nenhures. Sim! A minha sorte estava definitivamente a mudar.

Suspirei e puxei do telemóvel para aceder ao GPS mas não tinha rede. PERFEITO!

Não havia qualquer som que não o chilrear dos pássaros. Sentei-me no chão e ergui o rosto aos céus. Era bom sentir-me assim, sozinho, sem ninguém a chatear. Nada de fãs, nada de manager, nada de staff, nem poluição… nada que não eu, os meus pensamentos e a floresta à minha volta. Viera de um sítio como este quando chegara a Seul com apenas sonhos na minha bagagem e quase sem dinheiro. Ri para mim mesmo. Fora um aventureiro sonhador. Agora era uma “estrela” que não podia sair a rua sem ser reconhecido por uma multidão. Os jovens eram sem dúvida ingénuos.

Há uns quantos anos atrás nada me diria que arriscar fazer o papel de gay me daria tanta fama, correra um risco e ganhara os louros pelo meu árduo trabalho. Mas de que me adiantava agora? Não tinha liberdade no seu verdadeiro sentido, tudo quanto fazia acarretava uma multidão e às vezes sentia-se um vampiro por só puder viver escondido e a noite. Aquelas miúdas não sabiam no que se estavam a meter, sabia tantas histórias do que acontecia a jovens raparigas aspirantes a estrelas. Elas eram demasiado inocentes para perceberem no que se estavam a meter, eram demasiado puras para aquele mundo… tal como eu fora.

Confesso que me via um pouco nelas e por isso não ache que este seja o sítio para elas; o mundo é cruel para quem sonha, demasiado cruel.

Voltei a olhar a minha volta. Nem sinal de vida. Será que ninguém andava a nossa procura?

– Boa!

Teria sido apenas eu que tinha desaparecido? Aliás, porque raio estava ali? Não devia estar muito longe. Levantei-me. Ok. E agora para onde? Voltei a olhar o telemóvel. Malditas coisas que nunca funcionam quando são precisas. A regra básica de quando se está perdido é ficar quieto para não nos perdermos ainda mais. Mas tanto tempo depois era um bocado estranho que ninguém tivesse visto aquilo e vindo ver o que se passava. Era estranho porque aquela luz não fizera qualquer barulho. Apenas aquela sensação de ser lançado no ar e aterrado ali. A quantos metros estaria? Perscrutei novamente a floresta e novamente apenas o som do vento na folhagem e os pássaros nos ramos.

– Que se lixe!

Comecei a andar para a frente. Se fora lançado para trás… então talvez andando para a frente voltasse ao mesmo sítio.

Andei durante minutos, olhei o relógio, 1 hora após a tal luz. Se na próxima hora não encontrasse nada ligaria para o número de emergência e eles que me encontrassem. Eram 2h da tarde, não almoçara e mal tocara no pequeno-almoço, se é que alguém chamava aquilo pequeno-almoço. Malditas dietas de estrela, a vida não era fácil quando as pessoas nos julgam apenas pela imagem. Facto que me irritava tendo em conta que me comparavam com uma rapariga. Eu era tudo menos feminino, pelo menos comparado com certos “ídolos”, que podia eu fazer se tinha aquela cara? Lembrava-me das inúmeras vezes que as raparigas se atiravam a mim presumindo coisas que eu não era.

Suspirei e continuei a andar. Podia ser que ela fosse diferente e eu acreditava que era. Ri-me. Era engraçado como as coisas mudam de um momento para o outro. Tinha achado interessante a ideia do drama e gostara do perfil das raparigas. Confesso que achava que eram como as outras e que tudo quanto queriam era fama fácil, tinha pensado e trocar-lhes as voltas mas elas revelaram-se melhores que o esperado e agora esperava poder ajuda-las a não cometerem um erro. Soubera que uma delas já havia ido embora por não querer perder os estudos. Era uma miúda inteligente e por isso achava que as outras eram umas interesseiras. Estava tão enganado. Eram divertidas mesmo para quem observa de fora como eu fizera. Achava-as engraçadas e fofas. Puras. Não estavam manchadas por aquele mundo, eram verdadeiras e honestas. Não podia permitir que perdessem isso.

Aqueles miúdos idiotas não percebiam para onde as estavam a arrastar. Eram tão centrados neles próprios que não pensavam nas consequências que isso teria nas vidas delas. Aquele Yunho então? Esse irritava-me mesmo. Aquilo não se fazia a ninguém, era odiosa a forma como ele brincava com os sentimentos dela.

Estava a pensar nisso quando dei com Donghae e uma das raparigas. Se a memória não me falhava era a Bony.

– Onde estamos? – acabou perguntou a miúda obviamente irritada.

O rapaz olhou-a espantado: – Boa pergunta, eu também não sei.

– Onde quer que estejamos, não estamos sequer perto do acampamento. – observei.

Aparentemente nenhum deles deu pela minha presença pois olharam-me como se eu fosse a encarnação do mal. “Oh! Que bom! Mais uns.” Pensei. O rapaz olhou-me desconfiado: – Onde estão os outros?

Encolhi os ombros. “Comi-os!”, pensei, ou pelo menos pela expressão dele parecia que sim: – Vocês são os primeiros que encontro. Estava a procura de mais alguém mas nem o meu telemóvel funciona. Não tenho rede.

– Só números de emergência? Estranho. Também não tenho rede. – disse o rapaz mirando o telemóvel espantado.

– E agora? – perguntou Bony depois de confirmar que também ela não tinha rede e enfiado o telemóvel no bolso carrancuda.

Donghae pareceu aperceber-se do mau humor dela: – Vamos procurar os outros, não? – disse ele num tom cheio de ironia estava para me rir quando uma voz atrás de nós gritou por Ahri.

– Aquilo era o Yunho! – disse apercebendo-me que a voz dele era de terror. Oh meu Deus!

Sem pensar no que fazia corri com todas as forças na direcção daquele grito pensando no que teria acontecido. Ela estava bem no centro daquela explosão silenciosa. Seria possível que algo lhe tivesse acontecido?

Não muito a frente estava mais uma parte do nosso grupo. Olhei as suas caras de completo espanto por me verem e por também terem ouvido aquilo, pois estava escrito nos seus rostos, ela não estava ali. Continuei sem sequer falar. Mais tarde pedia-lhes desculpa. Agora não era hora para isso. Entrei numa espécie de clareira e o coração caiu-me aos pés.

Nayo, Yoochun, Shyra, Jae e Yunho estavam rodeados de figurantes vestidos de arqueiros que lhes apontavam as setas com ar ameaçador e um homem olhava-os com cara de poucos amigos. Ok, o Yunho não era assim tão bom actor mas estariam eles a filmar? Que raio se passava ali. Não havia câmaras ou staff vestido normal. Nos estávamos com as roupas do drama e os figurantes também mas não havia mais ninguém. Ensaios? Então e a tal explosão? Teria eu sonhado? Era provável porque era algo estranho.

O homem que parecia o líder olhou Nayo aparentemente inconsciente da minha presença, senti os outros aproximarem-se atrás de mim. Então Nayo respondeu a uma qualquer pergunta que ele fizera mas que eu não ouvira: – Que me chamou?

Olhei-a. Não me lembrava-a daquilo no guião e foi então que a vi, estendida no chão a sangrar, corri para ela e afastei o puto com um safanão e depois de ver o estado lastimável em que estava voltei a olha-lo. Ele parecia que tinha sido desenterrado, parecia ter estado a chorar: – Que aconteceu? Que lhe fizeste?

Ele lançou-me o seu característico olhar matador e empurrou-me para o lado e voltou a fazer pressão sobre o ombro dela. Estava coberto de sangue e percebi que era dela. Que raio de homem era ele que não podia proteger uma mulher?

– Isto é tudo culpa tua! Não sei porque me perguntas a mim!? – perguntou-me irritado.

Ia para o mandar para um certo sítio quando o homem para quem Nayo falara voltou a usar da palavra: – Afastem-se da princesa Ahriana! Que lhe fizeram?

O tipo estava a irritar-me. Levantei-me e num dos movimentos que aprendera que usava como quem respira, aproximei-me dele roubando-lhe a adaga que trazia a cintura e premindo-a contra a garganta dele. Olhei os homens com os arcos: – Eles que baixem os arcos! JÁ! Onde estamos? Quem são vocês e porque os atacaram?

Tencionara apenas assusta-lo para se afastar pois Ahri estava ferida a sério e eles pareciam não perceber que isto não era a fingir mas quando desembainhei a adaga da sua bainha… de uma coisa eu tinha certeza absoluta: aqueles homens não eram figurantes pois aquela lâmina era verdadeira.



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Sim, o homem pensa imenso!
-.- Agora NINGUÉM se pode queixar que isto é pouco!

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Ter Abr 12, 2011 6:02 am

Epa que mau humor haha

Esperando impaciente pelo o próximo

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Dom Abr 24, 2011 1:14 pm


Ora aqui está ele!
A parte do capitulo 12 q responde a todas as perguntas! Muahaha!
Espero q gostem
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Capitulo 12
Passado

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8º Jaejoong


Se a pergunta do homem me espantara a reacção de Junki pasmara-me. Ele era rápido mas a alteração na sua expressão quando tocara na adaga fez correr um arrepio pela minha espinha. Contrariamente ao que aparentava eu vira o medo correr o olhar dele antes de ele se recompor. Algo não estava bem e apressei-me a colocar-me a frente da Angel.
O homem que Junki ameaçava com a adaga fez sinal aos outros para baixarem os arcos mas não pareceu apaziguado. Estava no mínimo irritado.
– Eu também quero saber quem vocês são e o que fizeram a princesa, baixámos as armas agora permitam-nos cuidar dela. Quais são as vossas exigências? – perguntou ele com cara de poucos amigos.
– Nós? – perguntei estupefacto – Vocês é que não perceberam que não estamos a filmar e nem se aperceberam que ela está mesmo ferida, aliás, não é só ela.
O homem mirou-me como um burro miraria um palácio e prostrou-se de joelhos em menos de nada: – Alteza!
Todos, sem excepção, me olharam espantados, se bem que por diferentes razões. Senti-me uma atracção de circo. Alteza? Ok, aquilo era um bocado exagerado, não?
O homem continuou, ainda ajoelhado: – Perdão, príncipe Raigain, não tinha percebido que éreis vós.
Olhei o homem: – Quem?
O homem fitou-me confuso: – Alteza?
Nayo olhou-me de boca aberta mas depois recompôs-se: – Ela precisa de ajuda seu idiota! – gritou para o homem que apesar do espanto obvio com a rudeza dela se dirigiu imediatamente a Ahri.
Junki olhou a adaga e aproximou-se de mim: – Eles não são figurantes. – disse em tom baixo.
Fitei-o: – Não percebo.
– Aqueles homens trazem armas a sério. – disse entregando-me a adaga. Era pesada e a lâmina afiada – Tinha apenas intenção de os assustar mas quando peguei nela soube que não eram figurantes.
Angel fitou-nos atónita: – Que raio quer isso dizer? Mas eles estão vestidos de figurantes!
– E quem raio é o Raigain? – perguntei em surdina mais para mim que para eles.
Enquanto Nayo tentava afastar um teimoso Yunho de Ahri tentando permitir que o homem a ajudasse foi a vez de Yoochun se aproximar: – Acho que ele TE chamou Raigain.
– Eu acho que sei onde estamos. – disse Changmin parecendo materializar-se do nada.
Olhamo-lo espantados mas ele continuou calado.
– Estamos a espera da resposta! – exclamou Bony irritada – Se sabes falas ou então calas-te!
Changmin olhou-a com desdém: – Não ias entender de qualquer maneira, não percebo porque te interessa, aliás, se estamos onde penso que estamos Tu nem devias estar aqui.
Ela parecia estar a tentar incinera-lo com o olhar.
O homem falou antes que alguém tentasse jogar-se ao pescoço de alguém: – Alteza, com a sua permissão, levaremos a princesa para o castelo. Aqui nada podemos fazer.
Olhei-o: – Deixe lá ver se eu percebo… eu sou a “alteza” a quem se refere e com isso quer dizer que acha que me chamo Raigain?
Antes que o homem pudesse dar voz ao espalho que lhe espelhava o rosto Nayo cortou-me a palavra: – Ele está apenas um pouco abalado. Levem-na. Trataremos dela lá e explicaremos o que se passa.
Um dos homens dirigiu-se a Yunho: – Comandante, seguimos os trilhos da floresta mas não encontramos quaisquer sinais de lobos ou sequer ursos.
Fitei Yunho que parecia prestes a mandar o pobre homem para um certo sítio até parecer aperceber-se de algo. Ao ver a luz do reconhecimento brilhar no olhar dele apercebi-me instantaneamente de onde estava.
Era impossível! Inconcebível. Não! Tinha que haver uma explicação. Aquilo não era cientificamente possível!
Recordei-me de uma das conversas com Changmin e fitei-o atónito. Este apenas acenou afirmativamente com a cabeça. Não podia acreditar. Olhei Nayo e a inconsciente Ahri. Irmãs. O pensamento bailou-me na mente enquanto me apercebia porque gostava tanto de ambas e de uma forma tão protectora. Angel apertou-me o braço tentando perceber o que se passava e beijei-lhe a testa sussurrando que depois lhe contava.
Então o meu nome ali era Raigain. Estranho. Yunho era um comandante. Sorri, pelo menos eu era rei, essa ele não podia bater.
Junki olhava-me sem perceber fiz-lhe sinal e esboçando “depois” com os lábios. O rapaz estava no mínimo espantado. Não parava de olhar Ahri. Fitei Yunho, as coisas não estavam boas para o lado dele. Junki parecia também gostar de Ahri e começava a revelar um carácter diferente do que havíamos imaginado. Mas Junki e Yunho aparte, aquilo não estava a melhorar para o lado de ninguém. Se estávamos realmente onde supunha que estávamos, voltar ia ser algo muito difícil.
Aliás, perguntava-me como raio ali havíamos ido parar. Fitei novamente Yunho e Junki. Naquele triângulo amoroso estava a resposta, disso tinha a certeza; tanto quanto tinha a certeza que com eles estava a causa de ali estarmos.
O homem voltou a olhar-me. Ok! Se eu não dissesse algo que fizesse sentido para ele estávamos em maus lençóis, mas por mais que pensasse não sabia agir como uma “alteza”. Nunca fui muito do tipo de mandar nas pessoas embora me dissessem que sim, para mim pedir era diferente de mandar embora o Yunho fosse sempre o primeiro a discordar, ele sim parecia que tinha sido rei em outra vida pois passava a vida a dizer a todo o mundo o que fazer. Fitei o homem e levantei um pouco o queixo. Era assim que se fazia certo? As roupas vinham mesmo a calhar. Fingi sacudir o pó inexistente das minhas roupas: – Ouviram a princesa Nay… uh, Miriam. Levem-na. Chamem… uh… o médico real! Que a trate o melhor que puderem.
Nayo fitou-me e vi que continha o riso. Oh boa! Tinha a certeza que ia ser gozado por isto para o resto dos meus dias.
Em menos de nada os homens tinham montado uma espécie de maca na qual colocaram Ahri sob o olhar atento de Nayo que esbracejava e berrava a cada desvio de milímetros às precisas ordens dela. Definitivamente não queria estar na lista negra daquela miúda. Irmã. O pensamento voltou a inundar-me a mente, eu já tinha 4 irmãs, estava habituado à ideia mas não percebia porque é que aquelas duas me tocavam de maneira tão especial.
– Comandante, regressamos também ao castelo? – perguntou o homem novamente a Yunho.
Este arregalou os olhos: – Eu? Sei lá!
Chagmin que estava mais perto dele deu-lhe uma cotovelada de tal ordem que até a mim doeu e fez-lhe sinal para corroborar com eles. Yunho revirou os olhos e olhou o homem e depois a maca improvisada em que transportavam Ahri: – Certifica-te que nada mais lhe acontece. Huh… – olhou-me – … escoltem-na até ao castelo.
Junsu fitava-nos com uma cara que eu apenas podia por como “parvo”. Donghae não lhe estava muito atrás e se Leeteuk percebera o que se estava a passar não o demonstrava mas pelo menos mantinha a compostura.
Os homens começaram a andar carregando Ahri com Nayo no seu encalço e estava para os seguir quando alguém me agarrou por um braço: – Que raio se passa aqui? – perguntou Hankyung.
Era uma boa pergunta, tão boa que nem eu sabia a resposta. Yunho cortou-me a palavra: – Aqui não. Depois explicamos.
Acabamos por seguir os homens em silêncio. Leeteuk ajudou-me a amparar Angel que se recusara que eu a carregasse as costas. Ninguém mais falava mas o som dos passos no nosso enorme grupo batia ritmicamente no chão macio da floresta como uma espécie de marcha fúnebre.
Quando avistamos uma aldeia ouvi Yoochun suspirar um “oh meu deus” ao meu lado e tirei os olhos de Angel para me deparar com um cenário que não me era desconhecido. Um castelo de paredes de pedra de ar robusto destacava-se no cimo de um pequeno monte, ladeado por pequenas casas de pedra e madeira. Era um castelo simples, nada imponente, quase parecia uma casa de maiores dimensões, um toque quase aconchegante causou-lhe arrepios na espinha.
Caminhamos pelas ruas de terra batida e pedra da vila antiga. As casas de madeira e palha eram rústicas mas agitadas de vida. Tentei não olhar ninguém, não queria atrasar-me, tinha que perceber o que se passava. Entramos no salão principal e mais pessoas se dirigiram aos homens que traziam Ahri. Outras dirigiram-se a mim para me tirar Angel dos braços.
Acompanhei-as a uma sala contígua.
– Não! Quem não está ferido espera do lado de fora! – exclamou uma mulher em tom de comando. Aproveitando que Nayo se recusara a ficar do lado de fora acompanhei Angel. Estranhei que ninguém lhe fizesse grande frente, aliás, se calhar também já a conheciam. Mas não me parecia que a tivessem deixado entrar para apaziguar o seu temperamento, parecia que queriam que ela entrasse.
Assim que entramos começaram logo a mexer nas ligaduras da perna de Angel. Aparentemente aquilo era o melhor que podia ser feito. Foi como um murro no estômago quando Nayo levantou o ultimo bocado de tecido do ombro de Ahri. Angel soluçou e reparei que os músculos do maxilar de Yunho estavam retesados devido à força que fazia. Com tanta força ainda lascava um dos seus preciosos dentes de porcelana. Fixei-o. Como o tinham deixado entrar se não estava ferido? Devia ser por estar coberto de sangue e pensarem que também estava ferido.
Percebi que os soluços de Angel se tornavam em algo menos aconselhável e resolvi tira-la dali antes que vomita-se o pouco que tinha no estômago.
Quando fechei a porta atrás de mim um Junki branco como a cal ficou tão próximo de mim que o seu nariz quase roçava o meu enquanto falava desalmadamente. Confesso que só depois de ele estar, já calado, a olhar para mim há um bom minuto é que me apercebi que queria saber do estado de Ahri.
– A Nayo está ainda a tratar dela, não sabemos. – notou-se a sua decepção.
Olhou Angel: – Que tem?
– Acho que não suporta bem o sangue. – expliquei olhando-o de lado e perguntando-me qual seria o súbito interesse. Não lhe bastava a Ahri?
Ele tirou algo de um bolso. Era uma bolsa pequena preta e quando a abriu quase me caiu o queixo: estava cheia de comprimidos.
Ele riu-se: – Sim! Eu sei o que parece. Sou um bocado azarado com a saúde. Passo a vida a ficar constipado por isso trago sempre comigo comprimidos para tudo. Nunca se sabe, quando se está nesta vida nunca é de mais estar-se prevenido. – disse entregando um comprimido a Angel – Toma! Para o enjoo.
Comecei a rir e ele e Angel olharam-me de lado: – Oh! Não me olhem assim, se soubessem de que me estou a rir!
– Podias partilhar ou então não fazer figura! – observou Angel não muito feliz.
– O Yunho… – comecei – … ele faz o mesmo!
Angel ainda se tentou conter mas desatou a rir a gargalhada: – A Ahri sabe mesmo escolhe-los!
Junki soltou um “Pfu” de descontentamento, guardou a carteira e sentou-se num banco de braços cruzados visivelmente amuado.
Angel pediu-me ajuda para se sentar ao lado dele: – Obrigado! – disse ela – Mas se o Yunho continuar assim não tens muito que temer.
– Isto não é uma guerra Ângela! Confesso que a acho interessante mas não a conheço bem, no entanto, algo me atrai imenso a ela. – explicou ele – Mas – olhou à volta – isto tudo é de loucos! Não faço ideia de onde estou, de como aqui vim parar ou como saiu daqui! No entanto essa atracção que sinto a ela, para adicionar ainda mais loucura a coisa a coisa, parece estar na origem de tudo isto.
– Eu acho que sei onde estamos. – disse Changmin levantando-se – Voltamos atrás no tempo! Estamos no nosso passado! Todos nós, ou pelo menos parte, já nos conhecemos em vidas passadas… este é o nosso passado.




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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Ter Ago 09, 2011 4:38 pm

Olá pessoas! Recordados de mim? Aliás... recordados da existência desta fic?
Pois é! Aqui estou eu novamente... e para compensar isto é grande como tudo! -.-
Sei que o forum está basicamente morto... -.- mas a lili n ta no outro onde costumo postar isto... portanto... sim, lili, é basicamente por ti q ainda aqui venho postar isto
Confesso que esta fic está quase mais para livro q para fanfic... mas pronto... Se calhar edito a fic em vez d editar o livro, q acham!? XD
Anyway espero que gostem. kissu!
Nota: O Lee Jun Ki é católico... mas para a fanfic mudou de religião! XD
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Capitulo 12
Passado

(Continuação)




9º Yoochun

Olhei Changmin com o coração apertado. Qualquer pessoa no seu devido juízo o apelidaria de louco mas com tudo o que já havia presenciado sabia melhor. A atracção de Junki e Yunho por Ahri, a minha por Nayo e a de Jae por a Ângela tinha que ter uma explicação lógica e todos aqueles sonhos malucos que tínhamos partilhado entre nos antes de elas aparecerem pareciam começar a fazer algum sentido, se é que uma loucura assim podia fazer qualquer tipo de sentido. Apercebi-me que Hankyung arregalava os olhos, estupefacto, e Donghae resmungava qualquer coisa em voz baixa. Então para nosso grande espanto Junsu fez uso da palavra para nos espantar.

– Devo concluir que nem todos nós partilhamos o mesmo passado, portanto estamos aqui por arrasto. – observou – Mas que podemos nós fazer? Se isto é mesmo o passado e se confirmam as nossas ideias loucas, que se pode fazer? Como voltar?

Para mim ele apenas punha por palavras o que eu pensava desde que chegara ali: – Se soubéssemos acho que não seria o problema em causa.

Ele suspirou: – Acho que já passamos a parte óbvia. – reclamou – Ainda assim não pertencemos aqui, se isto é o passado… onde está o nosso “eu” desta era?

– Pondo a teoria que concorde com esta ideia tresloucada, – começou Donghae – há a possibilidade de isto der uma realidade aparte. Uma espécie de transe mútuo. Afinal se uma é verdade porque não as duas?

Bony abanou a cabeça: – Fazem noção do que estão a dizer? Tal coisa não é possível! Não existem realidades paralelas ou mesmo regressos ao passado. Tem que haver uma explicação lógica!

Cruzando os braços sobre o peito foi Jae quem fez a pergunta que todos tínhamos em mente: – Que sugeres então? Onde estamos?

– E faz lá algum sentido isto? Voltar atrás no tempo porque alguém gosta de alguém? Isso não existe. Vocês não estão bem da cabeça. – resmungou ela visivelmente aborrecida.

– Não. Mas é a única possibilidade tendo em conta o que se passa. Eu reconheço isto! – observei sabendo que não abonaria grande coisa em meu favor mas sabendo ser a verdade – Se é por gostar de alguém ou não, não te sei dizer. Mas a verdade é que estamos perante a única explicação possível.

Ela ergueu as mãos ao alto: – Oh! Sim! Isso resume todo o problema em questão. Vocês conhecem isto logo voltamos atrás no tempo. Sim senhor, muito crescido a vossa parte! Uns filmes de ficção a menos não vos faziam mal.

– Que lhe deu? – perguntou Leeteuk.

Ela lançou-lhe um olhar cortante: – Comigo? Eu sou a única racional aqui!

– Por vezes a realidade nem sempre é racional. – observou Lili misteriosa – Eu concordo com o Changmin e com o Yoochun. Acho que estamos a reviver as nossas vidas passadas no mínimo.

Junsu fitou-a: – Tu também? Então… se calhar há aqui mais qualquer coisa.

– Karma! – observou Junki e todos o fitamos.

– Karma? Que tem isso a ver? – perguntou Hankyung.

Ele sorriu: – Tem a ver com vidas passadas. O corpo perece mas a alma segue em frente. – explicou ele. – O tempo pode passar mas a alma é marcada pelas experiencias de cada vida, crescendo a medida que passa por cada encarnação. Há quem sugira que um trauma numa vida, como medo do escuro e coisas assim, podem advir de uma experiencia traumatizante numa vida anterior.

Munny pensou um pouco: – A Ahri tem medo de aranhas.

Rimos.

– Não acho que isso tenha algo a ver. – observou Changmin.

Ela olhou-o carrancuda mas Junki falou antes dela, francamente espantado: – Na verdade pode ter mais a ver que o que pensam. Segundo algumas crenças a aranha é a tida como a criadora cósmica e senhora do destino, pode até ser vista como símbolo de narcisismo pela obsessão pelo centro; em outras, e relativamente à alma, há quem acredite que é a aranha quem passa as almas do mundo dos vivos para o mundo dos mortos. Há também quem acredite que são a forma da alma que se escapa durante o sono, é proibido mata-las em certos sítios.

– Vai dizer isso à Ahri! – brincou Angel.

Olhei-o estarrecido. Como raio sabia ele aquilo? Os outros pareciam pensar o mesmo pois olhavam-no estupefactos apenas Lili, Angel e Munny pareciam não achar aquilo fora do normal pois embora o olhassem com interesse não pareciam espantadas com o facto de um animal se relacionar à alma e de ser um símbolo tão abrangente. Fitei Lili, que parecia ser a mais à vontade das 3: – Isto não parece espantar-vos.

– A Ahri gosta de dar significados aos sonhos, costuma ajudar-me com alguns. Ela também gosta muito de simbologia. – explicou – Embora não tenha alguma vez mencionado aranhas, acho que realmente faz algum sentido. Talvez no medo de não voltar a este mundo a sua alma tenha pegado na antiga simbologia das aranhas e as tornado em medo. Se bem que ache que não pensava duas vezes em limpa-las da face da terra! – disse rindo.

– E como é que tu sabes tanto disso? – perguntou Bony a Junki claramente aborrecida

Ele sorriu: – Também gosto de simbologia… e sou budista.

Angel arregalou os olhos e acabamos por falar ao mesmo tempo: – Ela também!

Olhamo-nos e sorrimos.

– Ok… medos à parte… – começou Leeteuk – Acho que nos estamos a desviar de algo. – olhou-me – Tu conheces isto? Então onde estamos?

Foi a voz de Nayo atrás de mim que respondeu antes que conseguisse formular palavras: – Segundo o que eu e a Ahri apuramos, estamos provavelmente na Irlanda. Até porque o nome que te chamaram – olhou Jae – é de origem celta que tem grande influência na Irlanda.

Todos a fitaram espantados: – Como está ela? – perguntaram todos criando uma pequena algazarra que fez as mulheres ali perto olharem-nos de lado mas a presença da “alteza” fê-las conterem-se de nos reprimir. Afinal dava jeito ter Jae por perto.

– Quase te li os pensamentos! – observou ele olhando-me carrancudo.

Nayo suspirou: – Perdeu imenso sangue. Se não fosse eu estar aqui este monte de inúteis já a teriam perdido. Mas vai ficar bem. – observou – Espero que esteja apenas a dormir devido à súbita anemia mas como não se podem fazer transfusões aqui temos que esperar que não esteja em estado critico; vamos manter vigilância até o pulso dela voltar a ser normal e a febre descer, não vai ser fácil.

Parecia ter saído de uma batalha campal pois estava coberta de sangue, Yunho, atrás dela, não tinha melhor cara.

– Resumindo, estamos presos aqui! – observei pondo-lhe sobre os ombros o casaco das minhas roupas, ou pelo menos eu pensava que era, ela tremia. Não sabia se seria dos nervos ou do frio. – Precisas de sair dessas roupas.

– Estou bem. – argumentou fragilmente.

Abanei a cabeça: – Não, não estás. – abracei-a – Ela vai ficar bem. Vais ver.

Lili sorriu-lhe fracamente: – Ela é forte. Há tempestades tropicais mais calmas que ela. – disse e não percebi se o fazia para tentar assegurar Nayo ou a si própria.

– Ela vai ficar bem. – disse Angel.

Nayo fitou-a: – E tu? Como está a tua perna?

– Não vou morrer por isto. – observou – Agora pelo amor de Deus vai mudar de roupa! – exclamou – Parece que acabaste de sair de um matadouro… pior… parece que andas-te a porrada com um saco de boxe cheio de sangue. Metes medo. Dá-me a volta ao estômago olhar para ti.

Nayo soltou uma gargalhada desprovida de humor: – Sempre tão carinhosa.

A outra revirou os olhos: – Quando te olhares a um espelho falamos.

Jae fitou Nayo: – Concordo com a Angel e com o Yoochun… acho que é melhor trocares de roupa. Até porque te faria sentir melhor, provavelmente mais calma. – olhou Yunho – E a ti também!

Como que chamadas pelo pensamento do seu “rei” duas raparigas apareceram e levaram Nayo e Yunho para os seus “aposentos”. Tentei acompanha-la mas o olhar cortante que me lançaram demoveu-me, ali era provável que fosse parar a forca por algo assim. Esfreguei o pescoço, não obrigado! Esperaria que ela voltasse para estar ao lado dela e para a apoiar.

Se Yunho estava um caco Junki fazia um péssimo trabalho em esconder a preocupação e o transtorno. Leeteuk sentou-se ao lado dele e ficaram a conversar.
Lili aproximou-se de mim: – Lembras-te da Nayo?

Directa como sempre, pensei: – Sim. Ou pelo menos acho que sim.

– Um lago terá algo a ver?

Arregalei os olhos e de súbito pareceu que me despejaram um balde de gelo em cima: – Como sabes?

Ela fez uma expressão de quem sabia muito mais que o que dizia e afastou-se dizendo que não era nada. Isto não era de todo normal. Changmin desencantara um cobertor sabe-se lá de onde e combatia agilmente a teimosia de Munny com uma dose de carinho que me teria feito chamar os homens de branco não fosse a nossa situação, aquele Changmin não era o Changmin travesso e sarcástico a que estava habituado.

Junsu mantinha-se calado no seu canto e Bony aproximou-se dele. Mas o que disse pareceu não o agradar porque lhe lançou um ar mais assassino que alguma vez lhe vi fazendo a rapariga recuar sem dizer uma palavra.

Jae chamou outra criada, estava ficar bom a dar ordens, e acompanhou Angel aos seus aposentos. Facto que me desagradou, que era ele a mais que eu? Lá por ser rei não deixava de ser menos homem que eu… ou se calhar elas achavam que era e esse pensamento fez-me sorrir. Atrevi-me a esgueirar-me para o quarto onde Nayo descansava.

A criada olhou-me de lado mas não disse nada. Toquei-lhe na mão mas estava gelada: – Vá lá amiga, não nos podes deixar. Aparentemente és quem tem as respostas todas.

Sentei-me ao lado da cama enquanto a mulher agarrava na bacia de água aparentemente para a ir trocar e deixou-me sozinho com ela. Toquei a mão gelada de Ahri e sentiu o toque dilacerante da dor de ver a amiga naquele estado e num local onde não lhe podiam dar os cuidados que merecia.

Junki aproximou-se e sentou-se ao meu lado mas não me olhou. Ficamos assim um bocado, calados, a olhar a imóvel Ahri.

Quando eu ganhava coragem para quebrar o silencio foi ele falou: – Ela vai ficar melhor?

Sorri debilmente: – Esperemos que sim.

Levantamo-nos e caminhamos até uma varanda de pedra ali ao lado. Ficamos um bocado a olhar o horizonte mas depois ele lá acabou por falar: – Que achas que nos trouxe aqui?

Suspirei: – Concordo com o Changmin, voltamos atrás no tempo com toda a certeza.

Ele acabou por me olhar: – Mas porquê?

– Não faço ideia.

Ele sorriu tristemente e voltou a olhar o horizonte: – Também não confias em mim.

– Não tenho o sangue quente do Yunho. – olhei-o de lado – A não ser que queiras fazer-lhe mal… entendam-se como quiserem. Mas aviso-te que o Yunho quando quer algo, consegue ser irritante.

Ele soltou uma gargalhada: – Sim. Já reparei… e não! Não lhe quero mal, nem a ele nem a ela.

– Huh… não querendo parecer indelicado, mas já sendo, porque vieste falar comigo?

Ele fez um sorriso enviesado: – O ataque de ciúmes do Yunho e o teu posteriormente, no dormitório, adveio da conversa, com a Ahri, na varanda. Correcto?
– Sim. Mas que tem isso a ver? – perguntei confuso.

Ele inclinou-se sobre a varanda de pedra: – O meu quarto fica ao lado dessa varanda. Eu já estava à janela quando tu e a Ahri chegaram, não vi porque sair de onde estava e acabei por ouvir a vossa conversa. Lamento. – explicou.

Arregalei os olhos: – Foste tu que contas-te à Nayo?

– Podes agradecer-me depois. – observou estendendo-me a mão – Amigos?

– Porquê?

– Estranhamente, sinto-me agradecido por seres amigo dela… da Ahri. – disse ele.

Ri mas acabei por lhe apertar a mão: – Como sabias que contar o que se passou na varanda nos ia ajudar?

– Não sabia. – confessou – Mas coloquei-me no lugar dela… se não fosses um cabeça dura, isso também ia ajudar.

Fitei-o: – Então ouviste também o que ela disse do Yunho.

– Sim. Não que me agrade mas não há nada que possa fazer.

– És um tipo estranho. – observei – Mas fico feliz por não seres a besta que o Yunho pinta.

O riso dele foi tão súbito que me assustei: – Ele só está a ser primordialmente territorial.

– Estás a compara-lo com um primata? – perguntei divertido.

– Estão a falar do Yunho? – perguntou Nayo atrás de nós assustando the living crap out of me. Tive que me agarrar à pedra para não cair.

– POR FAVOR… não faças isso! – exclamou Junki para Nayo parecendo tão assustado como eu.

Ela riu: – Ah! Vocês sobrevivem. – ripostou sarcástica.

Sorri. Adorava aquilo nela: – Como sabias que estávamos a falar do Yunho? Há quanto tempo aí estavas?

Ela pareceu aborrecida: – Acabei de chegar! Quanto ao Yunho… não é difícil. Vês mais alguém por aqui a portar-se como um primata? – perguntou num tom de voz carregado de ironia.

– Bom, confesso que tens razão. – observei olhando a indumentária que lhe fora dada para vestir. Eram estranhamente parecidas com as do drama mas notava-se principalmente pelo corte e pelos tecidos. De qualquer das formas duvidava que algo que lhe pudessem dar para vestir lhe ficasse mal. No entanto, tirar as roupas ensanguentadas parecia te-la animado um pouco.

Ela sorriu: – Eu sei que tenho sempre razão! A minha espectacular pessoa está sempre certa.

– Até estares errada. – observou Junki.

Wrong move. Contive uma gargalhada. Por um momento tive pena dele, nem sabia com quem estava a lidar.

O olhar de gelo com que ela o mirou podia ter fulminado alguém: – Tens algum súbito desejo suicida?

– Desconheço.

Olhou-o de alto abaixo ainda com uma sombra assassina a velar-lhe o olhar: – Então se não queres ficar a conhecer cala o bicoide, oh Don Juan da tretónia!

Ele olhou-a confuso: – Que dialecto é esse?

Ok, as coisas estavam a ficar escuras para o lado dele: – Vai para a merdinha, tá? Sabes, não tenho mínima paciência para te aturar. Se não ‘tavas feito.

Abracei-a: – Estás melhor?

Ela mirou-me e de súbito, no seu olhar, a irritação deu lugar a uma enorme tristeza: – Não gosto do olhar das curandeiras quando olham a Ahri. Parece que a olham como se já não tivesse qualquer hipótese.

Junki espantou-nos aos dois ao afirmar com uma convicção desmesurada: – Ela é mais forte que todos nós juntos. Ela consegue, vamos acreditar nela.

– E como sabes? – perguntou Nayo perplexa.

Ele sorriu e começou a afastar-se: – Vou ter com o Jae para saber da Ângela. Acho que vocês precisam de algum “alone time”.

Afastou-se antes que pudéssemos ripostar: – Deve ser alguma coisa à Lili e à Ahri.

Uma luz brilhou na minha mente: – Falando em Lili. Que queria ela dizer com aquilo do lago?

Ela fitou-me chocada: – Lago?

– Sim! Veio-o perguntar-me se me lembrava de ti, género numa vida passada, eu disse que achava que sim, e ela perguntou-me se um lago teria algo a ver. Sabes alguma coisa disso?

O choque descrito no seu olhar assustou-me: – VOU MATA-LA!

– Não. Vais acabar o que não me quiseste contar na noite em que levamos a Ahri ao hospital! – ripostei.

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Sex Ago 12, 2011 10:53 am

OHHHH sanazinhaaaaaa

Fico tão feliz que te lembras de mim!!!!! *hugs*

Estou mortinha para saber a razão de isto tudo!! O porquê de tudo e a história entre as personagens

(pois isto anda morto por aqui, a ver se volta a renascer)

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Dom Out 23, 2011 10:27 am

Hello my dear loves!^^
Missed me? Espero que não mt ao ponto de ter a cabeça a prémio! XD
bom aqui está mais um capitulo, o final do 12, by the way, e já estou a trabalhar no 13, felizmente para este já tinha umas coisinhas de lado.
Esta fic está no seu auge, portanto estimo mais um 3 ou 4 capitulos para o final! YEY -.- finalmente!
Mas tb ja tenho ideias para mais 2 fics, q s tudo correr bem não me vão dar tanto trab como esta! -.- sem querer acho q estava para aqui a escrever a história interminável mas pronto...
Anyway... vou-me calar que o q vocês querem é fic e isto já esta suficientemente atrasado (isto se alguém se der ao trab se ler estes meus momentos de hiper randomness... XD
portanto aqui está o final o capitulo 12. Next: capitulo 13! ^^ stay tunned!
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Capitulo 12
Passado

(Continuação)




10º Liliana


Sentei-me no banco vendo Yoochun afastar-se e sendo seguido, pouco depois, por Junki. Passado. Tantos sonhos com aquela época e agora que ali estava parecia não fazer sentido. Como era possível? Observei Munny e Changmin a trocar ideias, de maneira pouco amigável, enquanto as empregadas do castelo e guerreiros que por ali andavam nos observavam como se fossemos um bando de lunáticos. Oh bom! Se calhar éramos mesmo. Estaria eu a sonhar? Aquela luz quente… teria eu desmaiado e este era mais um sonho louco? Mas se era um sonho porque estava eu a pensar que o sonho era um sonho dentro de um sonho? Normalmente num sonho tudo nos parece normal, tudo faz sentido. Pensando bem, desde quando tinha eu sonhos normais? Costumava consultar com Ahri sobre estas coisas mas ela estava esticada naquela maldita cama improvisada. Ora o Yoochun lembra-se da cena do lago que Nayo tantas vezes descrevera… lembrar-se-ia Yunho do que Ahri se lembrava? Ou seria Junki? “humm… isto esta a ficar interessante!” pensei, seriam este sonho um sinal que estávamos a fazer bem vir para a Coreia? Talvez este sonho quisesse dizer que tínhamos encontrado o que procurávamos mas se este sonho era mais uma pista… que raio ali faziam os outros? Ok, entendia os restantes DBSK… mas e os Suju? E a Bony? A Shyra nunca me aparecera antes em sonhos, ou aparecera em algum que não me lembrava?

– Vamos ir com os acontecimentos! – acabei por exclamar, em voz alta, finalizando a minha linha de pensamentos enquanto me recostava no desconfortável banco de madeira – Se isto é um palácio porque raio é tudo tão desconfortável?

Virei-me para o lado ao sentir-me observada para me dar com Leeteuk a olhar-me a sorrir. O rapaz era engraçado mas eu não era propriamente uma atracção de circo. Ia para lhe falar quando alguém se sentou ao meu lado e falou comigo: – Isto é tudo tão estúpido que nem sei que faça a esta gente. – disse Bony irritada.

– O que é que é estúpido? – perguntei confusa

Ela revirou os olhos: – Ora… esta gente a dizer que voltamos ao passado.

Ponderei um pouco: – Sabes, eu acho que é um sinal. Podemos estar a caminhar para algo relacionado com o que procuramos. Ou então estou a sonhar.

Ela ergueu uma sobrancelha e olhou-me com ironia espelhada no olhar: – Tu NÃO podes estar bem.

Arregalei os olhos: – Porquê?

Ela olhou-me e pude ver que mentalmente me chamava de “burra”… não gostei: – Onde cabe na cabeça de alguém voltar atrás no tempo só porque acham que isto é vossa vida passada? Não faz sentido!

– E faria sentido o quê? – perguntei

Ela cruzou os braços: – Tudo menos isto!

Olhei-a espantada e depois fitei a parede em frente a mim: – Então faça favor de me explicar porque raio batem certos as historias passadas de que todos nos recordamos? – perguntei. E antes que pudesse continuar eu fiz-me ouvir – Eu acredito. Todos nós. Acredito que os elos que nos unem são fortes e que vem de há muito tempo atrás. Temos almas antigas que fazem de nós pessoas com espíritos mais abertos. Sei que há aqui algo que temos que aprender, uma espécie de lição. Não sei se isto é um sonho ou se a pura realidade mas seja uma ou outra… nós viemos aqui para aprender algo. – olhei-a – Se bem que não entenda muito bem o que fazem aqui os outros que não fazem parte “desta história” presumo que seja para também eles aprenderem a valorizar as relações que tem. – sorri – Faz sentido não faz?

Ela revirou-me os olhos: – Oh por favor! Isso só acontece em filmes e em livros baratos. Honestamente estou a uns 5 minutos de vos internar a todos num manicómio.

– Conto que sejas tu, então, a salvar-nos desta situação! – disse Leeteuk sorrido e sentando-se ao meu lado mas falando para a Bony – Sim, porque já que estamos todos loucos, precisamos de um pessoa “sã” para nos guiar! – disse ele e embora sorrisse soube que era puro sarcasmo que lhe saía dos lábios. Depois ficou sério e olhou-a com irritação escrita no olhar e nas palavras: – A não ser que tenhas a solução para o enigma para de fazer comentários desagradáveis e ajuda em algo para variar.

Ela fez ar de ofendida: – Porque me estás a falar nesse tom? Eu não te fiz nada! Como se pode pensar em algo? Está tudo estúpido por causa da Ahri e de acharem que ela e os outros dois idiotas são a causa de estarmos aqui! Porque não a acordam e lhe perguntam? Estão todos a achar que ela é a chave disto tudo, então vão perguntar a senhora sabe tudo!

A voz de Hankyung fez-se ouvir como um trovão soaria numa sala de absoluto silêncio: – Suponho que não estejas com ciúmes de ela estar a receber atenção porque está… oh deixa ver… já sei! A MORRER! Nunca gostei de ti e isto é a prova do quão fútil e mesquinha és!

Leeteuk levantou-se: – Então, meu? Calma, também não exageres! A rapariga deve estar preocupada também.

Levantei-me também: – Sim, porque haveria ela de querer mal há Ahri.

Hankyung afastou a mão de Leeteuk com um safanão: – Depois não digam que não vos avisei. – disse olhando-nos e depois voltou a fitar Bony – Estou de olho em ti! – aproximou o rosto perigosamente perto do dela enquanto ela recuou uns centímetros por puro espanto – A tua cara de anjo não esconde a raposa que tens dentro. Vi isso no primeiro dia e continuo a ver agora.

Afastou-se quase deitando fumo pelas orelhas. Olhei Leeteuk que encolheu os ombros em resposta à minha pergunta silenciosa. Quando me virei para confortar Bony vi algo que não gostei. O rosto podia aparentar calma. Mas os seus olhos, os espelhos da alma, estavam carregados de ódio. Assim que me olhou essa aura negra tinha desaparecido e percebi que se calhar Hankyung tinha razão.

– Viram como ele me trata? – perguntou ela com a voz embargada por uma aparente comoção – Ele tratou-me assim e não é só ele.

Ela afastou-se aparentemente a soluçar. Leeteuk ia para ir atrás dela mas segurei-o por um braço: – Não vás. Deixa-a sozinha, acho que precisa de pensar um pouco. – disse-lhe num sorriso.

– Não gostei do que ela te disse! – exclamou ele.

Sorri: – Os nervos fazem isso!

Não lhe confessei que fizera uma nota mental para ir falar seriamente com Hankyung. Ele tinha provavelmente a mesma capacidade que eu: ver as auras das pessoas.

Junki regressou e ao mesmo tempo uma mulher espreitou pela porta do quarto de Ahri: – Acho que ela vai despertar!

Junki voltou a desaparecer, provavelmente para chamar Nayo e Yoochun e quando estávamos para entrar algo rápido, pesado e brutalmente forte passou por mim quase me esborrachando contra a porta.

– YAH! Yunho! Que tal um bocado de calma? – perguntou Leeteuk que fora quem me impedira de me magoar.

Ele nem lhe respondeu, aliás, nem sabíamos se realmente ouvira algo pois já estava à cabeceira da cama de Ahri a chamar por ela.

Ela pareceu abrir os olhos mas parecia ter dificuldade em o fazer. Muita. Nayo passou por mim como uma bala e ficou do outro lado da cama a chamar também por ela. Ela fez nova tentativa para abrir os olhos e depois um esgar de notória dor. Aquilo não era bom sinal, pensava eu, depois pareceu aperceber-se de algo e no momento em que Junki entrava no quarto levantou uma mão tremula para Yunho: – Yunho!

Reparei no choque de Junki ao mesmo tempo que as forças dela se esvaiam e ela voltava a fechar os olhos. Nayo gritava por ela bem como outros. Algo me dizia que ela acordaria novamente. Que aquilo era um bom sinal. Mas naquele momento Junki era o que me chamava mais a atenção. Parecia ter sido encharcado com agua tão gelada quanto aquele clima. Depois as mulheres voltaram a ordenar que todos saíssem. Mas Junki deixou-se ficar e ninguém pareceu reparar nele. Aproveitei a distracção de todos e deixei-me ficar. Ele parecia não reparar em mim. Aproximou-se da cama dela e tocou-lhe gentilmente no rosto. O que disse a seguir gelou-me o sangue nas veias: – Encontrei-te!

As palavras saíram sem que as conseguisse controlar e o choque estava espelhado nelas à medida que me apercebia do que ele queria dizer com aquilo: – TU?! De todas as pessoas… és tu?

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ooooooooook... isto parecia muito... mas MUITO maior... anyway... tinha que acabar aqui... mas prometo q o 13 é bem breve! Wink


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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Qua Out 26, 2011 3:37 pm

HURRAY!!!!!!!!!!! Quando vi que tinhas um capitulo novo corri para ler

Isto está a ficar cada vez mais interessante e misterioso. Vê lá não demores com isto sim sim??!!!

Esperando o próximo!!!


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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Sex Fev 03, 2012 7:04 pm

Nota:
Portanto... Finalmente há mais fanfic n é? ah e tal... sorry o atraso...^^
Oh bom... é o capítulo 13... é só uma parte... mas eu prometo ser muito mais breve! Wink
Não há muito mais a dizer aí está ele!^^
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Capitulo 13
O Assassino e o Rapaz do Lago


Junki ficou gelado ao ouvir Liliana atrás de si. Que raio fazia ela ali, pensava que estava sozinho. Porque raio parecia ela tão chocada? Sentou-se na cadeira ao lado de Ahri e cruzou os braços em frente ao peito: – Eu? “Eu” o quê?

– Eu sei quem tu és!

Surpreendido Junki levantou-se novamente e caminhou para ela com uma expressão séria mas quando chegou ao pé dela sorriu e afagou-lhe gentilmente a cabeça num gesto tão paternal que Lili não pode deixar de sorrir de volta: – És uma menina muito especial não és?

Ela sorriu ainda mais: – Depende. Não acho. Mas sabes do que eu estou a falar não sabes?

– Sei. Por isso mesmo peço-te que isto fique entre nós. – olhou Ahri – Ela não pode saber. Prometi isso a mim mesmo há muito tempo e agora que tenho a certeza de quem ela é vou manter a minha palavra. – virou-se novamente para Lili – Posso contar com a tua ajuda?

– Ajuda?

– Acho que sei como voltar ao “nosso tempo”. – explicou ele encaminhando-a para um banco sentaram-se um ao lado do outro – Vou precisar da tua ajuda.

Ela sorriu: – Claro!

Ele sorriu de volta: – Então o que eu acho…

***

Nayo fitou um Yunho completamente deprimido: – Ela vai ficar bem. A fase pior passou, agora está só a dormir, portanto pára de parecer uma esfregona velha e acaba com as lamurias.

Yunho fitou-a: – Eu não pareço uma esfregona!

Yoochun riu: – Achas tu!

O grupo riu. Bony fungou algo e Nayo virou-se para ela: – Aconteceu alguma coisa? Estás estranha.

Ela pareceu ainda mais irritada: – Eu não estou estranha. Estranhos estão vocês todos para acharem isto normal.

Liliana revirou os olhos: – Aqui vamos nós.

Fitando-a cheia de irritação latente na voz Bony fez-se ouvir: – Lá por tu seres esquisita e estares sempre a falar de coisas que já teriam colocado uma pessoa normal num manicómio não quer dizer que todos nós sejamos como tu! Eu sou racional. E tudo isto é muito estranho. – argumentou ela – Além de que a Nayo já disse que a Ahri está apenas a dormir. Portanto podemos seguir em frente e arranjar modo de voltar. Quero um banho decente, mas esta gente parece ignorar os demais… Gostava de saber o que faz de apenas alguns – olhou Shyra de relance – importantes. Também estou confusa e ninguém se deu ao trabalho de perguntar se eu estava bem.

Foi como algo fizesse “click” na mente de Shyra e esta virou-se para Bony com a raiva esbatida no olhar: – É assim: ESTOU FARTA da tua mania que o mundo gira à tua volta! A Ahri PODIA TER MORRIDO! E tu só te preocupas com a atenção que não te dão? Estás ferida? Dói-te alguma coisa? Então enrola o estojo e C.A.L.A.-.T.E. Quando começares a dizer algo de jeito pode ser que alguém te dê ouvidos! Estamos todos no mesmo barco portanto pára de tornar isto algo sobre ti! Não és mais nem menos que nós. – olhou Jae e voltou a olha-la – Eu sei muito bem qual é o teu problema. Mas se pensas que consegues alguma coisa… desengana-te.

– Mas qual é o teu problema? – perguntou Bony claramente chateada – Chegaste aqui do nada e já pensas que mandas nisto tudo? Quero ver quanto tempo ele te atura! Não percebo porque me atacas? Eu disse a verdade, só isso. Tu é que me estás a ofender.

Jae sentiu necessidade de intervir: – Posso saber como é que ela te atacou?

– Estás a defende-la?! – perguntou chocada.

A voz de Donghae fez-se ouvir antes que Jae lhe pudesse responder: – Acho que ficou claro para todos que a única que ofender alguém aqui foste tu. Não paras de te armar em vítima desde que chegamos. – observou ele – Preocupaste-te sequer com o facto de a Ahri e a Angel estarem feridas? Não me parece. Estás mais preocupada com o facto de não seres o centro das atenções.

Nayo podia jurar que a cabeça de Bony teria explodido de raiva se tal fosse possível. Dando razão aos seus pensamentos a loira respondeu a Donghae num tom completamente carregado de raiva: – Mas quem raio és tu para tirares essas conclusões? Quem te deu o direito de me falares nesse tom? Eu não te fiz mal nenhum e nem sequer estava a falar contigo. Eu disse o que pensava e não me parece que exprimir o que penso seja errado. Estava apenas a exercer o meu direito de expressão. Se vocês não conseguem entender o meu ponto de vista é porque estão completamente tapados.

– Esse direito de expressão começa a mostrar-nos que estávamos errados a teu respeito! – exclamou Junsu com uma firmeza tal que calou todos.

Bony levantou-se e desapareceu pelo corredor. Leeteuk mirou Junsu: – Isso não foi um pouco duro de mais?

– Duro teria sido dar-lhe um par de lambadas. – observou Junsu – Eu meramente usei o meu “direito de expressão” como ela disse.

Yunho abanou a cabeça: – Isto está a ficar descontrolado.

O riso de Changmin fez todos virarem a cabeça na sua direcção: – Engraçado, pensava que já estava descontrolado no momento em que aqui chegamos.

– E onde é o “aqui”? – perguntou Hankyung.

Donghae suspirou: – Segundo a Nayo estamos na Irlanda.

Yoochun abraçou Nayo: – Melhor?

Ela fitou-o e estava para reclamar mas ao ver apenas carinho e preocupação no seu olhar acabou por controlar-se e responder-lhe: – Agora que sei que ela vai ficar bem, muito melhor. Obrigado. Mas tenho duas preocupações. – fez um gesto com o queixo na direcção de Yunho – O primata e o… – olhou em volta – Onde está o Junki?

Yoochun tentou encontra-lo no meio dos amigos mas não o viu. Reparou no olhar culpado de Lili mas esta virou o rosto e continuou a sua conversa com Junsu que entretanto começara a falar com ela e Hankyung enquanto Donghae os ouvia atentamente. Estava para perguntar a Lili se sabia de algo quando viu que Donghae lhe lançava ocasionais olhares e muito pouco amigáveis. Seguiu a direcção do olhar de Donghae e deparou-se com os longos cabelos, agora vermelhos, de Nayo. Seria possível que o idiota gostasse mesmo dela? Apertou Nayo contra si e beijou-lhe o topo da cabeça recebendo de volta um embaraçado “que estás a fazer?”. Ela era dele e lamentava ter que magoar o amigo mas ele tinha que entender que estava a batalhar com algo muito acima das suas capacidades.

Nayo tanto se debateu que acabou por conseguir rodar nos seus braços e olha-lo de frente: – Que raio se passa contigo?

Ele sorriu suavemente: – És demasiado adorável. Não me consigo controlar.

O rosto de Nayo parecia uma palete de tons escarlates: – Importas-te de te controlar? – perguntou baixinho.

Em resposta, Yoochun aproximou o rosto do dela tocando com o seu nariz no de Nayo contribuindo ainda mais para que ela corasse: – Se continuares a ser assim tão adoravelmente irresistível… vai ser difícil! – observou tocando levemente com os seus lábios nos dela – Já te disse que és a minha perdição, não já? – perguntou antes de a beijar apaixonadamente.

Sim, Yoochun sabia que estava a agir como um miúdo na adolescência e sabia que o fazia por ciúmes, embora jamais o admitisse. Ele encarnara novamente por ela, não ia deixar outro rouba-la de si com tanta facilidade.

Shyra sorriu perante a doce cena de ciúmes de Yoochun. Um homem ciumento era sempre tão sexy. Vira muito bem o olhar de desagrado de Yoochun quando este notara que Donghae não tirava os olhos da amiga. As coisas compunham-se finalmente para Nayo e estava feliz pela amiga.

– Ele é sempre tão lamechas. – observou Jae.

– Não é lamechas! – exclamou Shyra – É doce e bem sexy.

Franzindo uma sobrancelha Jae observou a sua “Angel”: – Achas o Yoochun sexy?

Ela riu: – És tão cromo! – exclamou ela e riu ainda mais perante o ar de ofendido de Jae.

– Não acho piada. – disse ele – Não sabia que ele te agradava.

– Estás com ciúmes?

– E se estiver?

Ela rodeou-lhe o pescoço com os braços: – Ficavas ainda mais sexy!

Envolveu-lhe a cintura com os braços e olhou-a nos olhos: – Então estou!

– Oh! Por favor! – exclamou Yunho – Parem com as lamechices e arranjem os 4 um quarto!

O punho de Changmin acertou na cabeça de Yunho antes que alguém pudesse falar: – Começo a acreditar que realmente te tornaste numa besta! – exclamou ele.

Jae abanou a cabeça: – Se o mais novo tem que dar uma lição ao líder… imagina como te estás a comportar.

(to be continued)
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E aqui está! ^^ Espero que tenham gostado... breve à mais... e agora... já se largam os paus e forquilhas? ^^ <3


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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Seg Fev 06, 2012 4:20 am

Ahhhhhhhhhhhhhhhhh quero maissssssssssssssss!!!!!

Nem imaginas as saudades que já tinha desta fanfic!!!!

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Sab Jun 23, 2012 4:55 pm

gostei.. lol
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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Seg Ago 13, 2012 4:40 pm

Nota:
6 meses dps... esta fic volta a vida... -.- eu bem digo que isto é a história interminavel... pah! mas há outras fics *cofwhowantstobeamillionairecof* que tb n andam e uma pessoa perde a pica...
Anyway, sei que vocês amam a Rumo Ao Paraíso e por n podem esperar por mais um capitulo! Isso vê-se pelos IMEEEEEEEEEEEEEEENSOS comments que ela tem! XD
Mas pronto eu sou uma pessoa insistente...
Isto vai-vos parecer um bocado palha... mas garanto que é necessário à historia
Ora e n m digam que é pouco pq bem... amanhã vai haver mais... a beleza que é estar-s d férias! Smile Espero q gostem
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Capitulo 13
O Assassino e o Rapaz do Lago

Ahri abriu os olhos como se estes pesassem toneladas. A luz magoava-a. Fechou-os novamente. O corpo doía-lhe como se a tivessem sovado dos pés à cabeça… a cabeça, essa que parecia ir explodir a qualquer momento.

Voltou a abri-los. Tentou levantar-se mas o ombro direito doía-lhe como se lho tivessem esquartejado. Tocou-lhe e a dor foi imediata. Olhou para o lado. Alguém lhe tinha ligado o ombro e parte do braço e tronco. Tentou mexer o braço mas a dor dilacerou-a novamente.

Algo, além da dor, lhe chamou à atenção. Algo lhe prendia gentilmente a mão. Ao afirmar-se no que a rodeava reparou que em peludo que estava ao seu lado, na cama. Tocou-lhe gentilmente para se aperceber que era cabelo, comprido, com extensões. Por um momento pensou tratar-se de Yunho, por ser semelhante, mas bastou afastar as primeiras mechas para de cabelo para se deparar com as longas pestanas e o nariz perfeito.

Que raio fazia ele ali? Teria ele dormido ali?

Alguém entrou na sala. Uma mulher com alguma idade entrou e sorriu-lhe abertamente: – É bom vê-la acordada menina. – disse ela – A sua irmã aprendeu bem!

Ahri fitou a mulher: – A minha irmã?

– Sim… – respondeu ela fitando-a – Voltaram todos muitos estranhos da floresta. A viagem para trazer a princesa Aingeal não correu bem? O rei está estranho e a sua irmã age como se fossemos desconhecidos. – observou a mulher, falando enquanto enchia uma panela que estava ao pé da lareira e colocou mais lenha na fogueira e depois colocou-lhe a panela por cima, num encaixe feito para ela. – Acho que só faltou bater-nos, como se não confiasse em nós. – voltou a fitar Ahri – Ora essa, duas meninas que eu ajudei a criar! Mas eu entendo, outra pessoa que não a menina, não teria sobrevivido. Olhe que perdeu muito sangue! Foi preciso tirar o comandante Faolan daqui à força.

– Faolan?

A mulher olhou-a chocada: – Ora menina, não me diga que bateu também com a cabeça. O rapaz ficaria desiludido. Gosta tanto de si.

– Eu…

– Se bem que – continuou a mulher enquanto mergulhava panos brancos numa bacia de água – Se foi difícil tirar daqui o comandante, tirar daqui o príncipe foi quase impossível. A sua irmã parecia ter conseguido… mas ele deve ter-se esgueirado de volta – disse apontado com o queixo o rapaz que dormia pacificamente ao lado dela – Nunca vi ninguém tão teimoso… – calou-se uns segundos a fita-la – … talvez a menina seja mais. – disse rindo-se – Mas o rapaz não arredou pé. Pobrezinho, deve ter adormecido há pouco.

– Ele dormiu aqui? – perguntou Ahri espantada com a velocidade com que a mulher falava.

A mulher riu: – Ele pouco deve ter dormido, menina, porque a fogueira não se apagou e a sua febre estava baixa. Ele esteve sempre a mudar-lhe os panos, com toda a certeza.

Fitando-o, Ahri perguntou-se se alguém que olhasse JunKi o tomaria por mais que um miúdo devido à sua jovem aparência, no entanto, quando falava, a sua idade sobressaía. Gostava da gentileza dele e do humor inteligente mas a dormir como um anjo era impossível resistir-lhe, pensou enquanto lhe afagava gentilmente o cabelo. Nunca vira um homem tão sexy de cabelo comprido.

A mulher tirou-lhe os panos que tinha na testa, mediu-lhe a febre com a mão e sorriu: – A menina gosta dele.

Ahri reparou que não era uma pergunta: – Eu não...

– Mas também gosta do comandante. – observou a mulher num tom sábio – Conheço-a à muitos anos. Vejo que o príncipe lhe agrada e acho que a inimizade do comandante pelo príncipe se deve a ele também ter percebido esse facto. O príncipe parece gostar genuinamente de si.

Sorriu tristemente face à ironia da situação. JunKi dormia como um anjo enquanto ela lhe afagava o cabelo. Sem saber o que fazer ou responder à mulher optou por mudar de assunto: – Os outros? Também estão feridos?

Ela abanou a cabeça dando-lhe a beber uma espécie de chá doce que a aqueceu por dentro como se tivesse engolido labaredas que a aqueciam gentilmente por dentro: – Sim, a princesa Aingeal magoou uma perna, nada de grave, eu acho. Os outros estão todos bem. Estranhos, mas bem.

– Mas porque os acha estranhos?

– Bom, é como se houvessem esquecido quem são. – observou a mulher e desatou a rir freneticamente e acabou por se tentar acalmar ao ver a interrogação no rosto de Ahri: – Bom, o vosso irmão e o comandante são absolutamente... bem, as expressões deles são imperdíveis! – ficou séria – Há pessoas que vieram com o grupo da princesa quem não me agradam, embora todos se pareçam conhecer.

Ahri franziu o sobrolho: – Que pessoas?

– Uma rapariga em especial. Não gosto da aura dela. – explicou a mulher como se tivesse sido percorrida por um arrepio de frio – Não é bom sinal depois do que me disse antes de partir.

A confusão de Ahri levou-a a ter que fazer a pergunta: – Eu? Lamento, não me recordo do que lhe disse em específico.

– Ai menina. – disse a mulher – Então? Quando me contou aquele sonho em que se via a mor…

– Acho que sei do que fala. – observou Ahri com um sorriso.

– Pois e por isso o meu mau pressentimento com estas pessoas. – explicou ela – Tenha cuidado menina.

Ela sorriu tristemente: – Vou tentar. Mas sabe, há coisas que estão destinadas a ser.

– Como a tua idiotice? – perguntou Nayo à entrada da porta com YooChun atrás de si. – Como te sentes?

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No worries... amanhã há mais... :p

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Dom Ago 26, 2012 2:56 pm

Nota:
Não foi bem no dia a seguir... mas tb ninguém por ca passou! XD
Anyway... mais um pedacito desta coisa... vou tentar passar já mais para o pc para já ter pronto para amanhã! Razz
Espero q gostem!
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Capitulo 13
O Assassino e o Rapaz do Lago

Continuação

– Bem. – respondeu a mais velha sem conter o riso.
Nayomira apercebeu-se da razão: – Menos Ayhrin! Muito menos!
O seu apelo, no entanto, apenas fez Ahri rir ainda mais.
– Que engraçada! – exclamou Nayomira irritada e depois viu algo que a fez sorrir de ironia e apontou algo perguntando: – Arranjaste outra sombra?
– Onde anda o teu segundo pretendente? – perguntou Ahri em retorno?
Nayomira franziu o sobrolho e olhou a mulher que as mirava com um sorriso: – Olhe lá, como a pomos novamente a dormir? Acho que bateu gravemente com a cabeça! – depois disse mais baixo num tom de ameaça – Se não faço muito gosto em a por eu a dormir!
– Qual outro pretendente? – perguntou YooChun fazendo Ahri arregalar os olhos.
O suspiro de Nayomira antecedeu o que a mais velha já desconfiava: – Eles agora entendem-nos.
YooChun fitou Nayomira e depois Ahri: – Vocês estavam a falar do Donghae?
– Não tens que te preocupar. – observou Ahri – Desde que não te armes em macho latino garanhão e aí eu própria te esfolo. – continuou ela com um sorriso
Ele sorriu de volta: – Não precisas ameaçar, eu trato-a bem. – observou abraçando Nayomira que reclamou sobre estarem pessoas a ver e corando até à alma.
Ahri continuou a sorrir: – Não estava a ameaçar, era mesmo uma promessa!
A mulher desatou a rir: – Ai menino, já devia saber que elas são assim! Se bem que acho que ficaria feliz com o castigo da menina Ayhrin, não sei o que o Rei lhe faria se fizesse mal à irmã… Conselheiro Real ou não, não antevia grande futuro para si.
JunKi mexeu-se e a mulher escorraçou os dois para fora do quarto, saindo também e piscando o olho a Ahri antes de fechar a porta atrás de si e ignorando os protestos desta.
– Eles são um bocado barulhentos mas fazem um casal amoroso. – disse uma voz que ela tão bem conhecia pelo seu timbre tão característico e doce – Mas a mulher fala pelos cotovelos, sem duvida.
Os olhos de Ahri arregalaram-se de espanto: – Estavas acordado?
Ele sorriu aquele sorriso enviesado que a deixava sem qualquer reação até se aperceber que ainda lhe afagava o cabelo. Tirou a mão mas JunKi apanhou-a a meio: – Não pares, gosto disso.
- Foi rude da tua parte. – observou ela puxando a mão – Podias ter dito que estavas acordado.
– Eu sei.
– E?
– Não vou pedir desculpas por algo que não me sinto arrependido. – explicou – A mulher tem razão: gosto de ti. É mais forte que eu.
– Eu…
– Mas não sou parvo ou cego. Também sei que sentes algo pelo YunHo. Só não contes que fique parado a vê-lo levar a mulher que quero. – afagou-lhe gentilmente a face – A tua beleza não está apenas no teu rosto ou no teu corpo, é maioritariamente da tua alma e isso faz-te brilhar. – aproximou-se dela – Há algo em ti – Ahri ia para falar mas o que ele disse a seguir calou-a deixando-a sem palavras ou resposta – uma espécie de chama, um chamado antigo que me atrai, que faz com que tudo isto seja tão natural quanto respirar. Como se agora que aqui estás tudo faça sentido, tudo encaixe; como se toda a minha vida tivesse estado a tua espera. – disse ele terminando quase num sussurro aproximando o rosto do dela. Era como se as palavras de houvessem sido uma espécie de feitiço que a hipnotizara deixando-a ébria e rendida perante a mera ideia de ser beijada por ele. Os lábios dele mal haviam tocado os seus quando as portas se abriram de par em par revelando um YunHo furioso. Por alguma razão lembrou a Ahri um dragão a deitar fumo pelas narinas e prestes a cuspir fogo: – Que vem a ser isto? – perguntou. Atrás dele uns 10 homens com armaduras e armados, que Ahri deduziu serem parte do exército que YunHo comandava, olharam a cena espantados – Prendam-no! – ordenou YunHo.
Os homens ainda confusos avançaram para JunKi.
- PAREM! – gritou Ahri e todos estacaram a olha-la – RUA! Já! YunHo e JunKi ficam. – os outros olharam-na como um asno miraria um palácio – Ah merda! O príncipe e o comandante ficam!
Quando os soldados fecharam a porta atrás de si, Ahri lançou um olhar assassino a YunHo que lho retribuiu: – Aparvalhaste de vez?
– Eu só o ia tirar daqui. – explicou YunHo irritado – Ele não tem nada que estar aqui!
JunKi soltou um “unf” de escarnio: – Nem tu!
– Não gosto de ti e acho que estás a tramar alguma! – exclamou YunHo.
O outro abanou a cabeça: – Mas eu pedi-te em casamento ou quê? – Ahri teve que dirfarça uma gargalhada com um pouco de troce – Eu não tenho nada contra ti mas acho que já tens idade para ter juízo, não? – respondeu JunKi – As tuas reacções impulsivas podem levar-te a fazer algo de que te podes vir a arrepender terrivelmente.
YunHo esbracejava: – Não preciso de conselhos teus!
– E ela não precisa que lhe dês mais problemas. – respondeu JunKi.
– Parem! – exclamou Ahri e apontou para si – Pessoa doente que não precisa de dos machos a lutar pelo mesmo osso. Portanto andor os dois daqui para fora e chamem o Raygain, quero falar com ele. – disse ela e quando os viu fita-la estupefactos percebeu – O JaeJoong, seus burros. E enquanto continuarem assim não quero voltar a ver nenhum de vocês, entendido? – perguntou.
– Desculpa. – pediu JunKi
– Eu não fiz nada que… – ia a dizer YunHo quando JunKi lhe tapou a boca e o arrastou consigo para fora da sala.
– O puto birrento não admite mas também está arrependido. – disse JunKi – As melhoras. – disse lançando-lhe um ultimo olhar intenso e depois saíram ambos da sala deixando-a sozinha.
Cá fora YunHo libertou-se: – Para que foi isso? Não sou um puto e muito menos faço birra.
– Tens razão. – começou JunKi – És um idiota! E vais acabar por fazer uma coisa muito estupida se não te começas a controlar. – disse ele num tom calmo, virou-se para Jae, que estava sentado no banco em frente – Ela quer falar contigo. – informou ele e depois afastou-se.
Jae entrou não quarto e Nayomira acotovelou YooChun que lhe sorriu e lhe deu um beijo na testa antes de seguir JunKi. Ela aproximou-se de YunHo: – Sim senhor! Os meus parabéns. – disse-lhe com um sorriso estranho.
Fitando-a espantado, YunHo, acabou por perguntar: – Porquê?
– Porque acabaste de lhe provar que és mesmo, MESMO, mesmo parvo. – explicou – Assim não vais longe. Se eu fosse a ao JunKi tinha-te dado uma coça valente e olha que pelo que percebi ele consegue, e sem grandes esforços.
YunHo franziu o sobrolho: – Chamas a isso ajudar?
Nayomira riu: – Quem raio disse que te estou ou quero ajudar? Tanto quanto sei o JunKi é melhor escolha que tu. Não me interessa quem ela escolhe… Na verdade estou-me a caga para quem ela escolhe, desde que não a magoem.
YunHo soltou um “unf” de desagrado: – Tens certeza que vocês não são mesmo irmãs?
– Quem disse que não eramos? – perguntou Nayomira afastando-se
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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Qua Set 05, 2012 3:09 pm

Buuuhhhhhh Tu fazes a MINIMA IDEIA DA FALTA QUE EU SENTIA DESTA FANFIC??????

Eu ia morrendoo!!!!!! (ok pronto sem exagero)

Mas a sério tinha muitas saudades dela e ficava aqui a pensar o que ia acontecer mais na fic, e epa....uffff....mistériooooooo

NÃO DEMORES MUITO PARA OS PRÓXIMOS!!!!


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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Qua Nov 28, 2012 5:43 pm

Nota:
oh well... aki vai mais um bocado disto.. e estranhamente (eu sei que demoro anos, sorry)... já tenho a proxima parte... portanto para a semana há mais! Smile
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Capitulo 13
O Assassino e o Rapaz do Lago

Continuação

– Gostas desta varanda, tu. – observou YooChun sentando-se ao lado de JunKi.

– Pensava que não gostavas de mim. – retorquiu JunKi

YooChun sorriu: – As pessoas podem mudar de opinião, não podem, Ailell?

Não se acostumara àquele nome. Soava demasiado feminino e sabia que era por isso que YooChun o usava para o atormentar: – Podem, claro. E não gozes. Nem todos temos sorte de ter nomes decentes como tu, Mícheál.

YooChun sorriu, o seu nome ali assemelhava-se ao seu stage name. Era algo que lhe recordava o quão estranhas eram todas aquelas “coincidências” e Nayo era a mais doce de todas elas. JunKi fitava o horizonte com ar perdido: – Estás com ar de quem precisa de beber algo.

– Diz antes afogar em algo para beber.

YooChun soltou uma gargalhada: – Se quiseres desabafar.

– És amigo do YunHo. – observou JunKi. Não havia acusação ou ironia no seu tom de voz, apenas a constatação do facto. YooChun reparou nisso – Não te posso pedir que estejas dos dois lados.

YooChun afastou o olhar de JunKi. Ele era mais maduro que YunHo, era um facto, podia ser estranho e reservado mas aos poucos ia começando a entende-lo, afinal ele estava sozinho no meio de pessoas que não conhecia: – Não o quero defender ou assim mas a verdade é que ele não costuma agir como a besta que parece ser. Ultimamente anda assim. Parece que ficou parvo desde que conheceu as raparigas.

– Interessante. – observou JunKi pensativo.

– É?

– Diz-me tu. – disse ele fitando YooChun – Foi só o YunHo que mudou de atitude? É só ele que age de modo estranho?

YooChun encarou espantado com a pergunta e abriu a boca apenas para a fechar em seguida lendo na expressão de JunKi que ele sabia a resposta. Sorriu: – Tu não?

Ele riu: – Vocês nem gostaram de mim quando me conheceram, ainda que tivesse mudado depois não teriam notado.

Fitou-o: –Sabes, nem eu percebo. – explicou o mais novo – Parecias mesmo querer tramar o YunHo… e como começaste a dar em cima da Ahri à partida, a irritação dele contagiou-nos a pensar que não estava a armar das boas.

O outro apenas suspirou mas alguns segundos depois pareceu aperceber-se de algo: HEI! Eu não comecei logo a dar em cima de ninguém! Ele é que não gostou que eu falasse para ela!

YooChun não conseguiu conter o riso: – Lamento se te falo com falta de respeito, Ailell, – JunKi olhou-o de lado causando um sorriso a YooChun – mas a verdade é que te está carimbado na testa que gostaste logo dela.

JunKi virou a cara e voltou a fitar o horizonte sem dizer nada.

– Não percebo o que veem nela. – disse YooChun vendo que eles fechava em copas – Até que seja gira e engraçada mas aquele mau humor, a resmunguice e a teimosia… não sei se conseguia. Não entendo.

– Que vês na Miriam?

Apenas o nome dela fez o seu coração saltar, soltou uma gargalhada: – Ok. Tens razão: não há explicação possível.

– Mas vocês viraram comadres? – perguntou Nayo aproximando-se – Passam a vida em varandas ou quê?

JunKi olhou-a: – Olá Princesa!

Ela franziu o sobrolho: – Não tens nadinha para fazer?

– Além de servir de vela, queres tu dizer? – perguntou ele fazendo-a corar.

– Deixa. – disse YooChun abraçando-a – Ele hoje ‘tá a aparvalhar. Se calhar o que o YunHo tem é contagioso.

Com um sorriso ambíguo nos lábios, JunKi levantou-se: – Não fazes ideia do quanto. – disse saindo da varanda e desaparecendo dentro das paredes de pedra do castelo.

– Ele tem sempre que dizer uma cena misteriosa e/ou em código antes de sair, não tem? – perguntou Nayo.


***


JaeJoong entrou na sala e sentou-se ao lado dela sem dizer uma palavra.

Ela sorriu-lhe: – Com que então irmãos?

Ele riu: – Dizem que sim. Como te sentes?

O que ela fez a seguir tocou JaeJoong até ao canto mais recôndito da sua alma. Ahri abraçou-o com uma força tão grande e tão sentida que teve vontade de chorar. Era como se ela fosse realmente sua irmã e há seculos que não se viam: – Agora estou bem. – respondeu ela num tom notoriamente comovido.

JaeJoong abraçou-a de volta: – Eu também.

Acabaram por se afastar e JaeJoong fitou-a com mais intensidade: – Que raios se passa aqui? Estávamos à espera que acordasses para tentar chegar a alguma conclusão. Pode ser que tu tenhas uma explicação mais viável que a nossa. É a ver qual a teoria mais disparatada. – explicou ele – De momento ganha a teoria de que voltamos atrás no tempo mas o Changmin insiste que se trata das nossas vidas passadas.

Ela riu: – Calma. – depois ficou séria – Sempre achei que o Changmin era bastante perspicaz, agora tenho a certeza. Pelo que percebi é a teoria correcta, isto é, definitivamente uma passagem das nossas vidas passadas.

– Mas como? Como viemos aqui ter? Como saímos daqui?

Ahri sorriu afavelmente: – Tem que haver uma saída. Só temos que descobrir qual.

– Soas muito positiva. – observou ele – Já pensamos em tudo mas nada soa coerente… aliás, estar aqui não é coerente de todo.

À gargalhada de Ahri, JaeJoong ergueu uma sobrancelha de desconfiança: – Calma Raigain, pensa nisto como férias. É provável que tenhamos que fazer algo aqui para podermos voltar. – explicou ela – Não é sempre assim?

– Quem te disse o meu nome? – perguntou ele espantado?

Ahri ficou confusa: – Qual nome?

– Raigain. Quase ninguém consegue dize-lo decentemente. – disse ele também confuso.

– A “ama”disse-me. Fica-te bem. – observou ela mantendo um sorriso.

Ele riu: – Espera até ouvires o do YunHo e do JunKi! – disse ele entre gargalhadas.

Ao riso de JaeJoong ela perguntou curiosa: – São assim tão hilários?

– O do JunKi parece de menina, embora ele não pareça muito preocupado, o do YunHo… tens que ouvir. Pensamento positivo: vais poder gozar com ele o quanto te apetecer. – disse ele com um sorriso e depois fitou-a – Estranhamente o teu é…

– Ahrianna, eu sei. Ela chamou-me por esse nome. – observou ela.

Ele fitou-a: – Estranhei ser o teu stage name.

Ela sorriu: – Coincidências.

– Hummm, talvez. Não que alguma vez tenha acreditado nelas.

Desta vez uma gargalhada dela encheu o quarto: – Como estão os outros? – perguntou – Mais alguém se magoou?

Jae suspirou: – A Angel. Acho que tem uma perna partida. De resto estão todos bem… excepto o YunHo que continua a implicar com o JunKi. Começo a gostar da atitude dele faça à besta que o YunHo se tornou recentemente.

Ela abanou a cabeça: – Ignora-os. Já trataram da Ângela?

– Sim, já.

– Voltando aos outros dois… viste a cena? – perguntou ela.

JaeJoong revirou os olhos: – Em que o YunHo tentou mandar prender o JunKi? Sim. Tal como disse, ele ultimamente não mede mesmo o que faz. Mal o reconheço. – observou – Será que ele tem noção do que podia ter feito? Ainda bem o JunKi vê que é só ciúmes e releva a coisa.

Ela corou ligeiramente mas recompôs-se rapidamente: – Noção, como assim?

JaeJoong suspirou novamente: – Aqui o JunKi é irmão da Angel… ele é o príncipe herdeiro do país vizinho.

Pela primeira vez JaeJoong viu-lhe uma expressão de puro choque quando ela arregalou os olhos e quase gritou: – O quê? O JunKi é quem?

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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Qui Dez 06, 2012 11:30 am

UHHHHHHHHHHHHHHHHH já ia te perguntar onde raio andava esta fic

TANTO MISTÉRIO!!!!!!!!!!!!!


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MensagemAssunto: Re: Rumo ao Paraiso   Ter Fev 05, 2013 3:07 pm

Nota:
Aqui está a prometida próxima parte! Smile
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Capitulo 13
O Assassino e o Rapaz do Lago

Continuação

Pela primeira vez JaeJoong viu-lhe uma expressão de puro choque quando ela arregalou os olhos e quase gritou: – O quê? O JunKi é quem?

– Yep. Houve quem não ficasse nada feliz com isso… e não foi só o YunHo. Então quando soubemos que a Angel é a minha prometida, alguém ficou a espumar… – explicou ele. O espanto e a confusão dela fizeram-no explicar. – A Bony. Estranho que ninguém a conheça aqui.

Ahri pensou um pouco: – É só a ela que não conhecem?

– Não. Mas por alguma razão é ela que está a criar mais confusão. – explicou Jaejoong com um tom de voz ligeiramente mais acre.

Ela riu: – Não gostas muito dela, pois não?

– Sou assim tão óbvio?

– Olha que quase nos enganaste!

– Faltou o quase.

– Pode-se? – perguntou Liliana espreitando pela porta que entreabrira – Oh! Não sabia que tinhas companhia… mas precisava de falar contigo.

JaeJoong sorriu-lhe e levantou-se: – Claro. Nós já tínhamos terminado. Até logo… mana.

Ahri sentiu um baque no peito e foi inundada por uma onda quente de carinho quando ele lhe beijou a testa, ela sorriu-lhe e ele saiu deixando ambas sós.

– Pobrezinho, está condenado a só ter irmãs! – constatou Liliana calmamente fitando a porta por onde ele saira.

O riso de Ahri voltou a ecoar na sala: – Acho que ele não se importa muito.

– ‘Tás melhor?

– Como nova!

Liliana sentou-se na cadeira que JaeJoong, e tantos outros, haviam ocupado naquela manhã. Sentia-se uma maldita relíquia visitada pelos enfermos: – Que me querias dizer?

– Que viste naquela luz branca? – perguntou a loura.

– Directa como sempre. Alguém viu alguma coisa…

– Que eu saiba não.

– … além de ti? – finalizou Ahri.

A loura fitou-a com uma expressão de notório espanto: – Como sabias? Não contei a ninguém. – observou ainda perplexa.

Um sorriso carinhoso esboçou-se nos lábios da mais velha: – Já te conheço o suficiente para saber.

A outra corou e sorriu timidamente: – Sim, tens razão, vi.

– Então porque não lhes contaste e me queres contar a mim?

– Porque… não sei o que vi ao certo. – observou Liliana ficando séria.

As sobrancelhas de Ahri ergueram-se de espanto: – Como assim? Não te lembras do que viste?

– Lembro, claramente, só não sei o que quer dizer. – explicou ela.

– Mas o que viste? – perguntou Ahri tao confusa quanto preocupada.

Liliana pareceu concertar a cadeira no seu lugar e agitou-se: – Eu... eu vi-te.

A confusão de Ahri tornou-se espanto: – Eu? LOL. Que viste?

– Vi-te deitada numa cama de hospital. Estavas ligada a muitas maquinas e havia muitos fios… parecias estar na ala dos cuidados intensivos. – explicou ela.

A cor fugiu do rosto de Ahri.

– Desculpa se te preocupo, podia ser apenas um futuro alternativo, pensei que pudesse estar relacionado com isto que te aconteceu. – observou ela rapidamente – Por isso não sabia o que pudesse ser e quis falar contigo.

– Eu… não faço ideia o que seja. – observou Ahri ainda incapaz de argumentar ou lhe responder.

– Que foi?

Ahri voltou a sorrir: – Não te preocupes, não deve ser nada. – observou ela – Deve ser como dizes, uma espécie qualquer de realidade alternativa. Se realmente estamos no passado estamos muito longe de isso vir a acontecer, não é?

Liliana assentiu com a cabeça: – Sim. Mas acabaste por não me responder… e tu? Viste algo?

– Não, lamento, não vi nada. Ficou tudo branco. Depois lembro-me de ser tudo muito confuso e de ver muitos rostos e de me doer tudo. Sei que o YunHo estava ao pé de mim… mas é só. Depois acordei aqui. – explicou.

A loura pensou um pouco: – Sim, ontem acho que estiveste consciente um bocado quando aqui chegamos, mas voltaste a “adormecer”.

– Mas a sério, não te preocupes. Estou bem… e vou ficar melhor – disse olhando-a carinhosamente – Nunca mudes, ok?

Liliana fitou-a espantada: – Como assim? Claro que não vou mudar. Mas porque me dizes isso agora?

O sorriso de Ahri iluminou-lhe novamente o rosto: – Apenas para que nunca te esqueças.

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